segunda-feira, 2 de maio de 2011

Muitas pedras rolarão...

Com Jagger,
no auge da fama
... antes que tudo sobre o que aconteceu com o grupo Rolling Stone possa ser escrito em  apenas um livro, mas quando o poeta e ilustrador romântico, William Blake, escreveu que "Os caminhos do excesso levam ao palácio da sabedoria", provavelmente estava ébrio e, como todo ébrio, errou de endereço. Ou trocou as palavras. :)

O pobre Blake certamente bateu na porta errada. O palácio em questão, aquele que realmente procurava, enquanto “trilhava os caminhos do excesso”, era o palácio da putaria e, em se tratando de putaria, ninguém pode falar com tanta autoridade do assunto, quanto os integrantes do Rolling Stones: Mick Jagger e Keith Richards. E eles nem precisam se preocupar em errar de porta, porque no caso desses dois, eles possuem GPS. Falou que tem putaria e cheiro de buceta, eles acham a porta certa por instinto. Ou osmose. :)

Keith jovem: gatinho.
Como não sou preconceituosa e não me importo com o que você faz com seu corpo no resguardo sacrossanto de seu lar ou similares, sempre tive Sir Mick Jagger como expoente máximo dessa época, considerada a “época de ouro” do Rock. E não me importa que hoje muitos achem ele um velhinho caquético, para mim ele é um deus do rock e, como tal, nunca envelhecerá, sempre será o jovem rebolativo cantando “Satisfaction” em minhas lembranças. Aliás, quando jovem, ele era lindo e comeu -naquela época e em épocas recentes - muitas mulheres (e segundo as más línguas, alguns homens) muito interessantes, a maioria compondo um rol de belezas que nós, pobres mortais, jamais sonharíamos em chegar perto.

Porém, algumas vezes, certos acontecimentos nos levam a mudar e rever certos conceitos e, de repente, nunca mais conseguimos ver, ouvir, desfrutar de certas coisas com os mesmos sentidos de antes. Percebo que isso aconteceu recentemente comigo quando li “Life”, a autobiografia de Keith Richards, publicada em meados de Outubro do ano passado.

Como disseram por aí: “Você nem precisa gostar dos Rolling Stones (como eu gosto) para gostar desse livro. Você só precisa amar os gênios e os loucos. (Quem não ama?)”
O livro é bom, porque é polêmico, como Keith Richards sempre foi. No livro ele faz umas revelações indiscretas sobre as particularidades de Jagger que são meio hilárias, entre outras, por exemplo, revela ao leitor que o vocalista dos Rolling Stones tem um “pinto” muito pequeno, mas “com bolas enormes”, porém isso (na opinião de Richards) não compensava muito; apensar da fama de garanhão de Jagger . Em outra passagem ele diz que Lennon (John) era apenas um jovem bobinho “em muitos sentidos” (*) e chama outro John, Sir Elton John, de “puta velha”.

Keith hoje: Drogas e o tempo
fizeram estragos
No que diz respeito aos Rolling Stones, eu sempre privilegiei o Jagger em detrimento do Keith. Talvez por Jagger ser o vocalista da banca e por ter sido (na juventude) o mais gatinho do grupo, ele sempre monopolizou as atenções dos fãs, principalmente das mulheres. Porém sabemos que mesmo as estrelas, para brilharem, necessitam de combustível e esse combustível, só agora descobri, era a guitarra (e o talento) de Keith Richards.

Portanto, depois de ouvir várias das músicas dos Stones nos últimos dias (enquanto lia o livro) posso dizer com toda segurança ao Sr. Mick Jagger que apesar de todo respeito e admiração que tenho por ele enquanto profissional, doravanete está tudo acabado entre nós. Foi prazeroso, não posso negar, mas a partir de agora meu coração é só do Keith. :)

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(*) O termo usado no livro é "silly sod", que pode ser traduzido como tolinho. "Silly sod, in many ways"= "um tolinho em muitos sentidos".  Curiosamente a palavra "sod" em inglês britânico também significa "viado", "homossexual" quando usado em sentido chulo (sod= short form of sodomite), porém não acredito que seja esse o sentido usado por Richards, que gostava de Lennon, o qual costumava frequentar, juntamente com a mulher Yoko Ono,  as festas que o guitarrista dava em sua casa.

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