No Youtube existe um documentário da History Channel que gosto muito chamada “Life After People”. Não sei se vocês conhecem ( já falei sobre ela no blog antigo), mas essa série mostra teoricamente o que aconteceria com nossos monumentos, casas, cidades, etc. caso o homem desaparecesse da face da Terra.
Quando assisti pela primeira vez, fiquei fascinada pelos vídeos que mostravam o desaparecimento total de qualquer rastro de nossa civilização sobre a face da Terra em poucos milênios ou em apenas uma Era geológica. Apenas na Lua, talvez, caso não acontecesse uma catástrofe astronômica, sobrariam as marcas da nossa civilização (as pegadas de Armstrong, a bandeira norte-americana e o modulo lunar que o levou até lá). Pensar sobre isso, sobre o quanto somos passageiros no Universo, é um exercício de humildade e, também, um chamado a reflexão: Somos venais, somos frágeis. Nosso desaparecimento, enquanto indivíduos, despertaria no máximo a falta e saudades de uns poucos e, depois, seríamos totalmente esquecidos. Relegados no máximo a uma tênue lembrança do passado.
Nada é eterno, exceto a mudança. O universo, a vida, tudo o que conhecemos e que provavelmente viermos a conhecer no futuro estão sempre em constante transformação e, conosco, as coisas não seriam diferentes. Apesar de querermos, desejarmos e ansiarmos ardentemente pelo contrário, as mudanças são inevitáveis. Existe forte dentro de nós o desejo da perpetuação dos bons momentos, dos amores ardentes, dos sentimentos mais queridos, mas esquecemos que se não somos eternos. E, se não somos eternos, porque nossos sentimentos seriam?
Infelizmente, alguém que você admira ou ama de paixão hoje, pode se tornar alguém que só desperta indiferença amanhã. Isso já aconteceu comigo tantas vezes e certamente acontecerá de novo. E com você também, mesmo que não queira.
Pensar sobre isso, às vezes é triste, outras vezes não. É também um pouco deprimente, porém é um exercício necessário para descobrir, ou se conformar já que a vida não é estática.
Tudo é mudança, tudo é transformação. Os momentos felizes vão se tornar no futuro boas lembranças ou, infelizmente, serão completamente esquecidos. Por outro lado, também existe também o lado bom das coisas serem assim, porque de certa maneira você aprende que o sofrimento também não é eterno, que ele também vai passar e ser substituído por outra coisa, talvez algo bom: Experiência, superação, sabedoria.
Um dia, no futuro, talvez você se pegue rindo muito de um acontecimento desagradável do presente. E isso dá forças para continuarmos vivendo, apesar de tudo. Viver é ter esperança, esperança de que a mudança que fatalmente virá será para melhor e, se não for, ela também, um dia, se tornará passado e será fatalmente esquecida.
Um comentário :
Olhe, ter esperança de que a vida melhorará me é tão difícil...
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