segunda-feira, 17 de setembro de 2012

American Horror Story - Haunted Mansion


A primeira temporada da nova série de terror do mesmo criador de “Glee” (seriado que eu a-do-ro), Ryan Murphy, chegou ao final nos Estados Unidos, colecionando milhões de fãs e sendo elogiada como uma das novas produções mais legais da TV. Muito bem recebida pela crítica e premiada com o Globo de Ouro de melhor série sobre o tema, o fim da primeira temporada da série "American Horror Story", que aborda histórias de horror envolvendo uma casa mal assombrada, prendeu a atenção do espectador do primeiro ao último episódio. 


Pelo menos foi o que aconteceu aqui em casa, onde aguardávamos ansiosamente cada novo episódio, inclusive comentando anterior, como se fosse novela das nove.E eu, que sempre curti histórias do tipo, envolvendo fantasmas e assombrações, não tenho o que reclamar ou dizer muito sobre a série a não ser que... "Quero mais".
Sim, porque a primeira temporada se despediu e mal posso esperar para que comece a outra. De preferência, logo. Aliás, eu menti. Vou falar um pouco sobre a série e sobre sua mais carismática personagem: Tate Langdon. E, sim, se você ainda não assistiu nenhum episódio da primeira temporada e não curte saber por antecipação o que aconteceu, eu aviso que esse texto contém spoilers, então esse é o momento de parar. Quem avisa, amiga é.   :)

Em alguns momentos, American Horror Story me lembrou um pouco os bons tempos de Supernatural, antes que os roteiristas cagassem no pau e descambassem para aquela baboseira ultra-fantasiosa sobre Apocalipse, demônios, anjos, leviatans, circulos de sal e o diabo. Estilo Cubanacan de escrever dos roteiristas de Supernatural, transformaram a série em um verdadeiro espeto-no-cu e conseguiram dispersar a atenção do espectador com toda aquele religiosidade arrancada das páginas da Bíblia. Agora, quando assisto supernatural, eu só tenho sono e pensando em qual baboseira distorcida eles criarão envolvendo alguma personagem bíblia ou da mitologia cristã e não consigo mais me sentir cativada pelas histórias, apesar da beleza e do charme dos atores que interpretam os irmãos Winchester. Nhé!

Já American Horror Story, além do roteiro bem amarrado e quase sem furo, contou também com um elenco maravilhoso e de tirar o fôlego, com nomes como Jessica

Lange (simplesmente maravilhosa no papel de Constance, uma mulher com tendências psicopatas e profundamente perturbada, responsável pela maioria das tragédias ocorridas naquela casa), Zachary Quinto, Dylan McDermott, Taissa Farmiga e... Evan Peters.

Esse último é um caso à parte, juntamente com Jessica Lange, o jovem ator praticamente carrega toda a história nas costas, não só pela sua interpretação maravilhosa, como também pelo carisma de sua personagem. E embora os outros atores tenham atuações igualmente brilhantes é quase impossível falar de American Horror Story sem mencionar o nome de Evan Peters. Também é quase impossível não se apaixonar (e ao mesmo tempo não sentir raiva, ódio e nojo) da personagem, Tate Langdon, o jovem com tendências psicopatas, filho da personagem de Jessica Lange.


Tate é justamente o tipo de garoto atormentado e sensível, bonito sem ser lindo, charmoso, mas inconsciente do próprio charme, aquele tipo de garoto que você vê na escola e sente vontade de enfiar os dedos naqueles cabelos cacheados, abraçar os ombros, sentar no colo e contar histórias alegres para fazer aqueles olhos melancólicos sorrirem... Enfim, Tate Langdon é como se fosse uma versão do principe encantado, porém mais moderno e embalado com visual de cabelo de surfista e roupas largas. O combo fica por conta de sua mente podre, completamente destruída, desde a infância, por obra e graça de sua mãe. Tate foi criado num lar desestruturado, onde a mãe tratava com desprezo a irmã que tinha síndrome de down e isolava num quarto no sotão, preso com correntes, o irmão que tinha profundas deformidades físicas e mentais. Constance, que não é nenhuma santa, já havia matado o marido (pai de Tate) quando o flagrara estuprando a bela e jovem empregada, Moira O'Connor. Aliás, Constance mata os dois e esconde os cadáveres. Depois de um tempo, arruma um amante e o induz a matar o filho deformado como forma de "libertação". Tate sabe disso tudo, mas o assassinato do irmão é o gatilho para desencadear sua crise psicótica. Dias depois ele queima sem dó o amante da mãe e em seguida vai para a escola, onde pratica um massacre. Morre vítima da polícia dentro da casa.



Porém o que Constance descobre ao longo dos anos é que todos os que morreram dentro da mansão ficaram presos ao seu plano de ação, porque a casa é na verdade como uma imensa gaiola, cheia de almas, algumas boas e gentis, outras perturbadas, vingativas e violentas. A alma de Tate é um misto das duas coisas, com o agravante de que ele tem uma maneira completamente psicopata de pensar. Algumas pessoas comentam que Tate é um psicopata, mas eu discordo um pouco dessa abordagem, já que ele se apaixona realmente por Violet. Na realidade Tate é mentiroso, manipulador, violento e responsavel por parte das mortes que ocorreram na casa, algumas bem cruéis e, tenho de concordar que mesmo depois de se apaixonar por Violet, isso não o impede de tentar cometer mais homocídio, inclusive de um garoto inocente que nada fez a não ser chamar a atenção de sua amada. 


A conclusão que chegamos é que até quando tenta ser bom, Tate é mal. Ele é fruto de uma criação amoral de sua mãe e o único carinho que conhece é aquele que testemunha na família de Violet, o qual vai pouco a pouco fascinando-o. Quando Violet  descobre seus crimes e resolve finalmente afastá-lo dela e de sua família, a qual ele tanto prejudicou é um pouco tarde, porque estão todos mortos, o que torna o final dessa temporada em parte emocionante e em parte amargo: Depois da família de Violet descobrir que poderia usar a ajuda dos espíritos bons da casa para quebrar o ciclo da maldição da  mansão assombrada, a cena termina com Tate e a ex-amante do pai de Violet olhando de fora da janela a felicidade que a família conseguiu construir após a morte. O epilogo fica por conta da cada vez mais louca, Constance, criando o filho que Tate gerou durante o estupro da mãe de Violet, o qual demonstra ser, aos 3 anos de idade, um assassino psicopata. Como diriam por aí: Tal pai, tal filho.

Um comentário :

eat_thedog disse...

O Evan Peters é tudo isso mesmo que você falou, apaixonante. :P