Título Original: Black Swan;
Ano de Lançamento: 2010;
Gênero:Drama; Diretor: Darren Aronofsky;
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis and Vincent Cassel
Escreveram tanto sobre Cisne Negro que eu cheguei até mesmo a ficar com preguiça de assistir a história. Dezenas de críticos dizendo que o filme falava sobre perfeccionismo, sobre superação, dualismo, inveja e todo o auê em torno da interpretação admirável de Natalie Portman e a cena de sexo oral com a atriz Mila Kunis. Tudo isso uma big piece of bullshit, essa é a grande verdade. Ao assistir a história, a conclusão óbvia é que Cisne Negro fala basicamente sobre loucura. A começar pela loucura da protagonista, porque olha, ali, naquele filme, sem tirar nem por, todo mundo tem um parafuso a menos.
Falar sobre loucura e genialidade não é uma coisa fácil. No mundo real, as duas coisas costumam ser confundidas e aqui no mundo virtual eu poderia dissertar por horas e horas, e escrever linhas e mais linhas sobre a mãe controladora, o diretor assediador, a rival invejosa e a ex-diva frustrada, mas vou apenas me concentrar em falar da principal personagem da história: Nina Sayers.
Resumindo tudo de forma simples e direta, podemos dizer que Nina Sayers é uma garota que tem "pobreme" e fim de papo. Porém, se fizermos isso, não tem filme e a grande sacada de Aronofsky foi criar um thriller psicológico baseado na história da busca do perfeccionismo por uma jovem bailarina: Nina Sayers.
Olhando superficialmente, aparentemente Nina é uma jovem perfeita: boa filha, aplicada naquilo que faz, dorme num quarto de princesa e também tem a aparência de uma princesa. Ou de um cisne branco. Ela é frágil, fala baixo, tem cabelos lisos e perfeitos, grandes e doces olhos castanhos, sorriso inocente e virginal,boquinha de boneca. É também superprotegida pela mãe que vê na filha a chance de se realizar profissionalmente e por conta disso torna-se uma verdadeira megera, às vezes. Ela também sabe que é supercobrada pelo diretor da peça, um homem que exige dela algo que talvez seja mais do que ela possa dar. Aparentemente Nina lida bem com essas cobranças e corresponde as expectativas depositadas nela, porém, debaixo dessa superfície plácida existe algo de muito errado. Algo que tanto o diretor, quanto a mãe de Nina perceberam, mas que eles não sabem que se trazido à superfície pode trazer conseqüências imprevisíveis. Cisne Negro é um filme que não fala apenas de acontecimentos que ocorrem na superfície. Ele busca aquilo que está nas profundezas, algo que a personagem principal nem sabe que existe dentro dela e que vai emergindo aos poucos, a medida que a história se desenvolve.
Já nas cenas iniciais, por exemplo, o filme deixa claro que Nina não aguenta a pressão que vive: os arranhões em seu ombro revelam que ela sofre da tendência de se automulilar. Na história da medicina psiquiátrica, pessoas que se automutilam são consideradas geralmente como seres perfeccionistas e gente que sofre de dificuldade para expor seus sentimentos ou conversar sobre eles. São pessoas que vivem indefinidamente sobre pressão, e é justamente essa pressão que Nina vivência: a expectativa de ser escolhida para interpretar o papel principal de uma das mais famosas peças do ballet universal: "O Lago dos Cisnes".
Outros indícios de que a moça não é muito certa da cabeça é o absoluto estado de tensão sexual que Nina vive. A medida em que o filme se desenvolve, percebemos que ela não tem namorado, amigos, nada. Vive para o Ballet e isso é tudo o que sabe fazer. O fato de Nina se automulitar e sofrer de alucinações nos dá indícios de que ela seja dona de uma personalidade "boderline", ou seja, ela é alguém que está exatamente no limite entre a loucura e a razão. Alguém genial, mas ao mesmo tempo frágil. Não sei o porquê, mas lembrei de Van Gogh ao assistir esse filme. Van Gogh também arrancou uma orelha, durante um de seus surtos e, tal como ele e Nina, a pessoa que se automutila, em geral não é alguém com tendências agressivas ou suicidas, mas em geral são pessoas que enfrentam grandes dificuldades para expor ou extravasar suas emoções. E nesse quesito Nina é uma panela de pressão prestes a explodir.
Então, a medida que o filme se desenrola e a tensão aumenta, Nina fica cada vez mais perdida, sem ter com quem se abrir ou em quem confiar, seus conflitos internos, aliados aos conflitos externos só fazem ela piorar ainda mais, até o momento em que ela "cruza" a linha, nas cenas finais.
O clímax, mais que esperado por mim e pelo restante dos espectadores, se dá ao som da maravilhosa música de Tchaikovsky, a qual fecha com chave de ouro esse Thriller psicológico de Darren Aronofsky. Sem dúvida merece um Oscar, se não de melhor filme, pelo menos o de melhor atriz. Nota 8,5.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Black Swan - Cisne Negro
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Ollie
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23:00
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Oi??!
Comecei a ler werther, do Goethe. Procure acompanhamento psicológico antes de ler essas merdas. Se você for bipolar, como a "outra lá", do Troca de Famiglia ou tiver tendências maníaco depressivas, corre seríssimos riscos de se envolver numa frustrada tentativa de suicídio. Talvez usando a lixa de unhas da sua tia Adélia ou coisa parecida, algo que seria bem mais humilhante para sua pessoa. =)
Quanto ao assunto, tudo o que sei é que lá estava eu, linda e morena, no consultório de minha ginecologista, entretida na leitura do tal livrinho tarja preta quando minha atenção foi desvidada da leitura de "Os Sofrimentos do Jovem Werther", pela a chegada de um sujeito todo vestido de branco.
O cara parou brevemente na sala de espera e começou a conversar com a recepcionista. Espiei com o rabo do olho, enquanto cobria o meu rosto parcialmente com o livro. Espiei de novo, porque o homem era realmente um espetáculo de homem.
Manja aqueles caras altos, cabelos pretos levemente ondulados, olhos escuros, sorrisão branco? Ai, gente, e que bunda era aquela? Pelamor... Po-po-zu-do!!!
Depois de ler o mesmo parágrafo pela terceira vez para entender o que significava, eu acabei desistindo e fiquei ali, observando o sujeito. Só na base da discrição, né?
Só sei que mal esperei ele se despedir para perguntar à suspirante recepcionista:
"Mas quem é esse deuso?"
"É o Dr. Marcelo. Ele vai clinicar aqui a partir da próxima semana".
"Hã? A Dra. Raquel não atende mais nessa clínica?" _ Peguntei.
"Atende sim, mas a especialidade dele é outra: Otorrinolaringologia."
"Aham!"
Não falei mais nada. Voltei para a cadeira da sala de espera e, sei lá, acho que senti um probleminha aqui, na minha garganta.
Significa?
Quanto ao assunto, tudo o que sei é que lá estava eu, linda e morena, no consultório de minha ginecologista, entretida na leitura do tal livrinho tarja preta quando minha atenção foi desvidada da leitura de "Os Sofrimentos do Jovem Werther", pela a chegada de um sujeito todo vestido de branco.
O cara parou brevemente na sala de espera e começou a conversar com a recepcionista. Espiei com o rabo do olho, enquanto cobria o meu rosto parcialmente com o livro. Espiei de novo, porque o homem era realmente um espetáculo de homem.
Manja aqueles caras altos, cabelos pretos levemente ondulados, olhos escuros, sorrisão branco? Ai, gente, e que bunda era aquela? Pelamor... Po-po-zu-do!!!
Depois de ler o mesmo parágrafo pela terceira vez para entender o que significava, eu acabei desistindo e fiquei ali, observando o sujeito. Só na base da discrição, né?
Só sei que mal esperei ele se despedir para perguntar à suspirante recepcionista:
"Mas quem é esse deuso?"
"É o Dr. Marcelo. Ele vai clinicar aqui a partir da próxima semana".
"Hã? A Dra. Raquel não atende mais nessa clínica?" _ Peguntei.
"Atende sim, mas a especialidade dele é outra: Otorrinolaringologia."
"Aham!"
Não falei mais nada. Voltei para a cadeira da sala de espera e, sei lá, acho que senti um probleminha aqui, na minha garganta.
Significa?
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Ollie
às
13:32
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