Chegou-me em mãos recentemente o CD com um filme intitulado "No Night is Too Long", um filme com temática gay que aqui no Brasil recebeu o nome de "O Poder da Paixão".
Olha, eu posso dizer com certeza que eu adoro filmes com temática gay: alguns são divertidos, outros trágicos, outros ainda, artísticos, mas existe aqueles que são apenas confusos.
No Night is too Long parece pertencer ao último tipo.
Agora me fala uma coisa: Independente da temática, você perderia uma hora de sua vida para assistir uma obra cinematográfica chamada "O Poder da Paixão"? A maioria das pessoas passaria, só por precaução, bem longe do DVD com um título tão piegas, mas como eu achei o título em inglês legalzinho, resolvi assistir.
O filme em si não é ruim, apesar do roteiro ser um pouco confuso, com o uso excessivo de flashbacks que acaba comprometendo o entendimento do espectador. Nele conta-se basicamente uma história de romance complicado - puro clichê, sempre que filmes mostram histórias de amores homossexuais, são histórias de amores complicados- entre um jovem e outro homem, depois com a irmã dele; um relacionamento que a certa altura vira um triângulo e depois um retângulo. Ou triângulo retângulo, como queiram. :)
Como o filme tem temática homossexual, há umas três ou quatro cenas de sexo gay não explícito. E tome chupada no mamilo, mordida no pescoço. Cenas de sexo de quatro na cama, agarrado à coluna que sustenta o dossel. É bem verdade que também há uma cena de sexo heterossexual, mas ela é tão rápida que nem conta. Já nas cenas de sexo gay... Numa das mais fortes, a personagem principal se envolve com outro carinha, lá pela segunda metade da história e fode com ele feito um animal no cio. Bicho, é quase um estupro, de tão violento que é o sexo entre os dois.
Engraçado é que ele começa a cena lançando olhares sedutores para o sujeito e depois, durante a transa, passa subitamente de uma expressão de prazer e gemidos lacivos para expressão de desespero e pranto, tudo para ilustrar, sei lá, a saudade do grande amor, a culpa pelo sexo casual ou whatever que ele ainda sente por sua primeira paixão. Ou pela segunda, sei lá.
Podemos dizer que por trás dessas cenas existe todo um contexto, mas na realidade é um filme meio sem sentido, tipo essas histórias trágicas, mal acabadas ou como uma sinfonia que é encerrada no meio da execução, antes do final.
Vale a pena assistir? Não sei. Se você leu o que escrevi e sentiu uma comichão de curiosidade, eu acho que você pode tentar ver. Se não gostar, desliga, mas, de repente, você até gosta.
Eu posso dizer que curti pela fotografia, por algumas cenas "noir" e pelo clima britânico - o filme é uma co-produção de 2002 entre o Reino Unido e o Canadá, produzido originalmente para a TV Canadense -, mas no geral, creio que o grande público, aquele que acha que "veado é apenas o filho do vizinho", não lidaria bem com um filme onde o protagonista passa 1/4 da história com os joelhos e a palma da mão de encontro ao chão. Vide toda a polêmica envolvendo um outro filme bem mais embasado e com cenas de sexo mais contextualizadas, como Brokeback Mountain.
Quanto a "No Night is too Long" estou pensando em assistir de novo só para entender se o primeiro amor do protagonista morreu em um acidente, foi assassinado ou simplesmente sumiu, fugindo do namorado que, apesar de lindo, me pareceu um porre de tão chato.

4 comentários :
Nêga, eu falei no twiter dia desses de um filme que me agradou muito, chamado "Os Amores Imaginários", acho que vc iria adorar.
Dica anotada, vou procurar e depois digo o que achei. =*
mjog ahugavert, takk
Takk fyrir athugasemdir
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