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| Com Jagger, no auge da fama |
O pobre Blake certamente bateu na porta errada. O palácio em questão, aquele que realmente procurava, enquanto “trilhava os caminhos do excesso”, era o palácio da putaria e, em se tratando de putaria, ninguém pode falar com tanta autoridade do assunto, quanto os integrantes do Rolling Stones: Mick Jagger e Keith Richards. E eles nem precisam se preocupar em errar de porta, porque no caso desses dois, eles possuem GPS. Falou que tem putaria e cheiro de buceta, eles acham a porta certa por instinto. Ou osmose. :)
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| Keith jovem: gatinho. |
Porém, algumas vezes, certos acontecimentos nos levam a mudar e rever certos conceitos e, de repente, nunca mais conseguimos ver, ouvir, desfrutar de certas coisas com os mesmos sentidos de antes. Percebo que isso aconteceu recentemente comigo quando li “Life”, a autobiografia de Keith Richards, publicada em meados de Outubro do ano passado.
Como disseram por aí: “Você nem precisa gostar dos Rolling Stones (como eu gosto) para gostar desse livro. Você só precisa amar os gênios e os loucos. (Quem não ama?)”
O livro é bom, porque é polêmico, como Keith Richards sempre foi. No livro ele faz umas revelações indiscretas sobre as particularidades de Jagger que são meio hilárias, entre outras, por exemplo, revela ao leitor que o vocalista dos Rolling Stones tem um “pinto” muito pequeno, mas “com bolas enormes”, porém isso (na opinião de Richards) não compensava muito; apensar da fama de garanhão de Jagger . Em outra passagem ele diz que Lennon (John) era apenas um jovem bobinho “em muitos sentidos” (*) e chama outro John, Sir Elton John, de “puta velha”.
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| Keith hoje: Drogas e o tempo fizeram estragos |
Portanto, depois de ouvir várias das músicas dos Stones nos últimos dias (enquanto lia o livro) posso dizer com toda segurança ao Sr. Mick Jagger que apesar de todo respeito e admiração que tenho por ele enquanto profissional, doravanete está tudo acabado entre nós. Foi prazeroso, não posso negar, mas a partir de agora meu coração é só do Keith. :)
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(*) O termo usado no livro é "silly sod", que pode ser traduzido como tolinho. "Silly sod, in many ways"= "um tolinho em muitos sentidos". Curiosamente a palavra "sod" em inglês britânico também significa "viado", "homossexual" quando usado em sentido chulo (sod= short form of sodomite), porém não acredito que seja esse o sentido usado por Richards, que gostava de Lennon, o qual costumava frequentar, juntamente com a mulher Yoko Ono, as festas que o guitarrista dava em sua casa.



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