Jason Friedberg e Aaron Seltzer já se tornaram especialistas em sátiras e paródias de gêneros. Um de seus primeiros sucessos, a série Todo Mundo em Pânico (Scary Movie, 2000, de Keenen Ivory Wayans) satirizava os filmes de terror sanguinolentos muito comuns nas décadas de 80 e 90 e fez um relativo sucesso na época, embora a crítica tenha detestado. Nas suas filmografias também constam os filmes: Date Movie – 2006 (Uma Comédia Nada Romântica); Epic Movie – 2007 (Deu a Louca em Hollywood) e Meet the Startans (Espartalhões), entre outras. Alguns desses filmes foram veiculados na TV aberta no Brasil, portanto vocês já podem ter uma noção do tipo de humor usado em Vampires Suck.
O humor utilizado em filmes de Friedberg e Seltzer é basicamente o tipo que a gente encontra muito em programas semanais de TV, portando dizer que ele não agrada ao público seria faltar com a verdade. Porém, os apreciadores de um humor mais refinado certamente não curtem e, talvez por conta disso, a crítica especializada sempre abominou os filmes de Friedberg e Seltzer. Podemos dizer que a motivação básica desses filmes é aquele velho impulso de bullying que todo ser humano tem dentro de si, bem guardadinho, lá no fundo da alma. Quem nunca sentiu vontade de mandar à merda os fãs daquele filme, ator, diretor que, de tanto ser paparicado pela crítica, já encheram o saco de metade do mundo civilizado? Pois é, acho que é isso o que eles fazem e, pior dos pecados, ganham dinheiro com isso. Porém, mesmo na hora de parodiar é preciso ter cuidado e dosar um pouco a quantidade de agressividade e escatologia usadas, porque o exagero sempre tira a graça de tudo, em minha opinião.
Vampires suck, lógico, satiriza basicamente a série Crepúsculo, uma franquia de filmes baseada na obra de Stephanie Meyer, entre tantos outros filmes sobre vampiros, e o elenco é basicamente desconhecido. O enredo utilizado é quase o mesmo de Crepúsculo e Lua Nova, sempre aproveitando toda e qualquer oportunidade para ridicularizar os clichês usados e abusados por Meyer e pelos roteiristas nos filmes originais. E embora não exista nomes “famosinhos” nesse filme (imagino que a maioria deve correr e se esconder debaixo da cama, quando os nomes de Friedberg e Seltzer são citados), algumas faces se destacam, como o jovem ator, Matt Lanter, que já estrelou um filme dos diretores anteriormente (Disaster Movie) e também é uma carinha conhecida em seriados de TV (Heroes, Shark, C.S.I., Grey’s Anatomy, Life, etc.). Devo confessar que Matt Lanter está quase irreconhecível como Eduard Sullen (sic), com grande parte de sua beleza de ex-modelo escondida por toneladas de maquiagem e o belo cabelo castanho armado e mantido a poder de laquê num imenso topete. Cedo demais para dizer se o rapaz tem futuro como ator, porém ele conquistou meu coração quando usou e abusou das caras e bocas para interpretar sua paródia de Eduard Cullen (Crepúsculo). Porque é impossível não sorrir, quando se percebe a crítica direta à interpretação patética de Pattinson em Crepúsculo: Quem não se lembra das caras e bocas que ele fazia, tentando criar e mostrar uma profundidade inexistente em seu Eduard Cullen? Pois é. :)
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| Matt Lanter - Mil vezes mais lindo que o Pattinson. (pode me morder ontem, seu gostoso, eu deixo... :) ) |
Meu conselho é, se você assistiu Crepúsculo e Lua Nova, ou leu os livros de Stephanie Meyer, porém não é exatamente um fã doentio da série, então veja “Vampires Suck” para brincar de buscar referências e constatar o ridículo e os clichês gritantes nos roteiros originais. Agora, se você é fã e não gosta ou não consegue lidar muito bem ao ver algo que aprecia submetido ao humor escatológico, ou ainda não suporta filmes que pegam carona no sucesso de outros somente para ridicularizá-los, então nem assista. Vampires Sucks não é um filme de humor, é um filme Bully (criei o termo, sou bonita! \0/), eu poderia até mesmo rebatizá-lo como “Bullies, os caça-vampiros”, porque ele ridiculariza até o limite do possível a série Crepúsculo, seus atores, escritores, roteiristas, fãs, etc., entre outros filmes e séries de vampiros do gênero. Assista por sua conta e risco. Nota cinco.


