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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Vampires Suck – Os Vampiros Que Se Mordam

Título original: Vampires Suck; Ano: 2010; Gênero: humor, paródia; Direção: Jason Friedberg e Aaron Seltzer; Elenco: Matt Lanter, Chris Riggi, Jenn Proske e Diedrich Bader.

Jason Friedberg e Aaron Seltzer já se tornaram especialistas em sátiras e paródias de gêneros. Um de seus primeiros sucessos, a série Todo Mundo em Pânico (Scary Movie, 2000, de Keenen Ivory Wayans) satirizava os filmes de terror sanguinolentos muito comuns nas décadas de 80 e 90 e fez um relativo sucesso na época, embora a crítica tenha detestado. Nas suas filmografias também constam os filmes: Date Movie – 2006 (Uma Comédia Nada Romântica); Epic Movie – 2007 (Deu a Louca em Hollywood) e Meet the Startans (Espartalhões), entre outras. Alguns desses filmes foram veiculados na TV aberta no Brasil, portanto vocês já podem ter uma noção do tipo de humor usado em Vampires Suck.

O humor utilizado em filmes de Friedberg e Seltzer é basicamente o tipo que a gente encontra muito em programas semanais de TV, portando dizer que ele não agrada ao público seria faltar com a verdade. Porém, os apreciadores de um humor mais refinado certamente não curtem e, talvez por conta disso, a crítica especializada sempre abominou os filmes de Friedberg e Seltzer. Podemos dizer que a motivação básica desses filmes é aquele velho impulso de bullying que todo ser humano tem dentro de si, bem guardadinho, lá no fundo da alma. Quem nunca sentiu vontade de mandar à merda os fãs daquele filme, ator, diretor que, de tanto ser paparicado pela crítica, já encheram o saco de metade do mundo civilizado? Pois é, acho que é isso o que eles fazem e, pior dos pecados, ganham dinheiro com isso.  Porém, mesmo na hora de parodiar é preciso ter cuidado e dosar um pouco a quantidade de agressividade e escatologia usadas, porque o exagero sempre tira a graça de tudo, em minha opinião.

Vampires suck, lógico, satiriza basicamente a série Crepúsculo, uma franquia de filmes baseada na obra de Stephanie Meyer, entre tantos outros filmes sobre vampiros, e o elenco é basicamente desconhecido. O enredo utilizado é quase o mesmo de Crepúsculo e Lua Nova, sempre aproveitando toda e qualquer oportunidade para ridicularizar os clichês usados e abusados por Meyer e pelos roteiristas nos filmes originais. E embora não exista nomes “famosinhos” nesse filme (imagino que a maioria deve correr e se esconder debaixo da cama, quando os nomes de Friedberg e Seltzer são citados), algumas faces se destacam, como o jovem ator, Matt Lanter, que já estrelou um filme dos diretores anteriormente (Disaster Movie) e também é uma carinha conhecida em seriados de TV (Heroes, Shark, C.S.I., Grey’s Anatomy, Life, etc.). Devo confessar que Matt Lanter está quase irreconhecível como Eduard Sullen (sic), com grande parte de sua beleza de ex-modelo escondida por toneladas de maquiagem e o belo cabelo castanho armado e mantido a poder de laquê num imenso topete. Cedo demais para dizer se o rapaz tem futuro como ator, porém ele conquistou meu coração quando usou e abusou das caras e bocas para interpretar sua paródia de Eduard Cullen (Crepúsculo). Porque é impossível não sorrir, quando se percebe a crítica direta à interpretação patética de Pattinson em Crepúsculo: Quem não se lembra das caras e bocas que ele fazia, tentando criar e mostrar uma profundidade inexistente em seu Eduard Cullen? Pois é. :)
Matt Lanter - Mil vezes mais lindo que o Pattinson.
(pode me morder ontem, seu gostoso, eu deixo... :) )

Meu conselho é, se você assistiu Crepúsculo e Lua Nova, ou leu os livros de Stephanie Meyer, porém não é exatamente um fã doentio da série, então veja “Vampires Suck” para brincar de buscar referências e constatar o ridículo e os clichês gritantes nos roteiros originais. Agora, se você é fã e não gosta ou não consegue lidar muito bem ao ver algo que aprecia submetido ao humor escatológico, ou ainda não suporta filmes que pegam carona no sucesso de outros somente para ridicularizá-los, então nem assista. Vampires Sucks não é um filme de humor, é um filme Bully (criei o termo, sou bonita! \0/), eu poderia até mesmo rebatizá-lo como “Bullies, os caça-vampiros”, porque ele ridiculariza até o limite do possível a série Crepúsculo, seus atores, escritores, roteiristas, fãs, etc., entre outros filmes e séries de vampiros do gênero. Assista por sua conta e risco. Nota cinco.

sábado, 3 de setembro de 2011

Captain América: The First Avenger - Capitão América: O Primeiro Vingador

Título Original: Captain América: The First Avenger; Ano: 2011; Direção: Joe Johnston; Roteiro: Stephen McFeely,Christopher Markus; Elenco: Chris Evans, Tommy Lee Jones, Stanley Tucci, Hugo Weaving, Neal McDonough, Sebastian Stan, Dominic Cooper, Hayley Atwell, Toby Jones.

Essa resenha estava “encalhada” aqui. Pensei até em não publicá-la, mas, enfim, concluí que isso seria uma espécie de auto-censura, então vamos lá.
Capitain America, The First Avenger é mais um filme sobre personagens de histórias em quadrinhos da Marvel. A Marvel está na moda, inspirando filmes de ação de Hollywood como nunca, assim nós já tivemos o prazer (duvidoso ou não) de ver na grande tela, personagens queridos e não tão queridos de nossa infância nerd, como o Homem-Aranha; o Hulk; os X-Man; o Demolidor; o Vingador; o Homem de Ferro; o Motoqueiro Fantasma; o Thor, a Electra e outros dos quais não lembro, mas com certeza estão por lá, cumprindo quota. E, como no cinema, eles imaginam que ninguém sabe quem é o Capitão América, o filme em questão aborda basicamente a origem do herói, geralmente aquela origem conhecida dos gibis (ou, como preferirem, revistas em quadrinhos), porque – Né?- não se pode nunca despertar a fúria dos fãs.

Resumindo: Steve Rogers é um sujeito franzino e de saúde frágil que consegue através de fraude servir o exército norte-americano. No exército, justamente por conta do seu físico, Steve é escolhido para ser cobaia de uma experiência científica (outra né, filmes de ficção estão cheios de clichê do tipo) que visa criar uma espécie de super soldado. A experiência dá certo e Steve não somente adquire músculos hercúleos, como também fica mais alto, mais ágil, etc, porque o soro do super soldado que foi desenvolvido pelos cientistas eleva todas as suas capacidades físicas ao máximo, porém, mantém sua humanidade, isto é, ele não adquire capacidade de voar ou atravessar paredes, etc, como outros super-hérois da Marvel. O Capitão América da Marvel é como se fosse o Batman da DC Comics, tem físico de atleta e capacidades físicas de luta e raciocínio bem acima da média, porém somente isso.

Voltando ao assunto da “origem”, de posse de seu novo corpo, Steve Rogers se torna inicialmente uma espécie de “símbolo” do Exército Norte-Americano, como se fosse uma versão fictícia da Joana D’Arc da Guerra dos Cem Anos, porém, posteriormente, passa a combater os nazistas e também uma facção dissidente de soldados liderados pelo arqui-vilão do Capitão América, o Caveira Vermelha.
O que posso dizer sobre o filme? Achei as cenas de ação fracas, a tentativa de mostrar um romance entre o Capitão América e a mocinha do filme deixaram muito a desejar. E, convenhamos, eu acho o Chris Evans uma delícia; ele recheia com músculos aquele uniforme do Capitão América como ninguém, e eu pegaria aquele gostoso ontem, hoje e para sempre, mas as capacidades interpretativas dele infelizmente são fracas.

Por exemplo, no filme, mesmo quando Chris Evans tenta mostrar-se desajeitado no flerte com a mocinha (Hayley Atwell), agindo com a falta de tato de um ex-feio (e virgem) que nunca teve chance com mulheres antes, a cena não fica convincente. Nessas horas eu confesso que pensei malevolamente que era sem dúvida uma pena que o tal soro do super-soldado não tenha ampliado a capacidade de atuar do Chris, porque, infelizmente, apesar dele ser um ator esforçado, suas capacidades interpretativas estão muito aquém das capacidades de um ator como Robert Downey Jr. (O Homem de Ferro) e até mesmo das capacidades interpretativas de Hugo Weaving, que interpreta o vilão, Caveira Vermelha. A ambientação está relevante, guardadas as licenças poéticas de praxe. O Vilão, Caveira Vermelha, consegue imprimir um pouco de tensão no filme, mas no geral as cenas de luta e ação não impressionam, talvez porque o Capitão América é basicamente uma personagem fraca, “certinha” demais e sem um lado sombrio capaz de despertar grandes empatias com o público.

O roteiro é bem fiel as origens do Capitão América e, apesar de eu ter achado o fim do vilão uma merda, os roteiristas foram respeitosos com as origens do Capitão América que conhecemos nos gibis. No final, lógico, há um “teaser” para o tal filme dos Vingadores, que será lançado, pelo jeito, em breve. Aguardemos.
Minha nota: cinco.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Planeta dos Macacos – A Origem.

Título original: Rise of the Planet of the Apes (2011); Direção: Rupert Wyatt;Roteiro: Amanda Silver e Rick Jaffa; Elenco: Tom Felton, Andy Serkis, James Franco, Freida Pinto, John Lithgow, Brian Cox.

Eu confesso: tenho certa antipatia por macacos. Talvez nem seja antipatia, mas desconforto, eu não sei, mas o caso é que macaco é um bicho que não me atrai mimos ( a não ser que seja filhote, porque então a coisa muda de figura. Filhotes são fofos e ponto final). Também confesso que sinto um pouco de pena quando vejo chimpanzés explorados em shows, portando meu desconforto não é exatamente uma antipatia, mas uma raiva inexplicável ao ver animais sendo treinados para perderem sua espontaneidade de bicho e se transformarem numa paródia tosca para divertimento de seres-humanos . E, talvez por conta disso, eu nunca achei o filme “O Planeta dos Macacos”, com Charlton Heston lá essas coisas, apesar dele ser considerado um clássico. Aquele filme com o Mark Wahlberg, uma versão tecnologicamente mais evoluída do original, não chega nem perto dele, então, vou me abster e também poupá-los de qualquer comentário a respeito dele nessa resenha, por enquanto. :)

Quanto à nova versão, que supostamente tenta explicar ao expectador como os macacos conseguiram se tornar os seres dominantes no planeta, ela também não conseguiu me cativar, apesar dos recursos tecnológicos estarem mais avançados e, conseqüentemente, apresentarem efeitos especiais de primeira linha. Vamos combinar que embora o roteiro acerte em alguns pontos, como na parte onde mostra ao espectador a maneira como a capacidade mental dos macacos foram estimuladas e aumentadas através de pesquisas em engenharia genética, ele é falho ao mostrar os macacos, liderados pelo macaco Caesar (ou César), vencendo uma civilização numérica e tecnologicamente superior a deles. Não existe lógica nisso, é impossível acreditar em uma história assim, me desculpem.

Nas cenas de ação finais, os macacos atacam os humanos usando paus, pedras, lanças e até os próprios corpos como armas, conseguindo derrubar helicópteros, danificar viaturas policiais e carros. Gente, até aí eu só vi o Rambo e o Exterminador do Futuro fazerem isso e olhe lá, mas apesar de achar tudo aquilo uma grande bobagem, fiquei assistindo aquela macaquice (ops, desculpem) e pensando que se fosse atualmente, em um país onde qualquer cidadão tem armas em casa, como os EUA, aquele bando de macacos teria virado um monte de corpos peludos depositados nas ruas em, no máximo, uma semana.

Penso que a idéia dos roteiristas era nos mostrar que após a fuga, os macacos conseguem – o filme não explica isso- reverter sua condição de fugitivos até se tornar uma civilização adversária que posteriormente dominaria a nossa. Mas como isso aconteceria? Talvez os macacos nos subjugassem atirando bananas (de dinamite) em cidades como N. Iorque, Washington, Rio de Janeiro e Madrid (ahahah, desculpem, não resisti...), mas na realidade é que o filme não nos dá explicação sobre a reviravolta dos macacos. Já o filme clássico, aquele onde Charlton Heston foi protagonista, esse sim, nos dá pistas de como os macacos tornaram-se “senhores do mundo”: Na cena final o protagonista encontra a Estátua da Liberdade parcialmente derretida e soterrada por areia, num indício claro de que houve uma hecatombe nuclear que exterminou a civilização humana e favoreceu o crescimento da civilização símia, porém mesmo essa explicação não fica muito plausível, porque você também pensa: “Oras, se acontecesse uma guerra nuclear, os macacos provavelmente morreriam juntamente com os humanos e boa parte dos animais que habitam o planeta”, então, fica aqui a pergunta e a resposta eu deixo por conta de vocês. O caso é que essa história do Planeta dos Macacos já não colava na época do livro do Pierre Boulle e os roteiros do cinema conseguiram fazê-la ficar ainda mais sem sentido. Sorry, não colou.

Com roteiro de Amanda Silver e Rick Jaffa, dirigido pelo inglês Rupert Wyatt, Planeta dos Macacos: A Origem, comete o mesmo pecados de blockbusters passados: é eficiente na hora de mostrar efeitos especiais e cenas de ação de tirar o fôlego, mas infelizmente esses recursos não deixam que o espectador preste atenção na história e roteiro sem sentido. O que para eles acaba sendo bom, lógico, já que boa parte dos espectadores achou tudo “uau” e etc. Já eu, não perdi o foco para o problema que falei anteriormente e,para piorar ainda mais meu desconforto, inventaram de encher o filme com homenagens à série, porque alguns críticos acham isso “cult” e os fãs da série adoram. Então o filme em questão está cheio de referências indiretas a cenas de filmes anteriores, desde uma onde Caesar brinca com uma miniatura da Estátua da Liberdade, até frases de Charlton Heston repetidas na íntegra. Já que eu sempre achei isso pedante, por conta disso, dou nota seis ( e olhe lá).