domingo, 23 de setembro de 2012

Clipping: comentadas da semana


Cara de pau: 
 Até onde vai o alcance de uma bobagem?  Graças a debilidade mental de uma grande parcela de internautas, a história da mutilação da obra Ecce Homo toma a cada dia um rumo inesperado. Agora a velhinha espanhola que desfigurou a pintura "Ecce Homo" estuda cobrar "direitos autorais" pela caca que fez na pintura original.
É que devido ao intenso fluxo de visitantes para ver a  "obra de arte" de Cecília Gimenez, os responsáveis pelo santuário de Borja viram-se obrigados a contratar temporariamente um serviço de segurança para a igreja. Cobra-se um Euro por cabeça e o excedente é destinado à um lar de idosos administrado pela fundação. Agora dona Cecília, certamente instruída por gente muito esperta, quer uma "fatia"desse dinheiro, o qual, segundo ela e seus advogados, seriam destinados à caridade. Pois é...


Pinto Pequeno? Não! Barriga grande:
Um site inglês divulgou pesquisa segundo a qual 33% dos homens ingleses na faixa etária entre 35 e 60 anos não consegue mais ver o próprio pinto devido ao tamanho da barriga. Além do problema estético, claro, a maior preocupação é a saúde, já que o acúmulo de gordura abdominal é responsável  por boa parte das doenças cardíacas, além do favorecimento de diabetes.





No Limite: 
Num marco de importância semelhante aos primeiros passos do homem na lua, dois objetos construídos pelo homem estão na iminência de se tornarem os primeiros a cruzarem os limites do Sistema Solar e mergulhar no Cosmo. As sondas norte-americanas Voyager1 e Voyager 2, respectivamente a 18 e 15 bilhões de quilômetros de distância da Terra,  estão prestes a cruzarem os limites do Sistema Solar e entrarem naquela zona que os astrônomos batizaram de "Heliosfera", a qual é, segundo dizem, a região do espaço onde o vento solar perde a força e a influência do Sol não é mais sentida. Além dela, apenas o espaço interestelar. As sondas espaciais Voyager foram responsáveis pelas maiores e mais espetaculares imagens e descobertas astrofísicas do século XX, entre elas o testemunho de vulcanismo fora do planeta Terra (Io, lua de Jupiter) e imagens inéditas de Netuno e Urano, além da descoberta de mais uma dezena de luas orbitando esses planetas gigantes gasosos.


Agora só para Adultos: 
 J.K.Rowling, a escritora britânica que ficou rica e famosa com a série Harry Potter, agora quer escrever somente para gente grande.  Seu novo livro, "The Casual Vacancy" (Ed. Little Brown and Company), que ainda não foi lançado no Brasil, se afasta do gênero "fantástico" e mergulha numa ficção baseada mais na realidade de nosso mundo. A história relata o clima de disputa política reinante em um pequeno vilarejo tipicamente inglês, quando um político influente da região morre e deixa o cargo vago.

Fonte: Revista Isto É

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

American Horror Story - Haunted Mansion


A primeira temporada da nova série de terror do mesmo criador de “Glee” (seriado que eu a-do-ro), Ryan Murphy, chegou ao final nos Estados Unidos, colecionando milhões de fãs e sendo elogiada como uma das novas produções mais legais da TV. Muito bem recebida pela crítica e premiada com o Globo de Ouro de melhor série sobre o tema, o fim da primeira temporada da série "American Horror Story", que aborda histórias de horror envolvendo uma casa mal assombrada, prendeu a atenção do espectador do primeiro ao último episódio. 


Pelo menos foi o que aconteceu aqui em casa, onde aguardávamos ansiosamente cada novo episódio, inclusive comentando anterior, como se fosse novela das nove.E eu, que sempre curti histórias do tipo, envolvendo fantasmas e assombrações, não tenho o que reclamar ou dizer muito sobre a série a não ser que... "Quero mais".
Sim, porque a primeira temporada se despediu e mal posso esperar para que comece a outra. De preferência, logo. Aliás, eu menti. Vou falar um pouco sobre a série e sobre sua mais carismática personagem: Tate Langdon. E, sim, se você ainda não assistiu nenhum episódio da primeira temporada e não curte saber por antecipação o que aconteceu, eu aviso que esse texto contém spoilers, então esse é o momento de parar. Quem avisa, amiga é.   :)

Em alguns momentos, American Horror Story me lembrou um pouco os bons tempos de Supernatural, antes que os roteiristas cagassem no pau e descambassem para aquela baboseira ultra-fantasiosa sobre Apocalipse, demônios, anjos, leviatans, circulos de sal e o diabo. Estilo Cubanacan de escrever dos roteiristas de Supernatural, transformaram a série em um verdadeiro espeto-no-cu e conseguiram dispersar a atenção do espectador com toda aquele religiosidade arrancada das páginas da Bíblia. Agora, quando assisto supernatural, eu só tenho sono e pensando em qual baboseira distorcida eles criarão envolvendo alguma personagem bíblia ou da mitologia cristã e não consigo mais me sentir cativada pelas histórias, apesar da beleza e do charme dos atores que interpretam os irmãos Winchester. Nhé!

Já American Horror Story, além do roteiro bem amarrado e quase sem furo, contou também com um elenco maravilhoso e de tirar o fôlego, com nomes como Jessica

Lange (simplesmente maravilhosa no papel de Constance, uma mulher com tendências psicopatas e profundamente perturbada, responsável pela maioria das tragédias ocorridas naquela casa), Zachary Quinto, Dylan McDermott, Taissa Farmiga e... Evan Peters.

Esse último é um caso à parte, juntamente com Jessica Lange, o jovem ator praticamente carrega toda a história nas costas, não só pela sua interpretação maravilhosa, como também pelo carisma de sua personagem. E embora os outros atores tenham atuações igualmente brilhantes é quase impossível falar de American Horror Story sem mencionar o nome de Evan Peters. Também é quase impossível não se apaixonar (e ao mesmo tempo não sentir raiva, ódio e nojo) da personagem, Tate Langdon, o jovem com tendências psicopatas, filho da personagem de Jessica Lange.


Tate é justamente o tipo de garoto atormentado e sensível, bonito sem ser lindo, charmoso, mas inconsciente do próprio charme, aquele tipo de garoto que você vê na escola e sente vontade de enfiar os dedos naqueles cabelos cacheados, abraçar os ombros, sentar no colo e contar histórias alegres para fazer aqueles olhos melancólicos sorrirem... Enfim, Tate Langdon é como se fosse uma versão do principe encantado, porém mais moderno e embalado com visual de cabelo de surfista e roupas largas. O combo fica por conta de sua mente podre, completamente destruída, desde a infância, por obra e graça de sua mãe. Tate foi criado num lar desestruturado, onde a mãe tratava com desprezo a irmã que tinha síndrome de down e isolava num quarto no sotão, preso com correntes, o irmão que tinha profundas deformidades físicas e mentais. Constance, que não é nenhuma santa, já havia matado o marido (pai de Tate) quando o flagrara estuprando a bela e jovem empregada, Moira O'Connor. Aliás, Constance mata os dois e esconde os cadáveres. Depois de um tempo, arruma um amante e o induz a matar o filho deformado como forma de "libertação". Tate sabe disso tudo, mas o assassinato do irmão é o gatilho para desencadear sua crise psicótica. Dias depois ele queima sem dó o amante da mãe e em seguida vai para a escola, onde pratica um massacre. Morre vítima da polícia dentro da casa.



Porém o que Constance descobre ao longo dos anos é que todos os que morreram dentro da mansão ficaram presos ao seu plano de ação, porque a casa é na verdade como uma imensa gaiola, cheia de almas, algumas boas e gentis, outras perturbadas, vingativas e violentas. A alma de Tate é um misto das duas coisas, com o agravante de que ele tem uma maneira completamente psicopata de pensar. Algumas pessoas comentam que Tate é um psicopata, mas eu discordo um pouco dessa abordagem, já que ele se apaixona realmente por Violet. Na realidade Tate é mentiroso, manipulador, violento e responsavel por parte das mortes que ocorreram na casa, algumas bem cruéis e, tenho de concordar que mesmo depois de se apaixonar por Violet, isso não o impede de tentar cometer mais homocídio, inclusive de um garoto inocente que nada fez a não ser chamar a atenção de sua amada. 


A conclusão que chegamos é que até quando tenta ser bom, Tate é mal. Ele é fruto de uma criação amoral de sua mãe e o único carinho que conhece é aquele que testemunha na família de Violet, o qual vai pouco a pouco fascinando-o. Quando Violet  descobre seus crimes e resolve finalmente afastá-lo dela e de sua família, a qual ele tanto prejudicou é um pouco tarde, porque estão todos mortos, o que torna o final dessa temporada em parte emocionante e em parte amargo: Depois da família de Violet descobrir que poderia usar a ajuda dos espíritos bons da casa para quebrar o ciclo da maldição da  mansão assombrada, a cena termina com Tate e a ex-amante do pai de Violet olhando de fora da janela a felicidade que a família conseguiu construir após a morte. O epilogo fica por conta da cada vez mais louca, Constance, criando o filho que Tate gerou durante o estupro da mãe de Violet, o qual demonstra ser, aos 3 anos de idade, um assassino psicopata. Como diriam por aí: Tal pai, tal filho.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Culinária True Blood

A série soft-porn-terrir True Blood é uma das mais bem recebidas pela crítica e pelo público.
Pessoalmente, já gostei mais, hoje eu confesso que tomei nojo das histórias de vampirinhos modernos from Hollywood e só assisto de vez em quando apenas para descobrir se a Anna Paquin resolveu ir ao dentista e corrigir aquele diastema horroroso que ela tem nos dentes da frente.

"Ok, Bill, quantas vezes eu falei que a
comida do Merlotte's  me dá gases?
 Agora aguenta..."
Assim, quando ouvi falar sobre o lançamento de um livro de receitas inspirado na série, imediatamente relembrei do episódio onde o vampirão Rei, ou delegado, sei lá, fazia um jantar onde o vampiro Bill e outros convivas vampiros, entre eles o vampiro gostosão, Eric, o loiro, degustaram pratos feitos a base de sangue humano; enquanto o esposo mor do Rei Vampiro (sim, vampiros são modernos e casam-se entre vampiros do mesmo sexo), fazia questão de anunciar e descrever cada prato: "sopa de sangue fresco, retirada de um doador que se alimentou durante um mês apenas de bergamota italiana; reparem nas notas cítricas e na ausência de adrenalina gerada pelo estresse, já que o doador do sangue fez isso exponteneamente...".

Puta que pariu, que nojo, heim? Confesso que tenho horror a qualquer prato servido mal passado ou feito com sangue, assim, nem se eu fosse uma vampira neófita, radicada em  um reality-show apresentado pelo Zeca Camargo, eu tomaria uma sopa dessas.  :)

Porém o tal livro de receitas é aparentemente algo menos tétrico e nojento que o festim acima descrito. Baseados na cozinha sulista, as receitas são inspiradas nos pratos e drinks servidos no bar Merlotte, onde trabalha Sookie. Tudo a base de muita fritura, molho de tomate, bacon e gordura, do jeito que um bom norte-americano gosta. Pelo que vi ele tem receita de "Blood Mary", que eu adoro. Acho meio clichê uma receita desse drink numa série sobre vampiros, mas ok, tá valendo.

Agora, será que eles tem receita de Turducken? O lendário Turducken é a versão sulista norte-americana da nossa feijoada (*), só que bem mais difícil de fazer. O preparo é elaboradíssimo e requer nível de conhecimento e domínio da arte de cozinhar "profissional". É, todavia, um prato delicioso, mas nenhum Turducken é completo se não vier acompanhado de remédio para a digestão e duas ambulâncias para o caso dos convivas sofrerem uma indigestão com o "peso" da comida no estômago.  :)

Nada de sopa de sangue c/ bergamota por aqui...


 Mesmo assim é  (bem, mas ) bem melhor que se alimentar do sangue de alguém que ficou um mês chupando apenas bergamota. Nhé!
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(*) Atenção: Não vai feijão no turducken. A comparação com a feijoada é apenas no que diz respeito ao "peso" calórico do prato.