Ano de lançamento: 2008, gênero: comédia romântica. Direção: Griffin Dune; Roteiro: Mimi Hare, Clare Naylor, Bonnie Sikowitz; Elenco: Uma Thurman, Colin Firth, Sam Shepard, Isabella Rosselini e Jeffrey Dean Morgan.Olha, o filme não decepciona, embora a história não seja nem inovadora e nem arrebatadora. Um amigo costumava me dizer que “comédia romântica” é aquele gênero de filme onde existem variações sobre um mesmo tema: A mesma história e os mesmos conflitos sexistas, costurados com um grande amontoado de clichês românticos e alguns toques de preconceitos de ambos os lados.
Marido por Acaso não foge a regra de enlatados do gênero e ouso dizer que a única coisa realmente surpreendente no filme é a interpretação do ator Jeffrey Dean Morgan, o qual eu já conhecia da série Supernatural. O entrosamento entre ele e uma atriz já conhecida das grandes telas como Uma Thurman foi uma grata surpresa e em alguns momentos ele chega inclusive a roubar a cena, como por exemplo na cena entre ele, Isabella Rosselini e Uma Thurman na loja de confeitos para festas de casamento.
Jeffrey convence no seu papel mocinho bonitão, simples e másculo, justamente aquele tipo que jovens sonhadoras desejam em suas vidas (ok, não torça sua boca para mim, é assim que as comédias românticas imaginam a maioria das mulheres).
Não espere gargalhar, porque o gênero “comédia romântica” não é o mais indicado para despertar esse tipo de reação. Talvez você consiga sorrir em alguns momentos, ou o mais provável é que o filme desperte uma fúria feminista de dentro do seu útero, mas enfim, quem se arrisca a assistir esse gênero de filme não pode reclamar muito depois.
Outro ponto digno de nota na história foi o fato dos roteiristas investirem no conflito social como forma de fazer humor crítico. Percebe-se isso principalmente nas cenas onde fica explícito o óbvio o desconforto da doutora WASP diante de um estilo de vida ao qual não está acostumada. O leve toque de humor politicamente incorreto da história fica por conta do pai da família indiana ( Ajay Naidu), porém não é nada que possamos considerar desrespeitoso ou de mau gosto.
No mais, eu confesso: Uma Thurman, embora belíssima, está bem apagadinha no papel de Dra. Emma Lloyd. Se me perguntarem, eu ainda prefiro ver ela em Kill Bill. Nota 5,5.
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