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domingo, 5 de junho de 2011

Curiosidades sobre a vida dos astros e estrelas - I.

Lendo um desses livros “bagaceiros” que contam as venturas e desventuras da vida sexual dos astros, achei interessante como as atrizes Loretta Young  e Lupe Velez enfrentaram o possível escândalo de uma gravidez fora do casamento.

Loretta Young (1912-2000)
Durante a filmagem de “The Call of the Wild”( O Grito das Selvas, 1935), Loretta viveu uma tórrida história de amor com Clark Gable (1901-1960). Até aí morreu Neves, porque atores e atrizes viviam se envolvendo sexual e sentimentalmente durante as filmagens, porém o envolvimento dos dois não foi nada discreto e diariamente saiam notas nos jornais de fofoca garantindo que Gable estava louco de amor e desejo por Loretta e pediria o divórcio para se casar com ela assim que as filmagens chegassem ao fim. Se as notas eram plantadas por agentes pagos pela própria atriz, ninguém sabe, porém as filmagens acabaram, o romance chegou ao fim e casamento que é bom, nem sinal deu. Abafa o caso. De repente, a Fox anuncia que Loretta tiraria uns meses de descanso por questões de saúde e, anos depois, em 1937, Loretta divulgou ao grande público a adoção de uma menina de dois anos chamada Judy, uma bela garotinha que ao se tornar mais velha, revelaria uma inegável semelhança física com a mãe adotiva. Nem Gable, nem Loretta admitiram em momento algum que Judy era sua filha natural, porém como naquela época não existia, ou não era tão popularizado o exame de DNA, a história ficou apenas na especulação. Gable e a atriz levaram a verdade para o túmulo.

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Lupe Velez (1908-1944)
Quanto a Lupe Velez ou María Guadalupe Vélez de Villalobos, a história foi completamente diferente. Essa atriz mexicana de notável beleza fez sucesso em Hollywood em meados de 1924 e foi casada com nomes como Johnny Weissmüller (1933) e Arturo de Córdova(1938). O primeiro ficou conhecido do público por interpretar Tarzan na grande tela, o segundo foi um ator relativamente desconhecido.
O interessante da vida de Lupe é que ela parecia ser do tipo que adorava um dramalhão. De preferência mexicano, afinal de contas ela era mexicana nata. Porém, não era nada burra: Quando o interesse da novidade começou a arrefecer nos EUA e e a atriz entrou em decadência, a saída para fugir das dívidas foi viajar para o México e filmar por lá. O resultado foi o filme “Naná” (1944), o qual conseguiu trazer Lupe de volta às luzes da ribalta. O problema é que Lupe tinha ou desenvolveu com a idade um “dedo podre” para homem. Acabou envolvendo-se com um cafajeste bonitão e bom de cama chamado Harald Ramond que abusava dela e ela adorava . Quando a atriz ficou grávida, ele, como todo rato de sarjeta, nem ligou e a deixou sozinha com o problema. Católica, mas nem um pouco coerente, Lupe negou-se a fazer um aborto, mas planejou detalhadamente seu suicídio: Um belo dia vestiu-se sofisticadamente e convidou duas amigas para um suntuoso jantar mexicano, regado a muita tequila e molho picante. No fim da noite, depois de comer e beber feito uma bacante, Lupe voltou para o quarto iluminado por luz de velas e decorado com belíssimas flores exóticas, onde engoliu uma bela quantidade de pílulas para dormir. Seria chique, seria uma saída digna de uma estrela, porém seus planos não saíram com esperados – ela teve fortíssimas ânsias de vômito por conta da bebida e do tempero picante – e a pobre Lupe encontrou seu fim com a cabeça enfiada no vaso sanitário. Havia se afogado no próprio vômito. (*)
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(*) Há ceticismo em relação à essa versão.  Sua secretária e amiga, Beulah Kinder, afirma que encontrou a atriz morta e deitada pacificamente na cama, como se estivesse descansando. Outro questionamento é sobre Vélez ter se suicidado por vergonha de carregar um filho ilegítimo. Isso não é improvável, mas deve-se levar em conta que durante toda sua vida, ela  ficou conhecida por desafiar as convenções morais de sua época, sendo pouco provável que ela não soubesse lidar com uma gravidez indesejada. O mais provável é que ela sofria de transtorno bipolar, doença que se não for tratada pode levar a pessoa a práticas de suicídio. O que pode ter sido o caso, vai saber.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Muitas pedras rolarão...

Com Jagger,
no auge da fama
... antes que tudo sobre o que aconteceu com o grupo Rolling Stone possa ser escrito em  apenas um livro, mas quando o poeta e ilustrador romântico, William Blake, escreveu que "Os caminhos do excesso levam ao palácio da sabedoria", provavelmente estava ébrio e, como todo ébrio, errou de endereço. Ou trocou as palavras. :)

O pobre Blake certamente bateu na porta errada. O palácio em questão, aquele que realmente procurava, enquanto “trilhava os caminhos do excesso”, era o palácio da putaria e, em se tratando de putaria, ninguém pode falar com tanta autoridade do assunto, quanto os integrantes do Rolling Stones: Mick Jagger e Keith Richards. E eles nem precisam se preocupar em errar de porta, porque no caso desses dois, eles possuem GPS. Falou que tem putaria e cheiro de buceta, eles acham a porta certa por instinto. Ou osmose. :)

Keith jovem: gatinho.
Como não sou preconceituosa e não me importo com o que você faz com seu corpo no resguardo sacrossanto de seu lar ou similares, sempre tive Sir Mick Jagger como expoente máximo dessa época, considerada a “época de ouro” do Rock. E não me importa que hoje muitos achem ele um velhinho caquético, para mim ele é um deus do rock e, como tal, nunca envelhecerá, sempre será o jovem rebolativo cantando “Satisfaction” em minhas lembranças. Aliás, quando jovem, ele era lindo e comeu -naquela época e em épocas recentes - muitas mulheres (e segundo as más línguas, alguns homens) muito interessantes, a maioria compondo um rol de belezas que nós, pobres mortais, jamais sonharíamos em chegar perto.

Porém, algumas vezes, certos acontecimentos nos levam a mudar e rever certos conceitos e, de repente, nunca mais conseguimos ver, ouvir, desfrutar de certas coisas com os mesmos sentidos de antes. Percebo que isso aconteceu recentemente comigo quando li “Life”, a autobiografia de Keith Richards, publicada em meados de Outubro do ano passado.

Como disseram por aí: “Você nem precisa gostar dos Rolling Stones (como eu gosto) para gostar desse livro. Você só precisa amar os gênios e os loucos. (Quem não ama?)”
O livro é bom, porque é polêmico, como Keith Richards sempre foi. No livro ele faz umas revelações indiscretas sobre as particularidades de Jagger que são meio hilárias, entre outras, por exemplo, revela ao leitor que o vocalista dos Rolling Stones tem um “pinto” muito pequeno, mas “com bolas enormes”, porém isso (na opinião de Richards) não compensava muito; apensar da fama de garanhão de Jagger . Em outra passagem ele diz que Lennon (John) era apenas um jovem bobinho “em muitos sentidos” (*) e chama outro John, Sir Elton John, de “puta velha”.

Keith hoje: Drogas e o tempo
fizeram estragos
No que diz respeito aos Rolling Stones, eu sempre privilegiei o Jagger em detrimento do Keith. Talvez por Jagger ser o vocalista da banca e por ter sido (na juventude) o mais gatinho do grupo, ele sempre monopolizou as atenções dos fãs, principalmente das mulheres. Porém sabemos que mesmo as estrelas, para brilharem, necessitam de combustível e esse combustível, só agora descobri, era a guitarra (e o talento) de Keith Richards.

Portanto, depois de ouvir várias das músicas dos Stones nos últimos dias (enquanto lia o livro) posso dizer com toda segurança ao Sr. Mick Jagger que apesar de todo respeito e admiração que tenho por ele enquanto profissional, doravanete está tudo acabado entre nós. Foi prazeroso, não posso negar, mas a partir de agora meu coração é só do Keith. :)

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(*) O termo usado no livro é "silly sod", que pode ser traduzido como tolinho. "Silly sod, in many ways"= "um tolinho em muitos sentidos".  Curiosamente a palavra "sod" em inglês britânico também significa "viado", "homossexual" quando usado em sentido chulo (sod= short form of sodomite), porém não acredito que seja esse o sentido usado por Richards, que gostava de Lennon, o qual costumava frequentar, juntamente com a mulher Yoko Ono,  as festas que o guitarrista dava em sua casa.

terça-feira, 29 de março de 2011

A verdadeira beleza por trás de um rosto

Certa noite, saindo de uma festa na casa de uma amiga completamente alcoolizado, um belo, jovem e promissor ator sofreu um acidente de carro, quase morreu e ficou com o rosto desfigurado. Ele não sabia, mas momentos antes, sua melhor amiga, a moça da festa, ficou preocupada ao vê-lo entrar no carro completamente embriagado e resolveu seguí-lo até em casa. Foi ela que o encontrou após o acidente e tomou todas as providências para salvar sua vida, seu emprego e sua dignidade. Foi ela que impediu que fotos sensacionalistas do acidente fossem publicadas nos jornais.  Foi ela que abafou o escândalo ao afastar a imprensa e pagou todas as despesas médicas, além de uma pequena fortuna para que o rapaz tivesse o belo rosto reconstruído. Foi ela que também conseguiu garantir o emprego dele até sua recuperação e a retomada de sua vida profissional. Quanto ao rapaz, ele melhorou, recuperou o emprego e voltou a atuar, mas embora não tivesse ficado inválido e recuperado parte de sua beleza, ele se tornou um homem amargurado e solitário. Eles não se casaram, nem viveram uma "tórrida" história de amor, porém a jovem que o salvou, nunca o abandonou; cuidou dele até o dia de sua morte.

Parece enredo de filme de amor? Pois é, embora a pequena história acima pareça enredo fictício de um romance de banca de revista, ela realmente aconteceu: O jovem acidentado era Montgomery Clift e sua boa samaritana era Elizabeth Taylor. Imagino que boa parte dos meus (agora) poucos leitores já conheça essa história faz tempo, porque ela é contada e recontada em todas as biografias de Clift e em diversos livros sobre os Mitos de Hollywood. Para mim ela serve para ilustrar que a tão falada beleza de Elizabeth Taylor era algo mais profundo que aquilo que víamos em seu rosto e seu corpo. Elizabeth sempre foi uma mulher fiel aos seus amigos, dessas que a gente pode contar sempre, eu imagino.

Como eu já disse aqui, associar Elizabeth com aquela figura débil e encarquilhada de uma velhinha excêntrica e coberta de jóias que eventualmente aparecia no Oscar é um erro. Ela foi sim uma mulher notável e muito querida pelos que a conheciam, não só pelos seus filmes, mas também pelas suas ações fora da tela. De saúde frágil, sabia ser forte quando era necessário; aparentemente leviana ou fútil, mas capaz de mostrar grandeza e desprendimento que muita perua nem sonha em ter, nem que vivesse dez encarnações seguidas.
Senti particularmente sua morte, tanto quanto senti a de Paul Newman ou  Michael Jackson, o qual também desfrutou de sua amizade. Naquele momento, nunca me pareceu tanto que o "fim" de uma Era estava ali, próximo de mim, olhando minha face.
A galáxia dos grandes astros e estrelas da Hollywood clássica, aquela que nos ensinou a amar os filmes, está se apagando gradativamente, nos deixando sozinhos nas trevas da mediocridade. Um lugar frio e vazio, onde atores e atrizes histéricos conseguem fama mostrando a bunda ou expondo a vida pessoal em programas de TV, num processo que eu só posso classificar como charliesheenização da sétima arte.

Pensei muito se deveria escrever um texto póstumo sobre Elizabeth Taylor, porque não queria que o blog ficasse parecendo um necrológio. Porém, depois de ler essa notícia aqui, concluí que seria injusto não homenagear uma atriz que sempre admirei, tanto por seu talento, quanto por sua beleza; mais ainda por seu envolvimento em causas sociais e filantrópicas. Descanse em paz, bela Elizabeth, aquela dos olhos cor de violeta.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Oi??!

Comecei a ler werther, do Goethe. Procure acompanhamento psicológico antes de ler essas merdas. Se você for bipolar, como a "outra lá", do Troca de Famiglia ou tiver tendências maníaco depressivas, corre seríssimos riscos de se envolver numa frustrada tentativa de suicídio. Talvez usando a lixa de unhas da sua tia Adélia ou coisa parecida, algo que seria bem mais humilhante para sua pessoa. =)

Quanto ao assunto, tudo o que sei é que lá estava eu, linda e morena, no consultório de minha ginecologista, entretida na leitura do tal livrinho tarja preta quando minha atenção foi desvidada da leitura de "Os Sofrimentos do Jovem Werther", pela a chegada de um sujeito todo vestido de branco.
O cara parou brevemente na sala de espera e começou a conversar com a recepcionista. Espiei com o rabo do olho, enquanto cobria o meu rosto parcialmente com o livro. Espiei de novo, porque o homem era realmente um espetáculo de homem.

Manja aqueles caras altos, cabelos pretos levemente ondulados, olhos escuros, sorrisão branco? Ai, gente, e que bunda era aquela? Pelamor... Po-po-zu-do!!!
Depois de ler o mesmo parágrafo pela terceira vez para entender o que significava, eu acabei desistindo e fiquei ali, observando o sujeito. Só na base da discrição, né?

Só sei que mal esperei ele se despedir para perguntar à suspirante recepcionista:
"Mas quem é esse deuso?"
"É o Dr. Marcelo. Ele vai clinicar aqui a partir da próxima semana".
"Hã? A Dra. Raquel não atende mais nessa clínica?" _ Peguntei.
"Atende sim, mas a especialidade dele é outra: Otorrinolaringologia."
"Aham!"
Não falei mais nada. Voltei para a cadeira da sala de espera e, sei lá, acho que senti um probleminha aqui, na minha garganta.
Significa?