Sabe aquelas reclamações imbecis sobre comerciais de produtos direcionados às mulheres que volta e meia devastam as redes sociais? Uma hora sobre sabonetes íntimos, outra hora sobre xampus (shampoo é anglicismo) e mais comumente sobre absorventes íntimos?
Pois é, a empresa inglesa Bodyform, depois de ser vítima de um viral no Facebook onde um suposto comprador/reclamante (na realidade apenas um cara metido a engraçadinho querendo aparecer) contestava justamente as mesmas coisas que volta e meia ouvimos nas redes sociais brasileiras (quando o assunto do momento é reclamar dos comerciais de absorventes íntimos ou similares), resolveu inteligentemente responder os questionamentos e esclarecer que propaganda de TV vive de metáforas e analogias; e as pessoas - pelo menos a maioria delas - não precisam ser confrontadas diretamente com a verdade para comprarem um produto, principalmente se esse produto é destinado a higiene pessoal ou faz referências a fatores íntimos e relacionados ao próprio corpo.
Tipo, para que você entenda, não é necessário que aquele comercial de iogurte que supostamente regula e restaura as funções intestinais, fale cocô ao invés de "acúmulo" ou use outra palavra mais direta para barriga inchada e cheia de gases que não a palavra "inchaço". Qualquer ser humano que tem mais de dois neurônios funcionando no cérebro sabe muito bem o que a atriz/ator quer dizer com aquelas palavras ou metáforas, qualquer adulto ou adolescente que já tem vida sexual ou que já menstruou ou conviveu intimamente com uma mulher durante esse período do mês, sabe muito bem que aquela água azul está ali para substituir o sangue menstrual e que colocar água amarela ou vermelha no comercial não teria consequências muito boas e geraria piadas ainda mais imbecis nas redes sociais e nas ruas. O caso é, quando você vai envelhecendo, aprende que as sensibilidades alheias se ofendem por muito pouco, então é sempre bom ter e usar de bom senso quando é necessário tratar de assuntos íntimos com estranhos.
Abaixo a "crítica" do usuário e em seguida o vídeo-resposta da Bodyform, respondendo o viral.
Tradução (aproximada):
"Oi, como um homem eu preciso perguntar porque vocês mentiram para nós todos esses anos. Quando criança eu assistia seus comerciais com interesse naquela maravilhosa época do mês na qual as mulheres se divertiam com um monte de coisas e me sentia enciumado. Eu me refiro as práticas de ciclismo, patinação, danças, paraquedismo... Porque eu não poderia me divertir nessa época de água azul e abas? Pinto maldito! Então eu arrumei uma namorada e estava muito feliz, mal poderia esperar por aquele tempo do mês cheio de alegres aventuras... Mentirosos! Não houve alegria, nem esportes radicais, nem água azul sobre abas e nem músicas de rock. Oh não, não, não. Em vez disso eu tive que reunir todas as minhas forças e resistir gritando "woooah bodyform transforme você", quando minha querida mudou de uma amável, gentil e normal mulher para a garotinha do filme "O Exorcista", só que com com mais veneno e com uma cabeça girando mais que 360º. Muito obrigado por me preparar para tudo isso, Bodyform, seus malas astutos.
Pois é, mulheres, não sãobonecas idealizadas, Richard. Desculpe-nos por destruir essa ilusão...
domingo, 21 de outubro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Clipping: comentadas da semana
Cara de pau: Até onde vai o alcance de uma bobagem? Graças a debilidade mental de uma grande parcela de internautas, a história da mutilação da obra Ecce Homo toma a cada dia um rumo inesperado. Agora a velhinha espanhola que desfigurou a pintura "Ecce Homo" estuda cobrar "direitos autorais" pela caca que fez na pintura original.
É que devido ao intenso fluxo de visitantes para ver a "obra de arte" de Cecília Gimenez, os responsáveis pelo santuário de Borja viram-se obrigados a contratar temporariamente um serviço de segurança para a igreja. Cobra-se um Euro por cabeça e o excedente é destinado à um lar de idosos administrado pela fundação. Agora dona Cecília, certamente instruída por gente muito esperta, quer uma "fatia"desse dinheiro, o qual, segundo ela e seus advogados, seriam destinados à caridade. Pois é...

Pinto Pequeno? Não! Barriga grande:
Um site inglês divulgou pesquisa segundo a qual 33% dos homens ingleses na faixa etária entre 35 e 60 anos não consegue mais ver o próprio pinto devido ao tamanho da barriga. Além do problema estético, claro, a maior preocupação é a saúde, já que o acúmulo de gordura abdominal é responsável por boa parte das doenças cardíacas, além do favorecimento de diabetes.

No Limite:
Num marco de importância semelhante aos primeiros passos do homem na lua, dois objetos construídos pelo homem estão na iminência de se tornarem os primeiros a cruzarem os limites do Sistema Solar e mergulhar no Cosmo. As sondas norte-americanas Voyager1 e Voyager 2, respectivamente a 18 e 15 bilhões de quilômetros de distância da Terra, estão prestes a cruzarem os limites do Sistema Solar e entrarem naquela zona que os astrônomos batizaram de "Heliosfera", a qual é, segundo dizem, a região do espaço onde o vento solar perde a força e a influência do Sol não é mais sentida. Além dela, apenas o espaço interestelar. As sondas espaciais Voyager foram responsáveis pelas maiores e mais espetaculares imagens e descobertas astrofísicas do século XX, entre elas o testemunho de vulcanismo fora do planeta Terra (Io, lua de Jupiter) e imagens inéditas de Netuno e Urano, além da descoberta de mais uma dezena de luas orbitando esses planetas gigantes gasosos.
Agora só para Adultos: J.K.Rowling, a escritora britânica que ficou rica e famosa com a série Harry Potter, agora quer escrever somente para gente grande. Seu novo livro, "The Casual Vacancy" (Ed. Little Brown and Company), que ainda não foi lançado no Brasil, se afasta do gênero "fantástico" e mergulha numa ficção baseada mais na realidade de nosso mundo. A história relata o clima de disputa política reinante em um pequeno vilarejo tipicamente inglês, quando um político influente da região morre e deixa o cargo vago.
Fonte: Revista Isto É
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
American Horror Story - Haunted Mansion

A primeira temporada da nova série de terror do mesmo criador de “Glee” (seriado que eu a-do-ro), Ryan Murphy, chegou ao final nos Estados Unidos, colecionando milhões de fãs e sendo elogiada como uma das novas produções mais legais da TV. Muito bem recebida pela crítica e premiada com o Globo de Ouro de melhor série sobre o tema, o fim da primeira temporada da série "American Horror Story", que aborda histórias de horror envolvendo uma casa mal assombrada, prendeu a atenção do espectador do primeiro ao último episódio.
Pelo menos foi o que aconteceu aqui em casa, onde aguardávamos ansiosamente cada novo episódio, inclusive comentando anterior, como se fosse novela das nove.E eu, que sempre curti histórias do tipo, envolvendo fantasmas e assombrações, não tenho o que reclamar ou dizer muito sobre a série a não ser que... "Quero mais".
Sim, porque a primeira temporada se despediu e mal posso esperar para que comece a outra. De preferência, logo. Aliás, eu menti. Vou falar um pouco sobre a série e sobre sua mais carismática personagem: Tate Langdon. E, sim, se você ainda não assistiu nenhum episódio da primeira temporada e não curte saber por antecipação o que aconteceu, eu aviso que esse texto contém spoilers, então esse é o momento de parar. Quem avisa, amiga é. :)
Em alguns momentos, American Horror Story me lembrou um pouco os bons tempos de Supernatural, antes que os roteiristas cagassem no pau e descambassem para aquela baboseira ultra-fantasiosa sobre Apocalipse, demônios, anjos, leviatans, circulos de sal e o diabo. Estilo Cubanacan de escrever dos roteiristas de Supernatural, transformaram a série em um verdadeiro espeto-no-cu e conseguiram dispersar a atenção do espectador com toda aquele religiosidade arrancada das páginas da Bíblia. Agora, quando assisto supernatural, eu só tenho sono e pensando em qual baboseira distorcida eles criarão envolvendo alguma personagem bíblia ou da mitologia cristã e não consigo mais me sentir cativada pelas histórias, apesar da beleza e do charme dos atores que interpretam os irmãos Winchester. Nhé!
Já American Horror Story, além do roteiro bem amarrado e quase sem furo, contou também com um elenco maravilhoso e de tirar o fôlego, com nomes como Jessica

Lange (simplesmente maravilhosa no papel de Constance, uma mulher com tendências psicopatas e profundamente perturbada, responsável pela maioria das tragédias ocorridas naquela casa), Zachary Quinto, Dylan McDermott, Taissa Farmiga e... Evan Peters.
Esse último é um caso à parte, juntamente com Jessica Lange, o jovem ator praticamente carrega toda a história nas costas, não só pela sua interpretação maravilhosa, como também pelo carisma de sua personagem. E embora os outros atores tenham atuações igualmente brilhantes é quase impossível falar de American Horror Story sem mencionar o nome de Evan Peters. Também é quase impossível não se apaixonar (e ao mesmo tempo não sentir raiva, ódio e nojo) da personagem, Tate Langdon, o jovem com tendências psicopatas, filho da personagem de Jessica Lange.

Tate é justamente o tipo de garoto atormentado e sensível, bonito sem ser lindo, charmoso, mas inconsciente do próprio charme, aquele tipo de garoto que você vê na escola e sente vontade de enfiar os dedos naqueles cabelos cacheados, abraçar os ombros, sentar no colo e contar histórias alegres para fazer aqueles olhos melancólicos sorrirem... Enfim, Tate Langdon é como se fosse uma versão do principe encantado, porém mais moderno e embalado com visual de cabelo de surfista e roupas largas. O combo fica por conta de sua mente podre, completamente destruída, desde a infância, por obra e graça de sua mãe. Tate foi criado num lar desestruturado, onde a mãe tratava com desprezo a irmã que tinha síndrome de down e isolava num quarto no sotão, preso com correntes, o irmão que tinha profundas deformidades físicas e mentais. Constance, que não é nenhuma santa, já havia matado o marido (pai de Tate) quando o flagrara estuprando a bela e jovem empregada, Moira O'Connor. Aliás, Constance mata os dois e esconde os cadáveres. Depois de um tempo, arruma um amante e o induz a matar o filho deformado como forma de "libertação". Tate sabe disso tudo, mas o assassinato do irmão é o gatilho para desencadear sua crise psicótica. Dias depois ele queima sem dó o amante da mãe e em seguida vai para a escola, onde pratica um massacre. Morre vítima da polícia dentro da casa.

Porém o que Constance descobre ao longo dos anos é que todos os que morreram dentro da mansão ficaram presos ao seu plano de ação, porque a casa é na verdade como uma imensa gaiola, cheia de almas, algumas boas e gentis, outras perturbadas, vingativas e violentas. A alma de Tate é um misto das duas coisas, com o agravante de que ele tem uma maneira completamente psicopata de pensar. Algumas pessoas comentam que Tate é um psicopata, mas eu discordo um pouco dessa abordagem, já que ele se apaixona realmente por Violet. Na realidade Tate é mentiroso, manipulador, violento e responsavel por parte das mortes que ocorreram na casa, algumas bem cruéis e, tenho de concordar que mesmo depois de se apaixonar por Violet, isso não o impede de tentar cometer mais homocídio, inclusive de um garoto inocente que nada fez a não ser chamar a atenção de sua amada.
A conclusão que chegamos é que até quando tenta ser bom, Tate é mal. Ele é fruto de uma criação amoral de sua mãe e o único carinho que conhece é aquele que testemunha na família de Violet, o qual vai pouco a pouco fascinando-o. Quando Violet descobre seus crimes e resolve finalmente afastá-lo dela e de sua família, a qual ele tanto prejudicou é um pouco tarde, porque estão todos mortos, o que torna o final dessa temporada em parte emocionante e em parte amargo: Depois da família de Violet descobrir que poderia usar a ajuda dos espíritos bons da casa para quebrar o ciclo da maldição da mansão assombrada, a cena termina com Tate e a ex-amante do pai de Violet olhando de fora da janela a felicidade que a família conseguiu construir após a morte. O epilogo fica por conta da cada vez mais louca, Constance, criando o filho que Tate gerou durante o estupro da mãe de Violet, o qual demonstra ser, aos 3 anos de idade, um assassino psicopata. Como diriam por aí: Tal pai, tal filho.
Postado por
Ollie
às
19:45
Um comentário
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
cinema
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Culinária True Blood
A série soft-porn-terrir True Blood é uma das mais bem recebidas pela crítica e pelo público.
Pessoalmente, já gostei mais, hoje eu confesso que tomei nojo das histórias de vampirinhos modernos from Hollywood e só assisto de vez em quando apenas para descobrir se a Anna Paquin resolveu ir ao dentista e corrigir aquele diastema horroroso que ela tem nos dentes da frente.
Assim, quando ouvi falar sobre o lançamento de um livro de receitas inspirado na série, imediatamente relembrei do episódio onde o vampirão Rei, ou delegado, sei lá, fazia um jantar onde o vampiro Bill e outros convivas vampiros, entre eles o vampiro gostosão, Eric, o loiro, degustaram pratos feitos a base de sangue humano; enquanto o esposo mor do Rei Vampiro (sim, vampiros são modernos e casam-se entre vampiros do mesmo sexo), fazia questão de anunciar e descrever cada prato: "sopa de sangue fresco, retirada de um doador que se alimentou durante um mês apenas de bergamota italiana; reparem nas notas cítricas e na ausência de adrenalina gerada pelo estresse, já que o doador do sangue fez isso exponteneamente...".
Puta que pariu, que nojo, heim? Confesso que tenho horror a qualquer prato servido mal passado ou feito com sangue, assim, nem se eu fosse uma vampira neófita, radicada em um reality-show apresentado pelo Zeca Camargo, eu tomaria uma sopa dessas. :)
Porém o tal livro de receitas é aparentemente algo menos tétrico e nojento que o festim acima descrito. Baseados na cozinha sulista, as receitas são inspiradas nos pratos e drinks servidos no bar Merlotte, onde trabalha Sookie. Tudo a base de muita fritura, molho de tomate, bacon e gordura, do jeito que um bom norte-americano gosta. Pelo que vi ele tem receita de "Blood Mary", que eu adoro. Acho meio clichê uma receita desse drink numa série sobre vampiros, mas ok, tá valendo.
Agora, será que eles tem receita de Turducken? O lendário Turducken é a versão sulista norte-americana da nossa feijoada (*), só que bem mais difícil de fazer. O preparo é elaboradíssimo e requer nível de conhecimento e domínio da arte de cozinhar "profissional". É, todavia, um prato delicioso, mas nenhum Turducken é completo se não vier acompanhado de remédio para a digestão e duas ambulâncias para o caso dos convivas sofrerem uma indigestão com o "peso" da comida no estômago. :)
Mesmo assim é (bem, mas ) bem melhor que se alimentar do sangue de alguém que ficou um mês chupando apenas bergamota. Nhé!
__________
(*) Atenção: Não vai feijão no turducken. A comparação com a feijoada é apenas no que diz respeito ao "peso" calórico do prato.
Pessoalmente, já gostei mais, hoje eu confesso que tomei nojo das histórias de vampirinhos modernos from Hollywood e só assisto de vez em quando apenas para descobrir se a Anna Paquin resolveu ir ao dentista e corrigir aquele diastema horroroso que ela tem nos dentes da frente.
![]() |
| "Ok, Bill, quantas vezes eu falei que a comida do Merlotte's me dá gases? Agora aguenta..." |
Puta que pariu, que nojo, heim? Confesso que tenho horror a qualquer prato servido mal passado ou feito com sangue, assim, nem se eu fosse uma vampira neófita, radicada em um reality-show apresentado pelo Zeca Camargo, eu tomaria uma sopa dessas. :)
Porém o tal livro de receitas é aparentemente algo menos tétrico e nojento que o festim acima descrito. Baseados na cozinha sulista, as receitas são inspiradas nos pratos e drinks servidos no bar Merlotte, onde trabalha Sookie. Tudo a base de muita fritura, molho de tomate, bacon e gordura, do jeito que um bom norte-americano gosta. Pelo que vi ele tem receita de "Blood Mary", que eu adoro. Acho meio clichê uma receita desse drink numa série sobre vampiros, mas ok, tá valendo.
Agora, será que eles tem receita de Turducken? O lendário Turducken é a versão sulista norte-americana da nossa feijoada (*), só que bem mais difícil de fazer. O preparo é elaboradíssimo e requer nível de conhecimento e domínio da arte de cozinhar "profissional". É, todavia, um prato delicioso, mas nenhum Turducken é completo se não vier acompanhado de remédio para a digestão e duas ambulâncias para o caso dos convivas sofrerem uma indigestão com o "peso" da comida no estômago. :)
Mesmo assim é (bem, mas ) bem melhor que se alimentar do sangue de alguém que ficou um mês chupando apenas bergamota. Nhé!
__________
(*) Atenção: Não vai feijão no turducken. A comparação com a feijoada é apenas no que diz respeito ao "peso" calórico do prato.
Postado por
Ollie
às
16:52
2 comentários
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Curiosidades
,
humor
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Personagens da Ficção que eu gostaria de espetar os olhos com palitos de bambu.
Ok, o título é meio agressivo, mas a raiva que eles me despertam já me fez fantasiar todo tipo de crueldade gratuita contra os mesmos. Sim, sou dessas que descarregam a raiva e a agressividade pensando em cenas alternativas onde eles e elas se fodem, ou então recebem aquilo que o autor fica com pena de dar a elas, seja porque gosta de sua criação, seja porque tem a imensa necessidade de ser sádico com os espectadores de sua obra. Elas são aquelas personagens de ficção que, por conta de sua chatice e desinteresse na trama, conseguem tirar do sério, além da outra personagem que contracena com elas, até mesmo o espectador. Abaixo uma listinha dos que me irritavam desde a infância.
Desenhos Animados:
1- Gleek - Superamigos;
Esse desenho é antigo, eu nem era nascida quando passava na TV, mas meus irmãos alugavam na época da fita VHS e eu acabava assistindo, meio que sem entender. O macaquinho alienígena era o mascote de dois irmãos, também alienígenas que tinham o poder de se transmutar em qualquer coisa depois que ativavam seu dom através do toque das mãos. Eram igualmente chatos, mas o bendito macaco conseguia ser pior, sempre colocando a turma em perigo com suas trapalhadas.2- Uni- Caverna do Dragão;
A unicórnio fêmea malinha do desenho top top entre os nerds da escola. Como se não bastasse ter uma "voz" insuportável - na realidade não era uma voz, era um balido parecido com o choro de um bebê - Uni igualmente adorava armar uma confusão e colocar toda a turma em risco. Isso quando não atrapalhava a volta para casa (que nunca acontecia), as vezes com sua simples presença. Acho que Uni era na realidade uma vaquinha, em vez de unicórnio. (e nada me tira da cabeça que o Bobby devia praticar zoofilia com aquele bicho sarnento, tamanho o apego doentio aquele pedaço de carniça).
3- Scooby Loo- Turma do Scooby Doo;
Esse era um que mereceria ser espetado em todos os orifícios do corpo com palitos de bambu. Criado para ser um contraponto ao tio covarde e atrapalhado, Scooby Loo era para ser valente e esperto. Conseguia apenas ser chato, sempre dando aqueles soquinhos idiotas no ar e chamando os "monstros" para a briga, toda vez que a turma tinha que fugir para salvar a pele. Quantas vezes cheguei a sonhar que um dos monstros daria um "balão" naquele corpinho inchado chutando o filhote para além da linha do gol. Infelizmente o Scooby Doo, ou o Salsicha, sempre venciam o próprio medo e voltavam para resgatar a "mala" e salvá-la de virar, sei lá, couro de tamborim. Scooby Loo era tão chato que no filme do Scooby acabou tornando-se um vilão, por aí você conclui que eu não fui a única a odiá-lo durante a infância.4- Piu Piu - Turma do Perna Longa;
O pequeno canarinho ( ou seria canarinha?) que sempre falava aquela frasezinha idiota: "Acho que vi um gatinho", toda vez que o Frajola aparecia por perto com a intenção de comê-lo. Bicho, quantas vezes eu fantasiei o Frajola engolindo e mastigando aquele canário (ou canária, até hoje não consegui descobrir o sexo daquela coisa) até que não restasse sequer uma peninha amarela para contar a história? Infelizmente, toda vez que isso acontecia, aparecia um bulldog igualmente mala-sem-alça para espancar o pobre Frajola e fazê-lo vomitar o chatinho.
5- Snarff - Tunder Cats;
Snarff era o mascote dos Tundercats. Também era o tutor (cuidador?) do Lion, quando ele era apenas um bebê. Infelizmente ocorreu uma falha na câmara de contenção da nave onde o Lion "hibernava" e o bebê cresceu, ficando fisicamente mais velho que os adolescentes Willy Kit e Willy Cat. E o Snarff tornou-se supérfluo na história, sempre soltando aqueles lamentos agudos sempre antes de dizer alguma coisa.6- Picachu - Digimon;
Esse é tão chato que nem sei o que dizer. Aliás, salvo raras exceções, detesto desenho japonês. Me xingue.
7- Gorpo (ou Orko, sei lá!) - He Man.
O duende mágico que veio de outro planeta. Nunca mostrava o rosto, porque, aparentemente, além de chato era feio. Era outro que sempre conseguia com suas trapalhadas, colocar a turma em risco. Supostamente era para ser engraçado. Conseguia apenas ser chato. Eu dava mais risadas com a turma do (e o próprio) Esqueleto.
Entre os seriados e Humorísticos de TV:
1- Agostinho Carrara - A Grande Família.
Fala sério. Pedro Cardoso é um daquele tipo que parece interpretar sempre a mesma personagem. Nada contra a pessoa do Pedro Cardoso, mas pessoalmente, Agostinho Carrara sintetiza tudo o que mais odeio em um homem. É malandro, se veste mal, tem voz irritante, é preconceituoso e... chato. É outro que também só arruma confusão. Mala-sem-alça até o limite do suportável.
2- Bebel - A Grande Família.
Esposa dileta de Agostinho Carrara, sua companheira consegue ser, na maior parte das vezes, igualmente chata. Aquela vozinha irritante e em eterno tom de falsete... Meu Deus, gente que fala sempre em tom de falsete, como se fosse criança fazendo manha, principalmente quando quer alguma coisa, me desperta a fúria interna das Górgonas. Se eu tivesse um poder tipo a Medusa, transformaria essas criaturas em pedra.
3- Rachel - Glee
A Eterna namoradinha do Finn. Rachel não é popular no colégio, mas é talentosa e canta bem, ou seja, tem tudo para despertar a simpatia do espectador, mas na maioria das vezes, quando não está cantando, só consegue se envolver em trapalhadas e despertar a irritação de quem assiste a série. Sim, eu tenho vontade de jogar raspadinha na cara dela, às vezes. Porém, é impossível odiá-la por muito tempo, porque logo ela volta atrás, faz alguma coisa fofa e a gente se pega simpatizando com ela, assim, de um jeito meio torto.
Novelas (só as atuais):
1- Sandro - Cheias de Charme;
Outro que interpreta o eterno malandro, mas que conseguiu deixar feio e sem sex-appeal até mesmo o gostoso do Marcos Palmeira. Só serve para atrapalhar a vida da mulher e, por consequência, a vida das Empreguetes. Torço para que Sandro seja preso ou morra, ou talvez seja abduzido por uma nave alienígena e jogado na atmosfera congelante e esmagante de Júpiter. Sem mais, pt, saudações.
2- Patrick- Cheias de Charme;
Tão chato quanto o pai, tão malandro e manhoso quanto. Se for abduzido junto com o pai não fará falta na novela.
3- Inácio - Cheias de Charme;
Mala-sem-alça mor da novela. Era para ser o mocinho, mas não consegue me despertar a mínima simpatia. É ciumento, agressivo e pavio-curto. Sintetiza tudo o que mais odeio em um homem.
4- Seu Leleco - Avenida Brasil;
Nojento. Isso define Leleco. Um homem velho que vive sem camisa e fala com a boca suja de gordura. Para completar o pacote é vulgar, ciumento, inseguro e infiel. Ele pode ser gente boa o quanto for, mas na novela tá sobrando. Acho que prefiro o Marcus Caruso interpretando um pai de família mais tradicional como aconteceu na novela "Laços de Família". Leleco, diga tchau, pegue o seu banquinho e saia de fininho.
5- Núcleo Cadinho (tirando os filhos) - Avenida Brasil;
Meu Deus, existe um grupo de pessoas mais insuportavelmente insuportável que Cadinho e suas três mulheres? Criado para ser um contraponto humorístico na novela, o núcleo Cadinho só consegue encher o saco dos espectadores que na realidade querem acompanhar o barraco entre Nina e Carminha. Se sumissem ontem da novela e não aparecessem mais até o último capítulo, ninguém perceberia.
6- Monalisa - Avenida Brasil;
Ela fala alto, ela é arrogante, ela se veste mal. Monalisa é o tipo de personagem que tinha tudo para dar certo, mas que devido a um exagero na caracterização, tornou-se chatinha. Toda vez que ela aparece na novela se gabando de ser "pobre e ter vindo de baixo" eu sinto vontade de mudar o canal. Chata.
7- Ivana - Avenida Brasil;
Outra personagem que eu não sei se é chata por conta do texto ou por conta da caracterização da atriz. Só sei que toda vez que ela chora e fica lamentando com o marido, o Max, naquele tom de voz em falsete, eu tenho vontade de afogá-la em uma banheira.
8- Jorginho - Avenida Brasil;
Inseguro, mala-sem-alça, grosso, teimoso, mal criado. Usa a ex-namorada como muleta, enquanto não decide se Nina é a vilã ou a mocinha da história. Ou seja, é um puto. Enfiaria uma estaca de bambu no koo dele se tivesse oportunidade. Infelizmente nem a beleza do Cauã consegue despertar minha simpatia por essa personagem.
7- Rita (Quando Criança)- Avenida Brasil
Rita me irrita. Ok, não importa o quanto a Carminha tenha sido vaca com uma criança inocente, porque não é isso que estou falando aqui, o que me incomoda na Rita criança é que ela foi a menina mais chata e mal criada que já tive o desprazer de acompanhar numa novela.
Postado por
Ollie
às
22:05
2 comentários
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Uncategorized
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Aviso aos navegantes
Troquei o template antigo por um template padrão e fiz algumas adaptações para deixar o layout do blog mais amigável. Espero que gostem.
Desabafo
Quem acompanha, já notou isso: Há um bom tempo os blogs, que surgiram como espaços considerados diários on-line e dedicados a narração da vida e impressões pessoais de pessoas comuns, perderam essa característica para se "profissionalizarem" e se dedicarem a uma linha exclusiva, seja ela jornalística, de humor, política, variedades, etc. Creio que vivendo num mundo cada vez mais dominado pela necessidade de parecer bom e politicamente correto (não nego que isso é algo bom, ok?), as pessoas vivem tão preocupadas com o que vão publicar, temendo desagradar a opinião alheia ou temendo passar uma imagem de que são imperfeitas e dotadas de defeitos ( que ser humano não é?), que se autocensuram na hora de publicar seus textos e acabam perdendo a personalidade. Então, nessas horas, criar um blog "temático" ou cheio de fotos fofinhas de gatinhos e coisas do tipo, surge como opção para manter as opiniões neutras e satisfazer ao mesmo tempo a necessidade de escrever (ou aparecer) do blogueiro. A mesma coisa vale para um perfil nas redes socias. É tanto gatinho, meninos e meninas fofinhas, gente repassando corrente ou fazendo campanha disso ou daquilo que eu imagino que Madre Teresa ficaria orgulhosa.
Blogs pessoais subvertem isso, então eles estão invariavelmente se extinguindo. O mais indicado é criar um blog temático, porque nesses casos é mais fácil manter a neutralidade.
Confesso que esse blog mesmo, quando surgiu, era para ser sobre cinema e literatura, duas paixões minhas, mas descobri que isso demanda muito tempo e pesquisa, coisas que eu, infelizmente, tenho cada vez menos a minha disposição. Para falar a verdade, acho que a culpa é, um pouco, da minha preguiça. Ando com preguiça de pesquisar, de procurar passar uma informação correta, revisar texto, etc.
Daí pensei: Bem, então foda-se, né? O meu blog é, como diz o nome, sobre mil coisas, inclusive sobre minha vida pessoal. :)
Então, se eu quiser escrever sobre uma bobagem que aconteceu durante o meu dia, qual o problema? Nenhum. Escrevo o que quero, lê quem quer. Os blogs surgiram (e deveria continuar) como uma espécie de reality-show virtual, eu penso. Sinto saudades da época que era assim. Acho que as pessoas tem medo de serem sinceras e se tornarem odiadas, então resolvem expor somente aquilo que acham legal ou correto, porque os blogs, assim como um reality show, são espaços onde quem arrisca uma exposição sincera, sempre corre o risco de sofrer rejeição e aprendi que rejeição é algo que o ser humano não consegue lidar numa boa. Todo mundo quer ser amado e admirado, esse é o grande desejo de todos.
E esse fenômeno acontece até mesmo nas redes sociais, onde eu noto que o pessoal fica tão preocupado em parecer culto, bem informado e politicamente correto, investem tanto na criação de uma personagem, um alter ego daquilo que realmente são, que acabam passando uma imagem completamente diversa daquela do mundo real. Eu leio algumas coisas e fico pensando: Quantas dessas pessoas são realmente da maneira como você imagina lendo o que eles escrevem? Sinceramente, não dá para acreditar em tanta bondade junta num lugar só. Não que ser bom é algo vergonhoso. Não é, mas... Será que esse bando que gente que só falta receber um decreto do Vaticano para se tornarem santos, realmente é real? Não sei.
Só sei que, às vezes, esses santos construídos de bits e bites são provocados e acabam descendo de seus altares, mostrando a verdadeira face humana por trás daquela virtual, cuidadosamente construída para os seus leitores e amigos virtuais. E, desculpem a opinião, mas ela é sincera: Nem sempre essa face é agradável como aquela que imaginamos. Só com anos de terapia para entender isso, mas sinceramente, algumas vezes esse mundo virtual realmente me enjoa.
Blogs pessoais subvertem isso, então eles estão invariavelmente se extinguindo. O mais indicado é criar um blog temático, porque nesses casos é mais fácil manter a neutralidade.
Confesso que esse blog mesmo, quando surgiu, era para ser sobre cinema e literatura, duas paixões minhas, mas descobri que isso demanda muito tempo e pesquisa, coisas que eu, infelizmente, tenho cada vez menos a minha disposição. Para falar a verdade, acho que a culpa é, um pouco, da minha preguiça. Ando com preguiça de pesquisar, de procurar passar uma informação correta, revisar texto, etc.
Daí pensei: Bem, então foda-se, né? O meu blog é, como diz o nome, sobre mil coisas, inclusive sobre minha vida pessoal. :)
Então, se eu quiser escrever sobre uma bobagem que aconteceu durante o meu dia, qual o problema? Nenhum. Escrevo o que quero, lê quem quer. Os blogs surgiram (e deveria continuar) como uma espécie de reality-show virtual, eu penso. Sinto saudades da época que era assim. Acho que as pessoas tem medo de serem sinceras e se tornarem odiadas, então resolvem expor somente aquilo que acham legal ou correto, porque os blogs, assim como um reality show, são espaços onde quem arrisca uma exposição sincera, sempre corre o risco de sofrer rejeição e aprendi que rejeição é algo que o ser humano não consegue lidar numa boa. Todo mundo quer ser amado e admirado, esse é o grande desejo de todos.
E esse fenômeno acontece até mesmo nas redes sociais, onde eu noto que o pessoal fica tão preocupado em parecer culto, bem informado e politicamente correto, investem tanto na criação de uma personagem, um alter ego daquilo que realmente são, que acabam passando uma imagem completamente diversa daquela do mundo real. Eu leio algumas coisas e fico pensando: Quantas dessas pessoas são realmente da maneira como você imagina lendo o que eles escrevem? Sinceramente, não dá para acreditar em tanta bondade junta num lugar só. Não que ser bom é algo vergonhoso. Não é, mas... Será que esse bando que gente que só falta receber um decreto do Vaticano para se tornarem santos, realmente é real? Não sei.
Só sei que, às vezes, esses santos construídos de bits e bites são provocados e acabam descendo de seus altares, mostrando a verdadeira face humana por trás daquela virtual, cuidadosamente construída para os seus leitores e amigos virtuais. E, desculpem a opinião, mas ela é sincera: Nem sempre essa face é agradável como aquela que imaginamos. Só com anos de terapia para entender isso, mas sinceramente, algumas vezes esse mundo virtual realmente me enjoa.
Postado por
Ollie
às
02:00
2 comentários
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Uncategorized
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Romance classe C
Murilo era um sujeito romântico. Curtia escrever poesias, fazer serenatas sob as janelas e chorar por amor... Era um moço muito sensível, sabe? Algumas meninas amavam aquilo, outras achavam ele meio afeminado, porém entre todas, uma em especial cativou seu coração: Maria Cândida. Ou Candinha, como era conhecida entre os amigos em comum.
Murilo conheceu Candinha num desses finais de semana prolongados na Praia Grande e imediatamente se apaixonou por sua beleza loura e pura. Namoraram durante 18 meses até o dia em que Candinha, cansada de tanta sensibilidade, poesias e pouco sexo, trocou Murilo por um Motoboy tatuado e bem-dotado.
Murilo surtou por dias! Bebeu, chorou, quebrou garrafas pelo quarto em acessos de fúria impotente, escreveu poesias, compôs uma canção falando sobre sua dor. Nada! Candinha nem se tocou. Ela estava maravilhada com a potência sexual do novo namorado e queria que Murilo se danasse. “A fila anda”, costumava dizer.
Um dia, Murilo decidiu castigar Candinha. Inspirado em Romeu & Julieta, cometeria suicídio e ela se sentiria muito mal por desprezá-lo para ficar com aquele pit-boy de subúrbio. O plano era tomar um frasco inteiro de remédios pra dormir na frente do apartamento da ingrata. Quando ela acordasse de manhã e se deparasse com seu corpo inerte barrando a porta, finalmente compreenderia quem era seu único e verdadeiro amor, mas então seria tarde e ela nunca mais se livraria do arrependimento por desprezá-lo.
Horas depois, no escuro hall do apartamento de Candinha, bêbado e trôpego, Murilo chegou, chorou, chamou por Candinha e finalmente cantou todas as músicas em italiano do Renato Russo. Finalizou o concerto romântico cantando Purple Rain, do Prince, e depois engoliu todos os comprimidos possíveis com o auxilio de um conhaque barato. Horror! Horror! Só um amor não correspondido explicaria tamanha vontade de se inflingir a tamanho sofrimento. Porém, o que Murilo não sabia é que na pressa de executar seu plano de vingança, ele havia trocado as três cartelas de um potente sonífero de sua mãe por três cartelas de lactopurga 3mg que sua avó usava quando sentia que os intestinos não estavam trabalhando muito bem.
Candinha? Ela nem ouviu a música, tampouco não encontrou de manhã o corpo de Murilo barrando sua porta. Estava ocupada demais desfrutando o feriadão na praia, tatuando o corpo na lojinha clandestina de um amigo do namorado e praticando todas as modalidades de sexo possíveis e imagináveis. No caminho de volta, com os seios esmagados pelo contato com as costas quentes do namorado, sentia-se destruída fisicamente, mas feliz. Quando voltou para casa, parou na farmácia para comprar Vagisil, fio dental e pastilhas para dor de garganta e soube por comentários de terceiros que um doido tentou suicídio no condomínio onde morava.
Aparentemente um mendigo doido foi encontrado por vizinhos, desmaiado e fedendo feito cano de esgoto entupido, sobre uma poça de vômito e fezes. E, por azar, logo no mesmo andar de seu apartamento. "Ih, credo, só espero que já tenham limpado tudo", pensou ela enquanto fazia uma careta de nojo e caminhava em direção a saída da farmácia.
Quanto ao Murilo, depois que levaram ele para o hospital e fizeram uma lavagem estomacal (embora ele já não tivesse mais nada no estômago), ficou no soro até o efeito dos remédios purgativos passarem. Segundo sua avó comentou com as vizinhas, o jovem teve diárreia fortíssima por mais de dois dias, mas depois de receber alta do HC, estava feliz. Converteu-se e hoje é cantor de coral numa Igreja Evangélica. Namora uma enfermeira do hospital, uma moça chamada Adélia, aproximadamente 1,68 cm, simpática e dona de um buço mais espesso que suas sobrancelhas. Nobody is perfect, porque Carminha também não depilava a virilha.
Hoje Murilo está feliz, Adélia está feliz, Claudião e Candinha estão felizes, até a velhinha, avó de Murilo está feliz. Agora ela toma aquele iogurte que fazem propaganda na TV e o seu intestino funciona direitinho. Ela nem sente falta dos comprimidinhos de purgante. Ah, como a vida é boa...
Né?! :)
Murilo conheceu Candinha num desses finais de semana prolongados na Praia Grande e imediatamente se apaixonou por sua beleza loura e pura. Namoraram durante 18 meses até o dia em que Candinha, cansada de tanta sensibilidade, poesias e pouco sexo, trocou Murilo por um Motoboy tatuado e bem-dotado.
Murilo surtou por dias! Bebeu, chorou, quebrou garrafas pelo quarto em acessos de fúria impotente, escreveu poesias, compôs uma canção falando sobre sua dor. Nada! Candinha nem se tocou. Ela estava maravilhada com a potência sexual do novo namorado e queria que Murilo se danasse. “A fila anda”, costumava dizer.
Um dia, Murilo decidiu castigar Candinha. Inspirado em Romeu & Julieta, cometeria suicídio e ela se sentiria muito mal por desprezá-lo para ficar com aquele pit-boy de subúrbio. O plano era tomar um frasco inteiro de remédios pra dormir na frente do apartamento da ingrata. Quando ela acordasse de manhã e se deparasse com seu corpo inerte barrando a porta, finalmente compreenderia quem era seu único e verdadeiro amor, mas então seria tarde e ela nunca mais se livraria do arrependimento por desprezá-lo.
Horas depois, no escuro hall do apartamento de Candinha, bêbado e trôpego, Murilo chegou, chorou, chamou por Candinha e finalmente cantou todas as músicas em italiano do Renato Russo. Finalizou o concerto romântico cantando Purple Rain, do Prince, e depois engoliu todos os comprimidos possíveis com o auxilio de um conhaque barato. Horror! Horror! Só um amor não correspondido explicaria tamanha vontade de se inflingir a tamanho sofrimento. Porém, o que Murilo não sabia é que na pressa de executar seu plano de vingança, ele havia trocado as três cartelas de um potente sonífero de sua mãe por três cartelas de lactopurga 3mg que sua avó usava quando sentia que os intestinos não estavam trabalhando muito bem.
Candinha? Ela nem ouviu a música, tampouco não encontrou de manhã o corpo de Murilo barrando sua porta. Estava ocupada demais desfrutando o feriadão na praia, tatuando o corpo na lojinha clandestina de um amigo do namorado e praticando todas as modalidades de sexo possíveis e imagináveis. No caminho de volta, com os seios esmagados pelo contato com as costas quentes do namorado, sentia-se destruída fisicamente, mas feliz. Quando voltou para casa, parou na farmácia para comprar Vagisil, fio dental e pastilhas para dor de garganta e soube por comentários de terceiros que um doido tentou suicídio no condomínio onde morava.
Aparentemente um mendigo doido foi encontrado por vizinhos, desmaiado e fedendo feito cano de esgoto entupido, sobre uma poça de vômito e fezes. E, por azar, logo no mesmo andar de seu apartamento. "Ih, credo, só espero que já tenham limpado tudo", pensou ela enquanto fazia uma careta de nojo e caminhava em direção a saída da farmácia.
Quanto ao Murilo, depois que levaram ele para o hospital e fizeram uma lavagem estomacal (embora ele já não tivesse mais nada no estômago), ficou no soro até o efeito dos remédios purgativos passarem. Segundo sua avó comentou com as vizinhas, o jovem teve diárreia fortíssima por mais de dois dias, mas depois de receber alta do HC, estava feliz. Converteu-se e hoje é cantor de coral numa Igreja Evangélica. Namora uma enfermeira do hospital, uma moça chamada Adélia, aproximadamente 1,68 cm, simpática e dona de um buço mais espesso que suas sobrancelhas. Nobody is perfect, porque Carminha também não depilava a virilha.
Hoje Murilo está feliz, Adélia está feliz, Claudião e Candinha estão felizes, até a velhinha, avó de Murilo está feliz. Agora ela toma aquele iogurte que fazem propaganda na TV e o seu intestino funciona direitinho. Ela nem sente falta dos comprimidinhos de purgante. Ah, como a vida é boa...
Né?! :)
Postado por
Ollie
às
23:18
Nenhum comentário
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
humor
,
Uncategorized
domingo, 3 de junho de 2012
FORA DO TOM
No mundo literário dedicado aquele nicho que os críticos classificam como “Literatura Cor-de-Rosa”, o nome que atualmente se destaca é o de Erika Leonard James, uma ex-gerente de produção de TV, casada e mãe de dois filhos adolescentes.
Inspirada (e apaixonada) pelos livros da Série Crepúsculo, Erika começou a escrever em meados de 2008 variações sobre a trama em sites de Fanfiction, lugares onde os fãs podem postar versões próprias de livros de sucesso favoritos. Um belo dia Erika saiu um pouco da rotina e começou a escrever aquilo que seria esboço do seu primeiro livro da Trilogia que agora faz sucesso entre seus fãs: Uma história semelhante aquelas que compramos em bancas de jornais e que fizeram o nome de escritoras renomadas no meio, como por exemplo, Barbara Cartland, considerada a rainha dos romances cor-de-rosa no seu país de origem: A Inglaterra. O diferencial entre os romances de Barbara Cartland e Erica Leonard James é que a história de Erika envolve sexo. Não apenas o sexo, digamos “convencional” que estamos acostumadas a ler em livros mais picantes estilo “Momentos Íntimos”, mas uma história onde protagonistas não tem medo de sair da rotina papai "meets" mamãe, para sessões de sexo picantes envolvendo Bondage e Sado-mazoquismo. Tudo com o consentimento dos protagonistas, lógico. :)
Sim, a heroína de Cinquenta Tons de Cinza, embora ingênua e virginal, como qualquer heroína de um romance de Barbara Cartland, não se assusta ao descobrir que seu “príncipe encantado”, além de bonito, rico e sexy, tem um apetite sexual e tendências sexuais além daquelas consideradas convencionais pelos mortais comuns. Digamos que estamos diante de um romance onde o protagonista não é nenhum Mr. Darcy e o termo “baunilha” fica no passado, porque, na luxuosa cobertura onde o “herói” de Cinquenta Tons de Cinza vive, num cômodo situado entre paredes decoradas com veludo e couro negro, podemos encontrar todo um aparato que deixaria os praticantes de bondage e S&M inspirados: cama gigante, almofadas macias, chicotes, coleiras, algemas e tudo mais que for necessário para a prática de sexo sadomasoquista. O diferencial entre esse romance e os outros é que em vez de proposta de casamento, o mocinho propõe a heroína que ela se torne sua escrava sexual e objeto de prazer. E ela... Aceita! Uma desconstrução do mito romântico da Cinderella (e outras princesas de contos de fada) que deixaria qualquer vovó de cabelos em pé.
Vendido inicialmente como E-book e tornando-se rapidamente um grande sucesso principalmente entre as mulheres, ávidas leitoras desse tipo de literatura (porém não somente elas, vale a pena frisar isso), não demorou muito para o livro atrair a atenção de Editoras Norte-americanas que passaram a disputar os direitos de publicação, inclusive os direitos de adaptação cinematográfica. Considerado um “fenômeno literário” por alguns críticos, o livro é criticado por outros que acusam a história de funcionar como manual erótico de auto-ajuda para donas de casa entediadas. O caso é que, gostando ou não, o livro é sucesso e já tornou-se uma trilogia. As seqüências encontram-se a disposição dos leitores na forma de e-books : “Cinquenta Tons Mais Escuros” e “Cinquenta Tons de Liberdade” (sic).
Não entendo o porquê de tanto auê em torno do tema. Aliás, até entendo, porque histórias envolvendo sexo, sempre fazem sucesso e todo mundo lê, mesmo aqueles que negam esse tipo de interesse literário, porém, quanto ao tema abordado por Cinquenta Tons de Cinza, particularmente acho bondage e sadomasoquismo práticas sexuais “boring”. Não me excitam, não me despertam interesse e essa história de "um tapinha não dói" não me agrada. Detesto pessoas agressivas, seja na cama ou fora dela, mas é compreensível que algumas pessoas sintam curiosidade e resolvam se “informar” , ler, e também “gostar” daquilo que descrevem para elas. Eu mesma, apesar do que afirmei no parágrafo anterior, não posso jurar que não lerei a trilogia ou não assistirei o filme.
Mulher é bicho curioso e, além do mais, a fantasia erótica de ser submisso (ou submissa) a um macho (fêmea) alfa ainda povoa a mente de muita gente, homens e mulheres, e é esse o nicho que "Cinquenta Tons de Cinza" pretende reconquistar.
Sim, reconquistar, já que livros como "A História de O" (1954, Pauline Réage), um livro que também virou filme em 1975, já abordaram o tema no passado.
Aqui no Brasil, os direitos da obra foram recentemente adquiridos pela editora Intrínseca e o lançamento está previsto ainda para esse ano. Já a adaptação cinematográfica ainda pode demorar um pouco.
Inspirada (e apaixonada) pelos livros da Série Crepúsculo, Erika começou a escrever em meados de 2008 variações sobre a trama em sites de Fanfiction, lugares onde os fãs podem postar versões próprias de livros de sucesso favoritos. Um belo dia Erika saiu um pouco da rotina e começou a escrever aquilo que seria esboço do seu primeiro livro da Trilogia que agora faz sucesso entre seus fãs: Uma história semelhante aquelas que compramos em bancas de jornais e que fizeram o nome de escritoras renomadas no meio, como por exemplo, Barbara Cartland, considerada a rainha dos romances cor-de-rosa no seu país de origem: A Inglaterra. O diferencial entre os romances de Barbara Cartland e Erica Leonard James é que a história de Erika envolve sexo. Não apenas o sexo, digamos “convencional” que estamos acostumadas a ler em livros mais picantes estilo “Momentos Íntimos”, mas uma história onde protagonistas não tem medo de sair da rotina papai "meets" mamãe, para sessões de sexo picantes envolvendo Bondage e Sado-mazoquismo. Tudo com o consentimento dos protagonistas, lógico. :)Sim, a heroína de Cinquenta Tons de Cinza, embora ingênua e virginal, como qualquer heroína de um romance de Barbara Cartland, não se assusta ao descobrir que seu “príncipe encantado”, além de bonito, rico e sexy, tem um apetite sexual e tendências sexuais além daquelas consideradas convencionais pelos mortais comuns. Digamos que estamos diante de um romance onde o protagonista não é nenhum Mr. Darcy e o termo “baunilha” fica no passado, porque, na luxuosa cobertura onde o “herói” de Cinquenta Tons de Cinza vive, num cômodo situado entre paredes decoradas com veludo e couro negro, podemos encontrar todo um aparato que deixaria os praticantes de bondage e S&M inspirados: cama gigante, almofadas macias, chicotes, coleiras, algemas e tudo mais que for necessário para a prática de sexo sadomasoquista. O diferencial entre esse romance e os outros é que em vez de proposta de casamento, o mocinho propõe a heroína que ela se torne sua escrava sexual e objeto de prazer. E ela... Aceita! Uma desconstrução do mito romântico da Cinderella (e outras princesas de contos de fada) que deixaria qualquer vovó de cabelos em pé.
Vendido inicialmente como E-book e tornando-se rapidamente um grande sucesso principalmente entre as mulheres, ávidas leitoras desse tipo de literatura (porém não somente elas, vale a pena frisar isso), não demorou muito para o livro atrair a atenção de Editoras Norte-americanas que passaram a disputar os direitos de publicação, inclusive os direitos de adaptação cinematográfica. Considerado um “fenômeno literário” por alguns críticos, o livro é criticado por outros que acusam a história de funcionar como manual erótico de auto-ajuda para donas de casa entediadas. O caso é que, gostando ou não, o livro é sucesso e já tornou-se uma trilogia. As seqüências encontram-se a disposição dos leitores na forma de e-books : “Cinquenta Tons Mais Escuros” e “Cinquenta Tons de Liberdade” (sic).
Não entendo o porquê de tanto auê em torno do tema. Aliás, até entendo, porque histórias envolvendo sexo, sempre fazem sucesso e todo mundo lê, mesmo aqueles que negam esse tipo de interesse literário, porém, quanto ao tema abordado por Cinquenta Tons de Cinza, particularmente acho bondage e sadomasoquismo práticas sexuais “boring”. Não me excitam, não me despertam interesse e essa história de "um tapinha não dói" não me agrada. Detesto pessoas agressivas, seja na cama ou fora dela, mas é compreensível que algumas pessoas sintam curiosidade e resolvam se “informar” , ler, e também “gostar” daquilo que descrevem para elas. Eu mesma, apesar do que afirmei no parágrafo anterior, não posso jurar que não lerei a trilogia ou não assistirei o filme.
Mulher é bicho curioso e, além do mais, a fantasia erótica de ser submisso (ou submissa) a um macho (fêmea) alfa ainda povoa a mente de muita gente, homens e mulheres, e é esse o nicho que "Cinquenta Tons de Cinza" pretende reconquistar.
Sim, reconquistar, já que livros como "A História de O" (1954, Pauline Réage), um livro que também virou filme em 1975, já abordaram o tema no passado.
Aqui no Brasil, os direitos da obra foram recentemente adquiridos pela editora Intrínseca e o lançamento está previsto ainda para esse ano. Já a adaptação cinematográfica ainda pode demorar um pouco.
Postado por
Ollie
às
12:07
Um comentário
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
cinema
,
Curiosidades
,
Literatura
,
RandomicNews
segunda-feira, 28 de maio de 2012
No fim das contas, o homem não é fruto somente da influência de terceiros nem do meio em que vive, nem dos livros que lê e menos ainda dos filmes que assiste.
Somos criação de nós mesmos: Nós escolhemos o que falar, vestir, assistir, ler, aprender, assimilar, imitar, etc.
O mundo externo é apenas um pretexto para sermos do jeito que queremos ser . Nós escolhemos e decidimos o que vai nos influenciar ou não, porque a opção de discordar da maioria sempre existiu. Se você tem opinião diferente e não a expressa por medo de ser excluído da maioria e isso o deixa infeliz e insatisfeito consigo, bem, a culpa não é do mundo, apenas sua.
Colocar a culpa ou o mérito por você ser ou estar nessa ou naquela situação, seja ela boa ou ruim em alguém mais além de si próprio é fuga da realidade.
Se você é desse tipo, procure o analista mais próximo e boa sorte. Você vai precisar.
Somos criação de nós mesmos: Nós escolhemos o que falar, vestir, assistir, ler, aprender, assimilar, imitar, etc.
O mundo externo é apenas um pretexto para sermos do jeito que queremos ser . Nós escolhemos e decidimos o que vai nos influenciar ou não, porque a opção de discordar da maioria sempre existiu. Se você tem opinião diferente e não a expressa por medo de ser excluído da maioria e isso o deixa infeliz e insatisfeito consigo, bem, a culpa não é do mundo, apenas sua.
Colocar a culpa ou o mérito por você ser ou estar nessa ou naquela situação, seja ela boa ou ruim em alguém mais além de si próprio é fuga da realidade.
Se você é desse tipo, procure o analista mais próximo e boa sorte. Você vai precisar.
Postado por
Ollie
às
11:02
Nenhum comentário
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Uncategorized
Retórica banana
Bicho, se existe uma coisa que me incomoda na internet brazuca é isso: Aqui tudo na base do ataque ‘ad hominen’ e outras falácias e recursos retóricos ultra-manjados: "Você discorda de mim? Então você é burro, mau-caráter, brigou com o Zequinha no recreio e eu não quero mais falar com você."
É assim que funciona... ¬¬'
E olhe que não é só um ou outro blogueiro que age dessa maneira. Se peneirar bem numa peneira de furos finos não escapa um, inclusive aqueles que sentaram sobre os próprios textículos (sic) e se julgam formadores de opinião e exemplos de tolerância e convivência. “Todos sem exceção usam desavergonhadamente a velha tática da falácia ‘ad hominen” para atacar seus desafetos, desde jornalistas rancorosos e magoados com os ex-patrões, passando por pseudo-celebridades buscando a porta de saída do ostracismo, até donas-de-casa desocupadas que não tem mais o que fazer e resolvem escrever um blog para as amigas lerem.
No Brasil é assim, somos um país de (homens e mulheres) bananas, que discutem política (e outros assuntos sérios) como discutem futebol e carnaval: com o coração no lugar do cérebro.
É assim que funciona... ¬¬'
E olhe que não é só um ou outro blogueiro que age dessa maneira. Se peneirar bem numa peneira de furos finos não escapa um, inclusive aqueles que sentaram sobre os próprios textículos (sic) e se julgam formadores de opinião e exemplos de tolerância e convivência. “Todos sem exceção usam desavergonhadamente a velha tática da falácia ‘ad hominen” para atacar seus desafetos, desde jornalistas rancorosos e magoados com os ex-patrões, passando por pseudo-celebridades buscando a porta de saída do ostracismo, até donas-de-casa desocupadas que não tem mais o que fazer e resolvem escrever um blog para as amigas lerem.
No Brasil é assim, somos um país de (homens e mulheres) bananas, que discutem política (e outros assuntos sérios) como discutem futebol e carnaval: com o coração no lugar do cérebro.
Postado por
Ollie
às
10:56
Nenhum comentário
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Uncategorized
domingo, 27 de maio de 2012
Sozinha na noite
Lembrava-se perfeitamente da primeira vez que aconteceu. Estava sozinha. A mente vazia, os olhos fechados. Quebrando o silêncio do quarto, apenas o barulho monótono do tic-tac do relógio na parede. No resto da casa nada se ouvia, apenas o barulho suave de sua respiração atestava a presença de um ser vivo dentro daquela casa, daquele quarto.Todos haviam saído e deixado ela ali, sozinha. Eles não se importavam, ela também. Deixou-se ficar inerte, deitada de bruços na cama. Pensou que, talvez, se ficasse apenas ouvindo o barulho suave do vento soprando lá fora, se dissolveria sobre aqueles lençóis brancos de linho, como se fosse uma tênue neblina se dissipando a luz da manhã. Será que já estava se dissolvendo? Esfregou as mãos sobre os braços gelados e riu baixinho. Lógico que não estava se dissolvendo. Pessoas não se dissolvem, apenas ficam pensando coisas sem sentido.
De repente, decidiu: Sairia naquele momento. De nada adiantaria ficar ali, reverenciando a memória de um amor abortado. Ainda pensando nisso, levantou-se da cama e tomou uma chuveirada rápida. Depois sentou frente ao espelho e passaram os cremes mais caros, os perfumes mais sofisticados pelo corpo. Do outro lado, uma garota pálida e de cabelos escuros a olhava, trágica.
Levantou-se, foi até o guarda roupa e vestiu uma lingerie de renda preta, meias de nylon modelo sete-oitavos e ligas. Por cima de tudo, colocou o vestido, também preto. Desses que toda mulher tem no guarda-roupa e informalmente chama de “pretinho básico”. Estava de luto, não estava? Luto por algo que foi sem nunca ter sido.
O “pretinho básico” em questão era um vestido de mangas curtas, sem decote. Deixava apenas as costas completamente expostas. Austero por quem o olhasse de frente, surpreendente ousado para quem olhasse de costas, o vestido era a verdadeira imagem da contestação à sobriedade insinuada pelo corte austero.
Ao perceber que as alças do sutiã ficariam aparentes naquele vestido, decidiu tirá-lo. Seios livres. Afinal de contas, o que importa? Eles eram pequenos e firmes e definitivamente não chamariam a atenção. Ou chamariam? Combinavam com o meu perfil pequeno e delicado.
Jogou a peça descartada sobre a cama e sentou-se novamente em frente ao espelho. Os cabelos, o que fazer com eles? Eram lisos e longos, castanho-escuros. Resolveu prendê-los num coque sóbrio, penteado típico de mulher casada. Nem sua avó usava coque nos dias atuais, mas mesmo assim, resolveu optar por esse tipo de penteado. A maquiagem... O que usar?Optou por usar apenas um batom clarinho.
Quando terminou e olhou-se no espelho, não se reconheceu e chorou. Quem era aquela ninfa triste e sombria, uma jovem de 22 anos, com corpo de boneca e rosto de Madonna? Sua pele clara brilhava em contraste com o vestido escuro e dos olhos castanho-escuros brotavam agonia líquida. A dor ainda estava ali e era imensa.
Apagou a luz e desceu para a rua. Na calçada, sentiu uma umidade no rosto. Chorava; os cabelos muito finos, soltos do coque, voavam agora ao sabor do vento. Uma brilhante nuvem de fibras de queratina flutuando ao redor do seu rosto.
Acenou para os carros que passavam. Queria um táxi? Uma carona? Queria dar para o primeiro que aparecesse? Queria redenção? Não sabia. Um carro parou. Ela entrou e antes o motorista falasse alguma coisa, disse: “Me tira daqui, por favor. Depois a gente conversa...”
Minutos depois o carro partiu cantando os pneus. As luzes das lanternas traseiras não demoraram a se misturar com as luzes dos outros carros, transformando-se apenas em dois pontos vermelhos entre tantos outros. Nesse momento, uma fina garoa começou a cair, tornado a paisagem borrada e difusa. Ali, na rua, no meio de tantos anônimos e pontos de luz desfocados pelas gotas de chuva, finalmente ela se dissolveria, perdendo a identidade e deixando de ser quem era.
Postado por
Ollie
às
12:49
2 comentários
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Uncategorized
domingo, 15 de abril de 2012
Hotel Transylvania
Direção: Genndy Tartakovsky; Roteiro: David I. Stern, Dan Hageman e Kevin Hageman; Gênero: Animação/Comédia; Ano: 2012.
Para aqueles, adultos e crianças, que curtem animação e são fãs dos personagens clássicos de histórias de Terror, a nova animação da Sony Pictures Animation (criadora de "O Bicho vai Pegar"), promete ser uma "boa pedida":
A Múmia, o Lobisomem, o Homem Invisível e o Monstro de Frankenstein, entre outros monstros e personagens clássicos de histórias de Terror, perceberam que se tornaram "irrelevantes" no mundo moderno e resolveram se refugiar das novas tecnológicas do século XXI em um local distante e reservado, um resort de luxo no interior da Transilvânia administrado nada mais, nada menos, pelo próprio Conde Drácula.
Tudo corre as mil maravilhas para os simpaticos monstrengos até que um hóspede humano resolve se hospedar no resort, colocando em risco o "refúgio secreto" das "estrelas do terror".
Para complicar ainda mais a situação, a presença do "intruso" também atiça os instintos paternais superprotetores do Conde Drácula, quando o jovem resolve se engraçar justamente para cima de Mavis, a filha adolescente do vampirão.
Para complicar ainda mais a situação, a presença do "intruso" também atiça os instintos paternais superprotetores do Conde Drácula, quando o jovem resolve se engraçar justamente para cima de Mavis, a filha adolescente do vampirão.
A previsão de estréia no Brasil é para outubro desse ano e a animação conta com um time de dubladores integrado por Selena Gomez, Cee-Lo, Adam Sandler, Kevin James e Andy Samberg, entre outros.
Postado por
Ollie
às
23:22
Nenhum comentário
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
cinema
quinta-feira, 8 de março de 2012
Vampirella
Que fã de quadrinhos nunca ouviu falar de Vampirella, a sexy heroína vampira criada por Forrest J. Acjerman em 1969 para revistas especializadas em terror, como a Creepy e a Eerie (editora Warren)? Desde sua primeira aparição nas páginas dessas revistas, Vampirella, uma morena de curvas sensuais, longos cabelos negros e branquíssimos dentes pontiagudos, chamou a atenção e conquistou os corações de milhares de adolescentes, ganhando posteriormente, devido ao sucesso da personagem, uma revista própria.
Inicialmente, tal qual o mundialmente conhecido Superman, Vampirella também tinha origem extraterrestre: Originária de Drakulon, um planeta que orbitava dois sóis, Vampirella era em seu planeta apenas o subproduto evolutivo de um ambiente onde os rios fluíam sangue, em vez de água. Quando viajou para a Terra, fugindo de uma catástrofe climática que secou toda fonte de "água" de seu mundo, Vampirella descobriu que aqui, o líquido que em seu planeta fluía nos rios também fluía nas veias dos Terráqueos e isso a forçou a agir como os vampiros míticos para sobreviver. Porém, nossa heroína "vampira" apenas nutria-se do sangue dos criminosos e vilões, algo que, imagino, conquistou a simpatia dos leitores, cansados de heróis bonzinhos que nunca, ou quase nunca, matavam seus adversários malvados. Outra curiosidade a respeito da personagem é a origem de seu nome, claramente inspirado na personagem de ficção científica estrelada por Jane Fonda no cinema, Barbarella.
Outro ponto em comum entre as duas: Ambas são a personificação de mulheres sensuais, vestidas com roupas colantes e usando a sensualidade para seduzir e derrotar os vilões, com o diferencial que Barbarella era mais ninfomaníaca e Vampirella mais... Fatal.
Aqui fica uma curiosidade sobre Vampirella que envolve nosso país: Segundo o próprio Forrest J. Ackerman a inspiração para criar a bela morena vampira, surgiu durante uma rápida visita que ele fez ao Brasil, onde, durante um vôo de conexão, a beleza e a sensualidade das mulheres nativas, chamou sua atenção e frutificou na forma da personagem que viria a seduzir homens, virtuais e reais, ao redor do mundo.
Desde sua criação, Vampirella também fez vez aparições especiais em revistas e nichos de outros super-heróis, como Jack Estacado (Darkness) e Batman onde, na cidade de Gothan City, Vampirella envolveu-se em combate uma mulher gato chamada Pantha.

Pena que até hoje ninguém resolveu fazer um filme (ou série) com uma personagem tão complexa. Aliás, se não me engano, até fizeram um filme em 1996, mas ele era tão ruim que não emplacou. Uma pena.
Postado por
Ollie
às
23:11
Nenhum comentário
:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Curiosidades
Assinar:
Postagens
(
Atom
)



