Sobre essa história de “não se arrepender de nada”, eu não acredito, sorry.
Pessoas que não se arrependem de nada ou são muito autoconfiantes (daquele tipo de pessoa que de tão autoconfiante chega a ser arrogante) ou então são psicopatas.
Porque, para mim, só os muito autoconfiantes ou os psicopatas não se arrependem das cagadas que fazem na vida.
Pessoas normais, pessoas inteligentes e sensíveis, costumam se arrepender sim e, quando confrontadas com situações semelhantes aquelas que deram origem a erros do passado, agem de forma mais sábia, superam, conseguem evitar a armadilha.
Porque elas aprenderam, porque elas assimilaram a lição.
Porém tem outro tipo de pessoa que, apesar de se arrepender das merdas que faz, não consegue quebrar o circulo vicioso e comete as mesmas merdas novamente.
E faz isso por que? Porque é imbecil e não aprendeu absolutamente nada.
Esqueceu a experiência passada e, diante de uma situação já conhecida, age de maneira como se fosse a primeira vez.
Pois é, prazer, eu sou essa pessoa. \o
E essa é minha vida, esse é o meu clube.
Beijo, me ame.
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domingo, 15 de setembro de 2013
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Personagens da Ficção que eu gostaria de espetar os olhos com palitos de bambu.
Ok, o título é meio agressivo, mas a raiva que eles me despertam já me fez fantasiar todo tipo de crueldade gratuita contra os mesmos. Sim, sou dessas que descarregam a raiva e a agressividade pensando em cenas alternativas onde eles e elas se fodem, ou então recebem aquilo que o autor fica com pena de dar a elas, seja porque gosta de sua criação, seja porque tem a imensa necessidade de ser sádico com os espectadores de sua obra. Elas são aquelas personagens de ficção que, por conta de sua chatice e desinteresse na trama, conseguem tirar do sério, além da outra personagem que contracena com elas, até mesmo o espectador. Abaixo uma listinha dos que me irritavam desde a infância.
Desenhos Animados:
1- Gleek - Superamigos;
Esse desenho é antigo, eu nem era nascida quando passava na TV, mas meus irmãos alugavam na época da fita VHS e eu acabava assistindo, meio que sem entender. O macaquinho alienígena era o mascote de dois irmãos, também alienígenas que tinham o poder de se transmutar em qualquer coisa depois que ativavam seu dom através do toque das mãos. Eram igualmente chatos, mas o bendito macaco conseguia ser pior, sempre colocando a turma em perigo com suas trapalhadas.2- Uni- Caverna do Dragão;
A unicórnio fêmea malinha do desenho top top entre os nerds da escola. Como se não bastasse ter uma "voz" insuportável - na realidade não era uma voz, era um balido parecido com o choro de um bebê - Uni igualmente adorava armar uma confusão e colocar toda a turma em risco. Isso quando não atrapalhava a volta para casa (que nunca acontecia), as vezes com sua simples presença. Acho que Uni era na realidade uma vaquinha, em vez de unicórnio. (e nada me tira da cabeça que o Bobby devia praticar zoofilia com aquele bicho sarnento, tamanho o apego doentio aquele pedaço de carniça).
3- Scooby Loo- Turma do Scooby Doo;
Esse era um que mereceria ser espetado em todos os orifícios do corpo com palitos de bambu. Criado para ser um contraponto ao tio covarde e atrapalhado, Scooby Loo era para ser valente e esperto. Conseguia apenas ser chato, sempre dando aqueles soquinhos idiotas no ar e chamando os "monstros" para a briga, toda vez que a turma tinha que fugir para salvar a pele. Quantas vezes cheguei a sonhar que um dos monstros daria um "balão" naquele corpinho inchado chutando o filhote para além da linha do gol. Infelizmente o Scooby Doo, ou o Salsicha, sempre venciam o próprio medo e voltavam para resgatar a "mala" e salvá-la de virar, sei lá, couro de tamborim. Scooby Loo era tão chato que no filme do Scooby acabou tornando-se um vilão, por aí você conclui que eu não fui a única a odiá-lo durante a infância.4- Piu Piu - Turma do Perna Longa;
O pequeno canarinho ( ou seria canarinha?) que sempre falava aquela frasezinha idiota: "Acho que vi um gatinho", toda vez que o Frajola aparecia por perto com a intenção de comê-lo. Bicho, quantas vezes eu fantasiei o Frajola engolindo e mastigando aquele canário (ou canária, até hoje não consegui descobrir o sexo daquela coisa) até que não restasse sequer uma peninha amarela para contar a história? Infelizmente, toda vez que isso acontecia, aparecia um bulldog igualmente mala-sem-alça para espancar o pobre Frajola e fazê-lo vomitar o chatinho.
5- Snarff - Tunder Cats;
Snarff era o mascote dos Tundercats. Também era o tutor (cuidador?) do Lion, quando ele era apenas um bebê. Infelizmente ocorreu uma falha na câmara de contenção da nave onde o Lion "hibernava" e o bebê cresceu, ficando fisicamente mais velho que os adolescentes Willy Kit e Willy Cat. E o Snarff tornou-se supérfluo na história, sempre soltando aqueles lamentos agudos sempre antes de dizer alguma coisa.6- Picachu - Digimon;
Esse é tão chato que nem sei o que dizer. Aliás, salvo raras exceções, detesto desenho japonês. Me xingue.
7- Gorpo (ou Orko, sei lá!) - He Man.
O duende mágico que veio de outro planeta. Nunca mostrava o rosto, porque, aparentemente, além de chato era feio. Era outro que sempre conseguia com suas trapalhadas, colocar a turma em risco. Supostamente era para ser engraçado. Conseguia apenas ser chato. Eu dava mais risadas com a turma do (e o próprio) Esqueleto.
Entre os seriados e Humorísticos de TV:
1- Agostinho Carrara - A Grande Família.
Fala sério. Pedro Cardoso é um daquele tipo que parece interpretar sempre a mesma personagem. Nada contra a pessoa do Pedro Cardoso, mas pessoalmente, Agostinho Carrara sintetiza tudo o que mais odeio em um homem. É malandro, se veste mal, tem voz irritante, é preconceituoso e... chato. É outro que também só arruma confusão. Mala-sem-alça até o limite do suportável.
2- Bebel - A Grande Família.
Esposa dileta de Agostinho Carrara, sua companheira consegue ser, na maior parte das vezes, igualmente chata. Aquela vozinha irritante e em eterno tom de falsete... Meu Deus, gente que fala sempre em tom de falsete, como se fosse criança fazendo manha, principalmente quando quer alguma coisa, me desperta a fúria interna das Górgonas. Se eu tivesse um poder tipo a Medusa, transformaria essas criaturas em pedra.
3- Rachel - Glee
A Eterna namoradinha do Finn. Rachel não é popular no colégio, mas é talentosa e canta bem, ou seja, tem tudo para despertar a simpatia do espectador, mas na maioria das vezes, quando não está cantando, só consegue se envolver em trapalhadas e despertar a irritação de quem assiste a série. Sim, eu tenho vontade de jogar raspadinha na cara dela, às vezes. Porém, é impossível odiá-la por muito tempo, porque logo ela volta atrás, faz alguma coisa fofa e a gente se pega simpatizando com ela, assim, de um jeito meio torto.
Novelas (só as atuais):
1- Sandro - Cheias de Charme;
Outro que interpreta o eterno malandro, mas que conseguiu deixar feio e sem sex-appeal até mesmo o gostoso do Marcos Palmeira. Só serve para atrapalhar a vida da mulher e, por consequência, a vida das Empreguetes. Torço para que Sandro seja preso ou morra, ou talvez seja abduzido por uma nave alienígena e jogado na atmosfera congelante e esmagante de Júpiter. Sem mais, pt, saudações.
2- Patrick- Cheias de Charme;
Tão chato quanto o pai, tão malandro e manhoso quanto. Se for abduzido junto com o pai não fará falta na novela.
3- Inácio - Cheias de Charme;
Mala-sem-alça mor da novela. Era para ser o mocinho, mas não consegue me despertar a mínima simpatia. É ciumento, agressivo e pavio-curto. Sintetiza tudo o que mais odeio em um homem.
4- Seu Leleco - Avenida Brasil;
Nojento. Isso define Leleco. Um homem velho que vive sem camisa e fala com a boca suja de gordura. Para completar o pacote é vulgar, ciumento, inseguro e infiel. Ele pode ser gente boa o quanto for, mas na novela tá sobrando. Acho que prefiro o Marcus Caruso interpretando um pai de família mais tradicional como aconteceu na novela "Laços de Família". Leleco, diga tchau, pegue o seu banquinho e saia de fininho.
5- Núcleo Cadinho (tirando os filhos) - Avenida Brasil;
Meu Deus, existe um grupo de pessoas mais insuportavelmente insuportável que Cadinho e suas três mulheres? Criado para ser um contraponto humorístico na novela, o núcleo Cadinho só consegue encher o saco dos espectadores que na realidade querem acompanhar o barraco entre Nina e Carminha. Se sumissem ontem da novela e não aparecessem mais até o último capítulo, ninguém perceberia.
6- Monalisa - Avenida Brasil;
Ela fala alto, ela é arrogante, ela se veste mal. Monalisa é o tipo de personagem que tinha tudo para dar certo, mas que devido a um exagero na caracterização, tornou-se chatinha. Toda vez que ela aparece na novela se gabando de ser "pobre e ter vindo de baixo" eu sinto vontade de mudar o canal. Chata.
7- Ivana - Avenida Brasil;
Outra personagem que eu não sei se é chata por conta do texto ou por conta da caracterização da atriz. Só sei que toda vez que ela chora e fica lamentando com o marido, o Max, naquele tom de voz em falsete, eu tenho vontade de afogá-la em uma banheira.
8- Jorginho - Avenida Brasil;
Inseguro, mala-sem-alça, grosso, teimoso, mal criado. Usa a ex-namorada como muleta, enquanto não decide se Nina é a vilã ou a mocinha da história. Ou seja, é um puto. Enfiaria uma estaca de bambu no koo dele se tivesse oportunidade. Infelizmente nem a beleza do Cauã consegue despertar minha simpatia por essa personagem.
7- Rita (Quando Criança)- Avenida Brasil
Rita me irrita. Ok, não importa o quanto a Carminha tenha sido vaca com uma criança inocente, porque não é isso que estou falando aqui, o que me incomoda na Rita criança é que ela foi a menina mais chata e mal criada que já tive o desprazer de acompanhar numa novela.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Desabafo
Quem acompanha, já notou isso: Há um bom tempo os blogs, que surgiram como espaços considerados diários on-line e dedicados a narração da vida e impressões pessoais de pessoas comuns, perderam essa característica para se "profissionalizarem" e se dedicarem a uma linha exclusiva, seja ela jornalística, de humor, política, variedades, etc. Creio que vivendo num mundo cada vez mais dominado pela necessidade de parecer bom e politicamente correto (não nego que isso é algo bom, ok?), as pessoas vivem tão preocupadas com o que vão publicar, temendo desagradar a opinião alheia ou temendo passar uma imagem de que são imperfeitas e dotadas de defeitos ( que ser humano não é?), que se autocensuram na hora de publicar seus textos e acabam perdendo a personalidade. Então, nessas horas, criar um blog "temático" ou cheio de fotos fofinhas de gatinhos e coisas do tipo, surge como opção para manter as opiniões neutras e satisfazer ao mesmo tempo a necessidade de escrever (ou aparecer) do blogueiro. A mesma coisa vale para um perfil nas redes socias. É tanto gatinho, meninos e meninas fofinhas, gente repassando corrente ou fazendo campanha disso ou daquilo que eu imagino que Madre Teresa ficaria orgulhosa.
Blogs pessoais subvertem isso, então eles estão invariavelmente se extinguindo. O mais indicado é criar um blog temático, porque nesses casos é mais fácil manter a neutralidade.
Confesso que esse blog mesmo, quando surgiu, era para ser sobre cinema e literatura, duas paixões minhas, mas descobri que isso demanda muito tempo e pesquisa, coisas que eu, infelizmente, tenho cada vez menos a minha disposição. Para falar a verdade, acho que a culpa é, um pouco, da minha preguiça. Ando com preguiça de pesquisar, de procurar passar uma informação correta, revisar texto, etc.
Daí pensei: Bem, então foda-se, né? O meu blog é, como diz o nome, sobre mil coisas, inclusive sobre minha vida pessoal. :)
Então, se eu quiser escrever sobre uma bobagem que aconteceu durante o meu dia, qual o problema? Nenhum. Escrevo o que quero, lê quem quer. Os blogs surgiram (e deveria continuar) como uma espécie de reality-show virtual, eu penso. Sinto saudades da época que era assim. Acho que as pessoas tem medo de serem sinceras e se tornarem odiadas, então resolvem expor somente aquilo que acham legal ou correto, porque os blogs, assim como um reality show, são espaços onde quem arrisca uma exposição sincera, sempre corre o risco de sofrer rejeição e aprendi que rejeição é algo que o ser humano não consegue lidar numa boa. Todo mundo quer ser amado e admirado, esse é o grande desejo de todos.
E esse fenômeno acontece até mesmo nas redes sociais, onde eu noto que o pessoal fica tão preocupado em parecer culto, bem informado e politicamente correto, investem tanto na criação de uma personagem, um alter ego daquilo que realmente são, que acabam passando uma imagem completamente diversa daquela do mundo real. Eu leio algumas coisas e fico pensando: Quantas dessas pessoas são realmente da maneira como você imagina lendo o que eles escrevem? Sinceramente, não dá para acreditar em tanta bondade junta num lugar só. Não que ser bom é algo vergonhoso. Não é, mas... Será que esse bando que gente que só falta receber um decreto do Vaticano para se tornarem santos, realmente é real? Não sei.
Só sei que, às vezes, esses santos construídos de bits e bites são provocados e acabam descendo de seus altares, mostrando a verdadeira face humana por trás daquela virtual, cuidadosamente construída para os seus leitores e amigos virtuais. E, desculpem a opinião, mas ela é sincera: Nem sempre essa face é agradável como aquela que imaginamos. Só com anos de terapia para entender isso, mas sinceramente, algumas vezes esse mundo virtual realmente me enjoa.
Blogs pessoais subvertem isso, então eles estão invariavelmente se extinguindo. O mais indicado é criar um blog temático, porque nesses casos é mais fácil manter a neutralidade.
Confesso que esse blog mesmo, quando surgiu, era para ser sobre cinema e literatura, duas paixões minhas, mas descobri que isso demanda muito tempo e pesquisa, coisas que eu, infelizmente, tenho cada vez menos a minha disposição. Para falar a verdade, acho que a culpa é, um pouco, da minha preguiça. Ando com preguiça de pesquisar, de procurar passar uma informação correta, revisar texto, etc.
Daí pensei: Bem, então foda-se, né? O meu blog é, como diz o nome, sobre mil coisas, inclusive sobre minha vida pessoal. :)
Então, se eu quiser escrever sobre uma bobagem que aconteceu durante o meu dia, qual o problema? Nenhum. Escrevo o que quero, lê quem quer. Os blogs surgiram (e deveria continuar) como uma espécie de reality-show virtual, eu penso. Sinto saudades da época que era assim. Acho que as pessoas tem medo de serem sinceras e se tornarem odiadas, então resolvem expor somente aquilo que acham legal ou correto, porque os blogs, assim como um reality show, são espaços onde quem arrisca uma exposição sincera, sempre corre o risco de sofrer rejeição e aprendi que rejeição é algo que o ser humano não consegue lidar numa boa. Todo mundo quer ser amado e admirado, esse é o grande desejo de todos.
E esse fenômeno acontece até mesmo nas redes sociais, onde eu noto que o pessoal fica tão preocupado em parecer culto, bem informado e politicamente correto, investem tanto na criação de uma personagem, um alter ego daquilo que realmente são, que acabam passando uma imagem completamente diversa daquela do mundo real. Eu leio algumas coisas e fico pensando: Quantas dessas pessoas são realmente da maneira como você imagina lendo o que eles escrevem? Sinceramente, não dá para acreditar em tanta bondade junta num lugar só. Não que ser bom é algo vergonhoso. Não é, mas... Será que esse bando que gente que só falta receber um decreto do Vaticano para se tornarem santos, realmente é real? Não sei.
Só sei que, às vezes, esses santos construídos de bits e bites são provocados e acabam descendo de seus altares, mostrando a verdadeira face humana por trás daquela virtual, cuidadosamente construída para os seus leitores e amigos virtuais. E, desculpem a opinião, mas ela é sincera: Nem sempre essa face é agradável como aquela que imaginamos. Só com anos de terapia para entender isso, mas sinceramente, algumas vezes esse mundo virtual realmente me enjoa.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
Romance classe C
Murilo era um sujeito romântico. Curtia escrever poesias, fazer serenatas sob as janelas e chorar por amor... Era um moço muito sensível, sabe? Algumas meninas amavam aquilo, outras achavam ele meio afeminado, porém entre todas, uma em especial cativou seu coração: Maria Cândida. Ou Candinha, como era conhecida entre os amigos em comum.
Murilo conheceu Candinha num desses finais de semana prolongados na Praia Grande e imediatamente se apaixonou por sua beleza loura e pura. Namoraram durante 18 meses até o dia em que Candinha, cansada de tanta sensibilidade, poesias e pouco sexo, trocou Murilo por um Motoboy tatuado e bem-dotado.
Murilo surtou por dias! Bebeu, chorou, quebrou garrafas pelo quarto em acessos de fúria impotente, escreveu poesias, compôs uma canção falando sobre sua dor. Nada! Candinha nem se tocou. Ela estava maravilhada com a potência sexual do novo namorado e queria que Murilo se danasse. “A fila anda”, costumava dizer.
Um dia, Murilo decidiu castigar Candinha. Inspirado em Romeu & Julieta, cometeria suicídio e ela se sentiria muito mal por desprezá-lo para ficar com aquele pit-boy de subúrbio. O plano era tomar um frasco inteiro de remédios pra dormir na frente do apartamento da ingrata. Quando ela acordasse de manhã e se deparasse com seu corpo inerte barrando a porta, finalmente compreenderia quem era seu único e verdadeiro amor, mas então seria tarde e ela nunca mais se livraria do arrependimento por desprezá-lo.
Horas depois, no escuro hall do apartamento de Candinha, bêbado e trôpego, Murilo chegou, chorou, chamou por Candinha e finalmente cantou todas as músicas em italiano do Renato Russo. Finalizou o concerto romântico cantando Purple Rain, do Prince, e depois engoliu todos os comprimidos possíveis com o auxilio de um conhaque barato. Horror! Horror! Só um amor não correspondido explicaria tamanha vontade de se inflingir a tamanho sofrimento. Porém, o que Murilo não sabia é que na pressa de executar seu plano de vingança, ele havia trocado as três cartelas de um potente sonífero de sua mãe por três cartelas de lactopurga 3mg que sua avó usava quando sentia que os intestinos não estavam trabalhando muito bem.
Candinha? Ela nem ouviu a música, tampouco não encontrou de manhã o corpo de Murilo barrando sua porta. Estava ocupada demais desfrutando o feriadão na praia, tatuando o corpo na lojinha clandestina de um amigo do namorado e praticando todas as modalidades de sexo possíveis e imagináveis. No caminho de volta, com os seios esmagados pelo contato com as costas quentes do namorado, sentia-se destruída fisicamente, mas feliz. Quando voltou para casa, parou na farmácia para comprar Vagisil, fio dental e pastilhas para dor de garganta e soube por comentários de terceiros que um doido tentou suicídio no condomínio onde morava.
Aparentemente um mendigo doido foi encontrado por vizinhos, desmaiado e fedendo feito cano de esgoto entupido, sobre uma poça de vômito e fezes. E, por azar, logo no mesmo andar de seu apartamento. "Ih, credo, só espero que já tenham limpado tudo", pensou ela enquanto fazia uma careta de nojo e caminhava em direção a saída da farmácia.
Quanto ao Murilo, depois que levaram ele para o hospital e fizeram uma lavagem estomacal (embora ele já não tivesse mais nada no estômago), ficou no soro até o efeito dos remédios purgativos passarem. Segundo sua avó comentou com as vizinhas, o jovem teve diárreia fortíssima por mais de dois dias, mas depois de receber alta do HC, estava feliz. Converteu-se e hoje é cantor de coral numa Igreja Evangélica. Namora uma enfermeira do hospital, uma moça chamada Adélia, aproximadamente 1,68 cm, simpática e dona de um buço mais espesso que suas sobrancelhas. Nobody is perfect, porque Carminha também não depilava a virilha.
Hoje Murilo está feliz, Adélia está feliz, Claudião e Candinha estão felizes, até a velhinha, avó de Murilo está feliz. Agora ela toma aquele iogurte que fazem propaganda na TV e o seu intestino funciona direitinho. Ela nem sente falta dos comprimidinhos de purgante. Ah, como a vida é boa...
Né?! :)
Murilo conheceu Candinha num desses finais de semana prolongados na Praia Grande e imediatamente se apaixonou por sua beleza loura e pura. Namoraram durante 18 meses até o dia em que Candinha, cansada de tanta sensibilidade, poesias e pouco sexo, trocou Murilo por um Motoboy tatuado e bem-dotado.
Murilo surtou por dias! Bebeu, chorou, quebrou garrafas pelo quarto em acessos de fúria impotente, escreveu poesias, compôs uma canção falando sobre sua dor. Nada! Candinha nem se tocou. Ela estava maravilhada com a potência sexual do novo namorado e queria que Murilo se danasse. “A fila anda”, costumava dizer.
Um dia, Murilo decidiu castigar Candinha. Inspirado em Romeu & Julieta, cometeria suicídio e ela se sentiria muito mal por desprezá-lo para ficar com aquele pit-boy de subúrbio. O plano era tomar um frasco inteiro de remédios pra dormir na frente do apartamento da ingrata. Quando ela acordasse de manhã e se deparasse com seu corpo inerte barrando a porta, finalmente compreenderia quem era seu único e verdadeiro amor, mas então seria tarde e ela nunca mais se livraria do arrependimento por desprezá-lo.
Horas depois, no escuro hall do apartamento de Candinha, bêbado e trôpego, Murilo chegou, chorou, chamou por Candinha e finalmente cantou todas as músicas em italiano do Renato Russo. Finalizou o concerto romântico cantando Purple Rain, do Prince, e depois engoliu todos os comprimidos possíveis com o auxilio de um conhaque barato. Horror! Horror! Só um amor não correspondido explicaria tamanha vontade de se inflingir a tamanho sofrimento. Porém, o que Murilo não sabia é que na pressa de executar seu plano de vingança, ele havia trocado as três cartelas de um potente sonífero de sua mãe por três cartelas de lactopurga 3mg que sua avó usava quando sentia que os intestinos não estavam trabalhando muito bem.
Candinha? Ela nem ouviu a música, tampouco não encontrou de manhã o corpo de Murilo barrando sua porta. Estava ocupada demais desfrutando o feriadão na praia, tatuando o corpo na lojinha clandestina de um amigo do namorado e praticando todas as modalidades de sexo possíveis e imagináveis. No caminho de volta, com os seios esmagados pelo contato com as costas quentes do namorado, sentia-se destruída fisicamente, mas feliz. Quando voltou para casa, parou na farmácia para comprar Vagisil, fio dental e pastilhas para dor de garganta e soube por comentários de terceiros que um doido tentou suicídio no condomínio onde morava.
Aparentemente um mendigo doido foi encontrado por vizinhos, desmaiado e fedendo feito cano de esgoto entupido, sobre uma poça de vômito e fezes. E, por azar, logo no mesmo andar de seu apartamento. "Ih, credo, só espero que já tenham limpado tudo", pensou ela enquanto fazia uma careta de nojo e caminhava em direção a saída da farmácia.
Quanto ao Murilo, depois que levaram ele para o hospital e fizeram uma lavagem estomacal (embora ele já não tivesse mais nada no estômago), ficou no soro até o efeito dos remédios purgativos passarem. Segundo sua avó comentou com as vizinhas, o jovem teve diárreia fortíssima por mais de dois dias, mas depois de receber alta do HC, estava feliz. Converteu-se e hoje é cantor de coral numa Igreja Evangélica. Namora uma enfermeira do hospital, uma moça chamada Adélia, aproximadamente 1,68 cm, simpática e dona de um buço mais espesso que suas sobrancelhas. Nobody is perfect, porque Carminha também não depilava a virilha.
Hoje Murilo está feliz, Adélia está feliz, Claudião e Candinha estão felizes, até a velhinha, avó de Murilo está feliz. Agora ela toma aquele iogurte que fazem propaganda na TV e o seu intestino funciona direitinho. Ela nem sente falta dos comprimidinhos de purgante. Ah, como a vida é boa...
Né?! :)
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
No fim das contas, o homem não é fruto somente da influência de terceiros nem do meio em que vive, nem dos livros que lê e menos ainda dos filmes que assiste.
Somos criação de nós mesmos: Nós escolhemos o que falar, vestir, assistir, ler, aprender, assimilar, imitar, etc.
O mundo externo é apenas um pretexto para sermos do jeito que queremos ser . Nós escolhemos e decidimos o que vai nos influenciar ou não, porque a opção de discordar da maioria sempre existiu. Se você tem opinião diferente e não a expressa por medo de ser excluído da maioria e isso o deixa infeliz e insatisfeito consigo, bem, a culpa não é do mundo, apenas sua.
Colocar a culpa ou o mérito por você ser ou estar nessa ou naquela situação, seja ela boa ou ruim em alguém mais além de si próprio é fuga da realidade.
Se você é desse tipo, procure o analista mais próximo e boa sorte. Você vai precisar.
Somos criação de nós mesmos: Nós escolhemos o que falar, vestir, assistir, ler, aprender, assimilar, imitar, etc.
O mundo externo é apenas um pretexto para sermos do jeito que queremos ser . Nós escolhemos e decidimos o que vai nos influenciar ou não, porque a opção de discordar da maioria sempre existiu. Se você tem opinião diferente e não a expressa por medo de ser excluído da maioria e isso o deixa infeliz e insatisfeito consigo, bem, a culpa não é do mundo, apenas sua.
Colocar a culpa ou o mérito por você ser ou estar nessa ou naquela situação, seja ela boa ou ruim em alguém mais além de si próprio é fuga da realidade.
Se você é desse tipo, procure o analista mais próximo e boa sorte. Você vai precisar.
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Retórica banana
Bicho, se existe uma coisa que me incomoda na internet brazuca é isso: Aqui tudo na base do ataque ‘ad hominen’ e outras falácias e recursos retóricos ultra-manjados: "Você discorda de mim? Então você é burro, mau-caráter, brigou com o Zequinha no recreio e eu não quero mais falar com você."
É assim que funciona... ¬¬'
E olhe que não é só um ou outro blogueiro que age dessa maneira. Se peneirar bem numa peneira de furos finos não escapa um, inclusive aqueles que sentaram sobre os próprios textículos (sic) e se julgam formadores de opinião e exemplos de tolerância e convivência. “Todos sem exceção usam desavergonhadamente a velha tática da falácia ‘ad hominen” para atacar seus desafetos, desde jornalistas rancorosos e magoados com os ex-patrões, passando por pseudo-celebridades buscando a porta de saída do ostracismo, até donas-de-casa desocupadas que não tem mais o que fazer e resolvem escrever um blog para as amigas lerem.
No Brasil é assim, somos um país de (homens e mulheres) bananas, que discutem política (e outros assuntos sérios) como discutem futebol e carnaval: com o coração no lugar do cérebro.
É assim que funciona... ¬¬'
E olhe que não é só um ou outro blogueiro que age dessa maneira. Se peneirar bem numa peneira de furos finos não escapa um, inclusive aqueles que sentaram sobre os próprios textículos (sic) e se julgam formadores de opinião e exemplos de tolerância e convivência. “Todos sem exceção usam desavergonhadamente a velha tática da falácia ‘ad hominen” para atacar seus desafetos, desde jornalistas rancorosos e magoados com os ex-patrões, passando por pseudo-celebridades buscando a porta de saída do ostracismo, até donas-de-casa desocupadas que não tem mais o que fazer e resolvem escrever um blog para as amigas lerem.
No Brasil é assim, somos um país de (homens e mulheres) bananas, que discutem política (e outros assuntos sérios) como discutem futebol e carnaval: com o coração no lugar do cérebro.
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domingo, 27 de maio de 2012
Sozinha na noite
Lembrava-se perfeitamente da primeira vez que aconteceu. Estava sozinha. A mente vazia, os olhos fechados. Quebrando o silêncio do quarto, apenas o barulho monótono do tic-tac do relógio na parede. No resto da casa nada se ouvia, apenas o barulho suave de sua respiração atestava a presença de um ser vivo dentro daquela casa, daquele quarto.Todos haviam saído e deixado ela ali, sozinha. Eles não se importavam, ela também. Deixou-se ficar inerte, deitada de bruços na cama. Pensou que, talvez, se ficasse apenas ouvindo o barulho suave do vento soprando lá fora, se dissolveria sobre aqueles lençóis brancos de linho, como se fosse uma tênue neblina se dissipando a luz da manhã. Será que já estava se dissolvendo? Esfregou as mãos sobre os braços gelados e riu baixinho. Lógico que não estava se dissolvendo. Pessoas não se dissolvem, apenas ficam pensando coisas sem sentido.
De repente, decidiu: Sairia naquele momento. De nada adiantaria ficar ali, reverenciando a memória de um amor abortado. Ainda pensando nisso, levantou-se da cama e tomou uma chuveirada rápida. Depois sentou frente ao espelho e passaram os cremes mais caros, os perfumes mais sofisticados pelo corpo. Do outro lado, uma garota pálida e de cabelos escuros a olhava, trágica.
Levantou-se, foi até o guarda roupa e vestiu uma lingerie de renda preta, meias de nylon modelo sete-oitavos e ligas. Por cima de tudo, colocou o vestido, também preto. Desses que toda mulher tem no guarda-roupa e informalmente chama de “pretinho básico”. Estava de luto, não estava? Luto por algo que foi sem nunca ter sido.
O “pretinho básico” em questão era um vestido de mangas curtas, sem decote. Deixava apenas as costas completamente expostas. Austero por quem o olhasse de frente, surpreendente ousado para quem olhasse de costas, o vestido era a verdadeira imagem da contestação à sobriedade insinuada pelo corte austero.
Ao perceber que as alças do sutiã ficariam aparentes naquele vestido, decidiu tirá-lo. Seios livres. Afinal de contas, o que importa? Eles eram pequenos e firmes e definitivamente não chamariam a atenção. Ou chamariam? Combinavam com o meu perfil pequeno e delicado.
Jogou a peça descartada sobre a cama e sentou-se novamente em frente ao espelho. Os cabelos, o que fazer com eles? Eram lisos e longos, castanho-escuros. Resolveu prendê-los num coque sóbrio, penteado típico de mulher casada. Nem sua avó usava coque nos dias atuais, mas mesmo assim, resolveu optar por esse tipo de penteado. A maquiagem... O que usar?Optou por usar apenas um batom clarinho.
Quando terminou e olhou-se no espelho, não se reconheceu e chorou. Quem era aquela ninfa triste e sombria, uma jovem de 22 anos, com corpo de boneca e rosto de Madonna? Sua pele clara brilhava em contraste com o vestido escuro e dos olhos castanho-escuros brotavam agonia líquida. A dor ainda estava ali e era imensa.
Apagou a luz e desceu para a rua. Na calçada, sentiu uma umidade no rosto. Chorava; os cabelos muito finos, soltos do coque, voavam agora ao sabor do vento. Uma brilhante nuvem de fibras de queratina flutuando ao redor do seu rosto.
Acenou para os carros que passavam. Queria um táxi? Uma carona? Queria dar para o primeiro que aparecesse? Queria redenção? Não sabia. Um carro parou. Ela entrou e antes o motorista falasse alguma coisa, disse: “Me tira daqui, por favor. Depois a gente conversa...”
Minutos depois o carro partiu cantando os pneus. As luzes das lanternas traseiras não demoraram a se misturar com as luzes dos outros carros, transformando-se apenas em dois pontos vermelhos entre tantos outros. Nesse momento, uma fina garoa começou a cair, tornado a paisagem borrada e difusa. Ali, na rua, no meio de tantos anônimos e pontos de luz desfocados pelas gotas de chuva, finalmente ela se dissolveria, perdendo a identidade e deixando de ser quem era.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Polemistas Sem Esperança
A propaganda em si é de uma pretensão patética, já que parte do pressuposto de ensinar algo a mulher comum que ela não sabe. Agora eu pergunto: Por acaso eu, ou você ( seja mulher ou usuário de calcinha), que lê esse post, precisa realmente de dicas sobre como conduzir uma conversa ou seduzir alguém? Essas dicas funcionarão da maneira como a propaganda dá a entender que funcionarão? Não sei. Porém, acho que a maioria que está lendo esse texto vai responder que não, tenho certeza. Outra pretensão do comercial é a humorística, aquela baseada em preconceitos e lugares comuns ingênuos e baratos, daqueles que assombram humorísticos de TV em noites de sábado e finais de semana. Bem, estamos no Brasil, né? Esperar senso de humor “britânico”, quando o que rola é pastelão e gags estreladas por tipos estereotipados usando bordão é esperar de mais.
Que a propaganda é preconceituosa, não há como discordar. Homens e mulheres batem seus carros todos os dias, muitos homens e mulheres estouram os limites de seus cartões de crédito todos os meses, então ela é preconceituosa por vários motivos, mas o principal é aquele que coloca a mulher na posição de manipuladora (ingênua) de uma situação hipotética e mostra o homem como um ser tosco, burro e incapaz de processar uma notícia quando vê uma fêmea semi-nua na sua frente. Sim, existem homens que se deixam levar por uma oportunidade de fazer sexo e sim, existem mulheres que exploram isso. Porém, nem todos são assim, ou seja, a propaganda ofende os dois gêneros, mas... Perá lá, os humorísticos de TV, novelas e filmes fazem isso direto e reto e até agora ninguém pensou em proibi-los, então qual é o problema? As calcinhas são ruins? Dão alergia? Eles prometeram que elas criariam a ilusão de ótica de transformar minha tia Cotinha em uma magérrima loira de olhos claros e peitos gigantes, uma típica “mulher brasileira”? Ah tá...
Vou te dizer o que me chateia nessa história toda, o que me chateia é viver em um país onde se proíbe comercial em TV, porque algumas pessoas ficaram ofendidas com o que se mostra nele e acham, não sei baseadas em qual pressuposto, que publicidade deve seguir ideologias políticas. Tenho medo da postura autoritária dessas pessoas que querem liberar a prática do aborto, mas por outro lado acham perfeitamente normal o Estado, através de um órgão regulador, “cassar” os direitos alheios, porque eles vão de encontro às suas ideologias. Para mim, desejar ou colaborar para a restrição da publicidade e divulgação de idéias, mesmo aquelas que divergem drasticamente das nossas, é algo profundamente antidemocrático e que sempre carrega um ranço ditatorial. Não gosto, não aprovo e não posso querer isso, mesmo achando o tal comercial uma grande bobagem.
O problema desse pessoal que fica reclamando de propaganda na TV é que eles não entenderam ainda que a prioridade do marketing é vender um produto. O comercial não está ali para defender ideologias sejam elas “de esquerda” ou “de direita”, menos ainda algo tipo “direitos humanos” ou dos animais. Uma propaganda de casacos de pele ou de carro com bancos de couro, por exemplo, está pouco se lixando para os direitos dos animais; uma propaganda de calcinha ou de cerveja, teoricamente, não se importará em reforçar um estereótipo machista, tampouco. Isso te incomoda? Pois é, me incomoda às vezes, mas como eu vivo em um sistema capitalista, tenho que suportar o moço da feira gritar para mim que “moça bonita não paga, mas também não leva”. Porém, justamente por saber que vivo em um sistema capitalista, eu sei que a forma mais eficiente de se protestar contra esse tipo de desrespeito é justamente não comprar a marca anunciada.
E finalmente, não entenda que esse post é uma forma de tentar proibi-lo(a) de reclamar quando vê, ouve ou lê algo que discorda. É seu direito fazer isso, assim como é seu direito ficar de mimimi no blog ou no Twitter, porque não gostou de uma ou outra propaganda ou programa de TV, mas saiba que isso só serve como forma de propaganda indireta e, no caso da propaganda de calcinha, só reforça minhas suspeitas de que essa polêmica toda foi esperada pelos idealizadores da campanha e, quem sabe, contabilizada. Porque nunca se falou tanto no nome dessas calcinhas e no fato do comercial “daquela modelo famosa” ter sido proibido, como tem se falado ultimamente.
Quer dizer... Mesmo suspenso, o comercial continua gerando publicidade indireta em torno da marca. Virou uma espécie de meme e nem precisa mais da TV para se propagar. Porque você acha que não citei no nome dessas calcinhas até agora nesse texto?
------------------------
Update: quando falei sobre essa polêmica ser esperada e contabilizada, obviamente estava falando sobre os idealizadores do comercial, lógico. E isso fica claro nos parágrafos seguintes. Obviamente não preciso ensinar interpretação de texto p/ ninguém. Espero.
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sábado, 30 de julho de 2011
Construção de um Mito: Morrer aos Vinte e Sete
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca
| Amy Winehouse (*1983 - +2011) |
A morte de Amy Winehouse, por exemplo, trouxe para a berlinda a discussão sobre o uso de drogas e o conceito de viver intensamente. Uso de drogas, liberação e descriminalização são assuntos chatos, que eu acho um pé no saco, mas o conceito de vida “intensa” me é simpático, então vou dar minha opinião – que não vale nem dois tostões – sobre o que penso a respeito e vou usar o que aconteceu com Miss Amy Winehouse para isso (com todo respeito devido à sua memória e ao luto da família).
Seguinte, eu e você estamos cientes, imagino, que boa parte de nossos conhecidos, de certa forma, já usaram ou estão prestes a usar algum tipo de droga na vida: legal ou ilegal. Cigarros, bebidas alcoólicas e remédios são considerados “drogas legais”, já as ilegais, todo mundo sabe mais ou menos quais são, então eu acho que não preciso falar sobre elas aqui. Já uma celebridade como Amy Winehouse usou, eu imagino, boa parte delas, mas pagou um preço alto por isso. Afinal de contas, morrer para mim é a pior coisa que pode acontecer a alguém. Se a vida de “drogadita” de Amy valeu a pena? Não sei, só a Amy poderia responder isso e ela já não está mais entre nós para dizer o que pensa sobre o assunto. Outros ídolos do Rock/Pop mundial também usaram drogas legais ou foram vítimas delas: Michael Jackson morreu por conta do uso de um anestésico potentíssimo; Marilyn Monroe morreu, porque tomou comprimidos para dormir, num suicídio que até hoje alimenta teorias da conspiração sobre sua morte; tantos outros famosos já morreram ou foram internados por conta de overdose no uso de algum tipo de droga legal ou ilegal, mas eu pergunto: E daí?
Quem somos nós para julgá-los, quem somos nós para endeusá-los ou justificá-los? Somos ninguém e, como liberal, eu acredito que nossos conceitos sobre o que é certo e errado podem, no máximo serem aplicados a nós mesmos e, quando muito, transmitidos aos nossos filhos.
Muita gente julgou Amy, muita gente condenou Amy, porém, pior que ficar “moralizando” em cima da morte dela é dar a essa morte uma importância maior que a merecida. Essa história de dizer que Amy viveu intensamente e por isso morreu aos vinte e sete anos é glamourizar o aspecto da vida dela que não deveria ser glamourizado. Não porque esse aspecto é "imoral" ou "errado", mas porque é irrelevante. Milhares (ou milhões, sei lá) de pessoas morrem por vários motivos em todas as fases da vida, outros vivem (ou sobrevivem) e é assim que o mundo funciona. Nossa percepção de certo e errado, vida intensa ou morte indigna são apenas conceitos, nada mais. E no meu conceito de “vida intensa” se apoia basicamente em uma coisa: o amor. Quem ama, vive intensamente e fim de papo.
Lógico que quem pode julgar se sua vida é intensa e satisfatória é somente você, então, não importa viver sete, quinze, vinte e sete ou cento e quarenta anos, o que importa é estar satisfeito, saciado, completo. Já eu norteio minha vida pelo amor e, para mim,o que importa é amar. Um amor como aquele que Florbela Espanca fala sobre, nesse poema que abre esse texto: Amar só por amar, amar a todos e ao mesmo tempo não amar ninguém (em especial), porque para mim, o sentindo da vida é esse, o amor. E no meu conceito de vida intensa, se Amy amou e soube se fazer amada, então sua vida, mesmo curta, valeu a pena. A fama meteórica, o talento, o uso de drogas, o álcool, a morte precoce aos vinte e sete anos foram apenas detalhes insignificantes (sob meu ponto de vista) de sua biografia, uma construção midiática para divulgar e vender um mito, mais um entre tantos.
Morrer aos vinte e sete não faz de ninguém um ser especial, um exemplo de vida “intensa” ou talento “destruidor”. Também não é a “chave de ouro” que encerra a história de alguém que soube escolher melhor que eu, você ou uma miríade de pessoas consideradas medíocres, seja porque nunca terão a oportunidade de ganhar o premio Grammy Awards 2011, ou seja porque estamos entre aqueles que consideram comer sem culpa um "pão quentinho com manteiga, acompanhado de café" uma das coisas mais deliciosas da vida (e é, acredite). Como eu já disse e volto a repetir, morrer jovem em consequência de uma overdose é apenas um detalhe biográfico, porque afinal de contas, se observarmos bem, encontraremos tantos outros mitos do Rock/Pop, muito mais famosos que Amy, que já beberam, fumaram e treparam mais que eu, você e Amy Winehouse juntas e estão por aí, sessentões, alguns deles ainda fazendo sucesso. "Morrer jovem em decorrência de uma vida intensa" é o escambau.
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sábado, 16 de julho de 2011
Smells Like Teen Spirit
Dia 13 de Julho foi o Dia Mundial do Rock e eu passei o dia ouvindo o acústico do Nirvana e pensando como os ídolos do rock, pelo menos aqueles que mais se sobressaíram, tiveram vidas curtas e trágicas: Jim Morrison, Janis Joplin, Brian Jones, Jimmy Hendrix... Todos morreram jovens. O próprio Elvis, se a gente considerar bem, também morreu muito cedo. Ele tinha apenas quarenta e dois anos, caralho. :)
Daí você coloca um mp3 com uma música da Janis para tocar e não tem como não se emocionar com aquela voz, aquele sentimento, e então se conscientizar que aquela pessoa não existe mais, que o único resquício de sua presença nesse mundo é agora sua voz, imortalizada naquela música. E nesse exato momento eu sou tomada por aquele doce sentimento de nostalgia, sentindo saudades de um tempo que não volta mais, como se tivesse vivido aquilo, como se o passado fosse realmente melhor que o presente ou sei lá. Pensando de uma certa maneira, talvez até tenha sido, mas a certeza nunca é definitiva. Porém o sentimento de nostalgia persiste. Aquela vontade de ouvir de novo músicas que nunca foram tocadas e refrões que nunca foram cantados insiste em invandir minhas lembranças emocionais. Daí eu fico pensando: Será que mais alguém no mundo se sente assim como eu?
Às vezes eu me sinto a criatura mais estranha da face da Terra.
Daí você coloca um mp3 com uma música da Janis para tocar e não tem como não se emocionar com aquela voz, aquele sentimento, e então se conscientizar que aquela pessoa não existe mais, que o único resquício de sua presença nesse mundo é agora sua voz, imortalizada naquela música. E nesse exato momento eu sou tomada por aquele doce sentimento de nostalgia, sentindo saudades de um tempo que não volta mais, como se tivesse vivido aquilo, como se o passado fosse realmente melhor que o presente ou sei lá. Pensando de uma certa maneira, talvez até tenha sido, mas a certeza nunca é definitiva. Porém o sentimento de nostalgia persiste. Aquela vontade de ouvir de novo músicas que nunca foram tocadas e refrões que nunca foram cantados insiste em invandir minhas lembranças emocionais. Daí eu fico pensando: Será que mais alguém no mundo se sente assim como eu?
Às vezes eu me sinto a criatura mais estranha da face da Terra.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
A fé não precisa de justificativa.
Vamos fazer um exercício mental. Imagine que, de repente, um grande sinal da existência divina fosse dado aos homens e Deus aparecesse diante de nós. Não diante de um, dois ou apenas um grupo específico, mas diante de toda humanidade. Como e de que forma ele apareceria não importa, imagine que ele se manifestasse em um local de grande movimentação e, durante um ano inteiro, todos tivessem acesso à divindade. Programas de TV, revistas, jornais e toda a mídia fariam matérias e entrevistas exclusivas com o Todo Poderoso e elas seriam traduzidas em todas as línguas. Imagine que durante esse fenômeno, cientistas famosos e renomados, céticos contumazes, ateus, crentes de todas as religiões, tivessem a oportunidade de conversar, tirar dúvidas e até mesmo confrontar a divindade. Imagine o impacto que isso teria em nossa sociedade: científico, filosófico, político, religioso... Imagine que diante de prova tão “material” da existência divina, todo o ceticismo se extinguisse, assim como todas as religiões e todos os questionamentos sobre como, onde, porque estamos aqui; imagine que essa experiência única desse lugar a somente uma única e onipresente fé, uma única religião, um único rito, um único povo, um mundo sem guerras, solidário, que essa experiência mudasse toda nossa sociedade de uma forma drástica, mas para melhor. Imagine que depois de um ano, Deus dissesse, “agora não me manifestarei tão fisicamente em seu universo, vocês já sabem porque estão aqui e o que quero de vocês, lembrem-se do que viveram nesses 365 dias e do que conversamos, passem essa experiência para seus filhos e netos, etc.”
Agora vamos fazer outro tipo de exercício. Vamos imaginar o que aconteceria com o mundo, depois que a divindade deixasse de ser uma presença “física” em nosso universo. Eu, por exemplo, tenho quase certeza que num primeiro momento, os homens, todos os homens perseverariam juntos, seguindo a nova revelação, mantendo a unidade, o mundo evoluiria, se tornaria mais coeso, talvez alguns ramos científicos entrassem em decadência, mas no geral, eu imagino que o mundo se tornaria melhor.
Porém, conhecendo a natureza humana como eu conheço, eu tenho quase certeza que a medida em que as gerações se sucedessem, começariam a aparecer dissidências, as dúvidas, os questionamentos. Surgiriam aqueles que, insatisfeitos como rumo e com a doutrina religiosa e científica estabelecida, logo começariam a questioná-las e, confrontados, não tardariam a se tornar dissidêntes, criando uma nova. E, quanto mais o tempo passasse, mais e mais dissidentes e pessoas duvidando dos fatos ocorridos no passado apareceriam e, mesmo diante de provas como vídeos e gravações, ainda assim passariam a duvidar se aquela experiência vivida por seus antepassados seria realmente algo que devesse ser levado à sério. No campo religioso, eu imagino que esse questionamento aconteceria ainda mais rápido. Sem dúvida não faltariam aqueles que atribuiriam à experiência a influências malignas, ou até mesmo, quem sabe, extraterrestres. Surgiriam teorias conspiratórias mil e, gradativamente, nesse mundo futuro hipotético, as coisas voltariam a ser como eram antes. Alguns homens acreditando, outros duvidando e, outros ainda, acreditando à sua maneira. Voltariam a brigar, a perseguir aqueles que refutam os dogmas estabelecidos, ou que simplesmente não querem seguí-los, etc.
Isso sem dúvida alguma aconteceria, porque o espírito humano é assim: Questionador, iconoclasta e rebelde. Portanto, eu, apesar de ser uma pessoa que acredita numa Entidade Superior, ou Deus, como muitos gostam de nomeá-lo, não vejo importância nenhuma em discussões onde se questiona a existência real desse ser. Só sei que para mim ele é real e é isso que importa. Ele é real, porque eu quero que seja assim e assim quero que seja. Ponto final. Eu SEI que ninguém pode provar que algo que está além do nosso universo existe, nem empiricamente, nem fisicamente, mas também, da mesma maneira, não pode provar que não existe.
E, mesmo se provasse a existência ou inexistência, isso não mudaria nada para muita gente, porque, como eu contei na história acima, esses argumentos, ou "provas" logo seriam questionadas, colocadas em dúvida, desacreditadas (até hoje existem pessoas que duvidam que o homem foi até a Lua e mostram “provas” de suas teorias).
O que muda nossa vida é a fé (ou falta dela). Simplesmente é a fé que faz diferença em nossas vidas.
E ter fé, não é como acreditam muitos ateus que eu conheço, sinônimo de certeza, mas de esperança. Se eu creio em Deus e creio nele sempre como uma influência positiva em minha vida (porque do contrário isso não faria sentido), eu creio porque quero crer; porque tenho esperança. Tem gente que não precisa de fé, para viver suas vidas, estão felizes e eu entendo e aceito isso. Porém, para aqueles que ainda acreditam que ter fé é ter certeza da existência divina, deixa eu falar que é exatamente o contrário. Não temos certeza de nada. Apenas acreditamos e temos esperança. Só isso. Não é algo sobrenatural, mas é exercício mental e, ao mesmo tempo espiritual: Ter fé é um exercício diário e, olha, eu sei o que estou falando. Tem que "malhar" para acreditar e malhar muito. Porque é muito mais fácil duvidar. Quando eu não acreditava, certamente eu levava uma vida menos complicada e, de certa forma, até mais feliz. Porém, um dia, eu decidi que faltava essa experiência na minha vida, a experiência de ter fé, de acreditar, mesmo quando algo, ou muita coisa, parece dizer exatamente o contrário.
Não creio em Deus, porque temo a morte. Medo da morte todo mundo tem e, nem por isso, todos saem por aí tornando-se exemplos pios e morais das religiões que dizem seguir, nem se convertem em exemplos morais, pelo contrário (embora existam casos de conversões verdadeiras). Por outro lado, o fato de você não crer em transcendência ou divindade, não faz de você melhor ou pior que eu, nem o contrário. Todo e qualquer argumento nesse sentido acaba se revelando falácia e isso é fato. Veja bem, eu creio, você não crê, ambos morreremos e, se você estiver certo, certamente você não desfrutará de seu triunfo; nem eu amargarei minha decepção. A morte física é o fim da existência física e em alguns casos, soa para alguns indivíduos como uma boa nova de libertação, não como uma sentença condenatória.
Só sei que para mim a vida é um jogo e crentes e ateus apostam em cartas opostas, blefam bastante durante a partida, mas o final do jogo, pelo menos nesse plano que vivemos, todos sabem, sejam crentes ou ateus: É a morte. Porém, existe a carta da fé, que só os crentes possuem. Ela é uma espécie de coringa e só vale se a partida continuar, depois desse primeiro jogo. Se o blefe dos crentes estiver certo, os ateus perdem definitivamente e amargarão o que estiver por vir. Se o blefe dos ateus ganhar o jogo, crentes e ateus perdem, porque aos ateus será retirada o prazer do seu triunfo. A morte física zera tudo e iguala todos, sábios e tolos, crentes e ateus, ignorantes e inteligentes, em um único rebanho de condenados. Game over.
A proposta do ateísmo me parece “pobre” demais. Eu não gosto de perder, eu jogo para ganhar e ganhar sempre. E estou aqui, troquei as cartas e agora blefo desavergonhadamente na esperança de existir algo mais, algo além desse mundo físico em que vivemos. Porque, me desculpe, mas não quero passar a eternidade, que é algo infinito, amargando a rejeição aquilo que eu deveria ter buscado e aceitado durante minha curta vida sobre a Terra, só isso. E depois, eu sou ambiciosa.
A perspectiva de existir, apenas por existir é pouco, é simplória, pobre demais. E eu detesto pobreza. Viver sessenta, oitenta, cem anos de vida farta e feliz é pouco, se isso satisfaz você, ouquei, eu respeito, mas eu quero mais, eu quero viver eternamente, eu quero transcender. Então, todos os dias, eu faço um exercício de fé, eu quero acreditar que transcendemos o plano físico, que há algo além e que esse algo que está além será bom, será melhor do que a maior felicidade que eu possa viver aqui.
Porém, ao contrário do que alguns amigos ateus podem imaginar, a fé não me trouxe certezas, me trouxe sim muitas dúvidas, mais até do que aquelas que eu tinha quando me julgava incrédula ou cética. Porém a fé me trouxe também a esperança, que se não for a própria fé travestida de sentimento, deve ser sua irmã ou sua mãe. E esperança, às vezes consola, outras vezes ilude, mas faz mais bem que mal.
Dizem que quando Joana D’Arc estava para ser amarrada a fogueira, sozinha, afastada dos amigos, humilhada físicamente de várias maneiras que não posso nem mencionar aqui nesse texto, tentaram convencê-la a abjurar de suas visões, renegando tudo o que acreditava e pelo qual havida lutado durante sua curta vida. Diziam para ela algo do tipo: “Sua tola, você está só, o que lhe restou?” e a heroína francesa, que futuramente seria santificada, respondeu com toda a dignidade que lhe restava: “Ainda resta a Esperança...”
É por isso que eu não debato crença religiosa, nem a falta delas. Acho toda e qualquer discussão nesse sentido improdutiva, com uso de técnicas argumentativas falaciosas que muitas vezes escapam ao entendimento de uma maiora e não levam ninguém a lugar algum. É como ter uma visão. Na realidade não importa a visão em si, mas como você reagirá a ela. Se um crente ouve “deus” falar com ele, acreditará ter recebido uma “revelação”; se for um ateu, acreditará sofrer de uma crise esquizofrênica. É isso. A questão não é provar, a questão é aceitar a prova e o que essa aceitação vai fazer em sua vida. Um ateu chega e diz, numa provocação primária: “onde está seu Deus agora? Prove que ele existe.” Pois eu afirmo, conheço gente que, mesmo se alguém dissesse, "ele está aqui, vou apresentá-lo" e assim o fizesse; o próximo questionamento seria: “Duvido que esse cara aí é Deus, cadê as credenciais dele?” Tudo muito sacal, desculpem, essa postura neo-ateísta de gente que não acredita em Deus, mas lê horóscopo e amuletos da sorte, não me parece sincera, mas ilusória.
Qualquer tipo de doutrinação é algo muito cansativo e improdutivo, porque tentar convencer alguém de algo, quanto a pessoa se recusa a aceitar, ou o contrário, tentar convencer alguém de que algo não existe, quando ela crer acreditar, não leva a lugar algum. Por isso, caros amigos, tudo o que posso dizer mais sobre esse assunto é: Senta aí, pegue suas cartas, um bom copo de bebida, acenda um cigarro e vamos jogar. Jogar no sentido de viver sua vida segundo sua fé, ou falta dela, porque, afinal de contas, todos sabemos como termina a primeira partida, mas nunca sabemos quanto tempo vai durar o jogo.
Vamos curtir e esperar se teremos revanche...Ou não.
Agora vamos fazer outro tipo de exercício. Vamos imaginar o que aconteceria com o mundo, depois que a divindade deixasse de ser uma presença “física” em nosso universo. Eu, por exemplo, tenho quase certeza que num primeiro momento, os homens, todos os homens perseverariam juntos, seguindo a nova revelação, mantendo a unidade, o mundo evoluiria, se tornaria mais coeso, talvez alguns ramos científicos entrassem em decadência, mas no geral, eu imagino que o mundo se tornaria melhor.
Porém, conhecendo a natureza humana como eu conheço, eu tenho quase certeza que a medida em que as gerações se sucedessem, começariam a aparecer dissidências, as dúvidas, os questionamentos. Surgiriam aqueles que, insatisfeitos como rumo e com a doutrina religiosa e científica estabelecida, logo começariam a questioná-las e, confrontados, não tardariam a se tornar dissidêntes, criando uma nova. E, quanto mais o tempo passasse, mais e mais dissidentes e pessoas duvidando dos fatos ocorridos no passado apareceriam e, mesmo diante de provas como vídeos e gravações, ainda assim passariam a duvidar se aquela experiência vivida por seus antepassados seria realmente algo que devesse ser levado à sério. No campo religioso, eu imagino que esse questionamento aconteceria ainda mais rápido. Sem dúvida não faltariam aqueles que atribuiriam à experiência a influências malignas, ou até mesmo, quem sabe, extraterrestres. Surgiriam teorias conspiratórias mil e, gradativamente, nesse mundo futuro hipotético, as coisas voltariam a ser como eram antes. Alguns homens acreditando, outros duvidando e, outros ainda, acreditando à sua maneira. Voltariam a brigar, a perseguir aqueles que refutam os dogmas estabelecidos, ou que simplesmente não querem seguí-los, etc.
Isso sem dúvida alguma aconteceria, porque o espírito humano é assim: Questionador, iconoclasta e rebelde. Portanto, eu, apesar de ser uma pessoa que acredita numa Entidade Superior, ou Deus, como muitos gostam de nomeá-lo, não vejo importância nenhuma em discussões onde se questiona a existência real desse ser. Só sei que para mim ele é real e é isso que importa. Ele é real, porque eu quero que seja assim e assim quero que seja. Ponto final. Eu SEI que ninguém pode provar que algo que está além do nosso universo existe, nem empiricamente, nem fisicamente, mas também, da mesma maneira, não pode provar que não existe.
E, mesmo se provasse a existência ou inexistência, isso não mudaria nada para muita gente, porque, como eu contei na história acima, esses argumentos, ou "provas" logo seriam questionadas, colocadas em dúvida, desacreditadas (até hoje existem pessoas que duvidam que o homem foi até a Lua e mostram “provas” de suas teorias).
O que muda nossa vida é a fé (ou falta dela). Simplesmente é a fé que faz diferença em nossas vidas.
E ter fé, não é como acreditam muitos ateus que eu conheço, sinônimo de certeza, mas de esperança. Se eu creio em Deus e creio nele sempre como uma influência positiva em minha vida (porque do contrário isso não faria sentido), eu creio porque quero crer; porque tenho esperança. Tem gente que não precisa de fé, para viver suas vidas, estão felizes e eu entendo e aceito isso. Porém, para aqueles que ainda acreditam que ter fé é ter certeza da existência divina, deixa eu falar que é exatamente o contrário. Não temos certeza de nada. Apenas acreditamos e temos esperança. Só isso. Não é algo sobrenatural, mas é exercício mental e, ao mesmo tempo espiritual: Ter fé é um exercício diário e, olha, eu sei o que estou falando. Tem que "malhar" para acreditar e malhar muito. Porque é muito mais fácil duvidar. Quando eu não acreditava, certamente eu levava uma vida menos complicada e, de certa forma, até mais feliz. Porém, um dia, eu decidi que faltava essa experiência na minha vida, a experiência de ter fé, de acreditar, mesmo quando algo, ou muita coisa, parece dizer exatamente o contrário.
Não creio em Deus, porque temo a morte. Medo da morte todo mundo tem e, nem por isso, todos saem por aí tornando-se exemplos pios e morais das religiões que dizem seguir, nem se convertem em exemplos morais, pelo contrário (embora existam casos de conversões verdadeiras). Por outro lado, o fato de você não crer em transcendência ou divindade, não faz de você melhor ou pior que eu, nem o contrário. Todo e qualquer argumento nesse sentido acaba se revelando falácia e isso é fato. Veja bem, eu creio, você não crê, ambos morreremos e, se você estiver certo, certamente você não desfrutará de seu triunfo; nem eu amargarei minha decepção. A morte física é o fim da existência física e em alguns casos, soa para alguns indivíduos como uma boa nova de libertação, não como uma sentença condenatória.
Só sei que para mim a vida é um jogo e crentes e ateus apostam em cartas opostas, blefam bastante durante a partida, mas o final do jogo, pelo menos nesse plano que vivemos, todos sabem, sejam crentes ou ateus: É a morte. Porém, existe a carta da fé, que só os crentes possuem. Ela é uma espécie de coringa e só vale se a partida continuar, depois desse primeiro jogo. Se o blefe dos crentes estiver certo, os ateus perdem definitivamente e amargarão o que estiver por vir. Se o blefe dos ateus ganhar o jogo, crentes e ateus perdem, porque aos ateus será retirada o prazer do seu triunfo. A morte física zera tudo e iguala todos, sábios e tolos, crentes e ateus, ignorantes e inteligentes, em um único rebanho de condenados. Game over.
A proposta do ateísmo me parece “pobre” demais. Eu não gosto de perder, eu jogo para ganhar e ganhar sempre. E estou aqui, troquei as cartas e agora blefo desavergonhadamente na esperança de existir algo mais, algo além desse mundo físico em que vivemos. Porque, me desculpe, mas não quero passar a eternidade, que é algo infinito, amargando a rejeição aquilo que eu deveria ter buscado e aceitado durante minha curta vida sobre a Terra, só isso. E depois, eu sou ambiciosa.
A perspectiva de existir, apenas por existir é pouco, é simplória, pobre demais. E eu detesto pobreza. Viver sessenta, oitenta, cem anos de vida farta e feliz é pouco, se isso satisfaz você, ouquei, eu respeito, mas eu quero mais, eu quero viver eternamente, eu quero transcender. Então, todos os dias, eu faço um exercício de fé, eu quero acreditar que transcendemos o plano físico, que há algo além e que esse algo que está além será bom, será melhor do que a maior felicidade que eu possa viver aqui.
Porém, ao contrário do que alguns amigos ateus podem imaginar, a fé não me trouxe certezas, me trouxe sim muitas dúvidas, mais até do que aquelas que eu tinha quando me julgava incrédula ou cética. Porém a fé me trouxe também a esperança, que se não for a própria fé travestida de sentimento, deve ser sua irmã ou sua mãe. E esperança, às vezes consola, outras vezes ilude, mas faz mais bem que mal.
Dizem que quando Joana D’Arc estava para ser amarrada a fogueira, sozinha, afastada dos amigos, humilhada físicamente de várias maneiras que não posso nem mencionar aqui nesse texto, tentaram convencê-la a abjurar de suas visões, renegando tudo o que acreditava e pelo qual havida lutado durante sua curta vida. Diziam para ela algo do tipo: “Sua tola, você está só, o que lhe restou?” e a heroína francesa, que futuramente seria santificada, respondeu com toda a dignidade que lhe restava: “Ainda resta a Esperança...”
É por isso que eu não debato crença religiosa, nem a falta delas. Acho toda e qualquer discussão nesse sentido improdutiva, com uso de técnicas argumentativas falaciosas que muitas vezes escapam ao entendimento de uma maiora e não levam ninguém a lugar algum. É como ter uma visão. Na realidade não importa a visão em si, mas como você reagirá a ela. Se um crente ouve “deus” falar com ele, acreditará ter recebido uma “revelação”; se for um ateu, acreditará sofrer de uma crise esquizofrênica. É isso. A questão não é provar, a questão é aceitar a prova e o que essa aceitação vai fazer em sua vida. Um ateu chega e diz, numa provocação primária: “onde está seu Deus agora? Prove que ele existe.” Pois eu afirmo, conheço gente que, mesmo se alguém dissesse, "ele está aqui, vou apresentá-lo" e assim o fizesse; o próximo questionamento seria: “Duvido que esse cara aí é Deus, cadê as credenciais dele?” Tudo muito sacal, desculpem, essa postura neo-ateísta de gente que não acredita em Deus, mas lê horóscopo e amuletos da sorte, não me parece sincera, mas ilusória.
Qualquer tipo de doutrinação é algo muito cansativo e improdutivo, porque tentar convencer alguém de algo, quanto a pessoa se recusa a aceitar, ou o contrário, tentar convencer alguém de que algo não existe, quando ela crer acreditar, não leva a lugar algum. Por isso, caros amigos, tudo o que posso dizer mais sobre esse assunto é: Senta aí, pegue suas cartas, um bom copo de bebida, acenda um cigarro e vamos jogar. Jogar no sentido de viver sua vida segundo sua fé, ou falta dela, porque, afinal de contas, todos sabemos como termina a primeira partida, mas nunca sabemos quanto tempo vai durar o jogo.
Vamos curtir e esperar se teremos revanche...Ou não.
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domingo, 5 de junho de 2011
Conto: Relacionamento Virtual
Certa vez, no Twitter, eu seguia certa pessoa, conhecida das antigas e mandei um reply discordando dela. A resposta veio na forma meio desaforada (e inesperada), algo que me surpreendeu um pouco, mas relevei. Porém confesso que na hora eu me senti como um cachorro que ao latir cordialmente para alguém conhecido leva um chute na boca. Saca? Pois é... Levei uma voadora de coturno no focinho. Caim, Caim...
Pensei que certamente tal pessoa estava num mal dia, sei lá, e, tal como o cão, eu não me importei, porque eu, tal como um cão (no caso, cadela), tolero muita cagada de quem eu gosto, sejam eles pessoas virtuais ou reais. Além do mais, sempre tive tal pessoa em alto conceito; achava ela tolerante, centrada, aberta ao diálogo, etc. Porém, pelo jeito, as coisas estavam mudando e mudando em relação a mim. Ouquei, até aí, cada galho no seu macaco (sic), não vou ficar aqui julgando ninguém, até porque, mesmo achando a nova postura da pessoa meio deslumbradinha e alienante, o direito de escolha inerente a todos deve ser sempre respeitado, quando muito, lamentado.
Um belo dia de sol, eu descubro que a tal pessoa fez outro perfil, secreto, e chamou só as amigue(sic) pra lá. Fechou a porta com cadeadinho e eu fiquei de fora, com cara de cu. Novamente aquela sensação desagradável, tal qual a do cachorro cujo dono muda de casa e o deixa para trás, abandonado. Ainda assim, não me ofendi, mas também desencanei e deixei de seguir o outro perfil, o que era público, porque, afinal de contas, se não fui convidada, não quero fazer parte de nenhum clubinho, cujo dono não me aceite como sócia. Um belo dia, descubro que a tal pessoa abriu o perfil, aquele do cadeado. Oh, que legal, fui até lá ler (porque eu não tenho muita vergonha na cara), mas mesmo assim eu não segui, porque... Né? Vergonha na cara aqui é pouca, mas mesmo assim nós trabalhamos.
Hoje eu tive a certeza que já deu. Fui lá, no perfil da pessoa stalkear, um stalkeamento do bem, lógico, e li uma conversa bem alienante e maniqueísta, dessas que dividem o mundo entre “nós” e “eles”, que eu simplesmente detesto. Nesse momento a imagem idealizada que eu tinha construído e que estava cheia de frestas e rachaduras, desmoronou completamente e eu finalmente percebi por trás dela o discurso vazio de alguém que nada tem a me acrescentar, pelo contrário. Naquele exato momento, tudo o que senti foi vergonha por mim e por ela, só isso. Tudo o que eu pensava era: “mas que merda eu estou fazendo aqui?” e “porquê ainda insisto em ler o que essa pessoa escreve?”.
Então, o quê posso dizer que aprendi com essa história? Que não era para ser? Realmente não era (e a pessoa percebeu isso bem antes de mim, para minha completa vergonha e mérito dela).
Deixei de existir para ela há muito tempo e não havia percebido. Hoje ela deixou de existir para mim... E ela vai continuar não percebendo.
Pensei que certamente tal pessoa estava num mal dia, sei lá, e, tal como o cão, eu não me importei, porque eu, tal como um cão (no caso, cadela), tolero muita cagada de quem eu gosto, sejam eles pessoas virtuais ou reais. Além do mais, sempre tive tal pessoa em alto conceito; achava ela tolerante, centrada, aberta ao diálogo, etc. Porém, pelo jeito, as coisas estavam mudando e mudando em relação a mim. Ouquei, até aí, cada galho no seu macaco (sic), não vou ficar aqui julgando ninguém, até porque, mesmo achando a nova postura da pessoa meio deslumbradinha e alienante, o direito de escolha inerente a todos deve ser sempre respeitado, quando muito, lamentado.
Um belo dia de sol, eu descubro que a tal pessoa fez outro perfil, secreto, e chamou só as amigue(sic) pra lá. Fechou a porta com cadeadinho e eu fiquei de fora, com cara de cu. Novamente aquela sensação desagradável, tal qual a do cachorro cujo dono muda de casa e o deixa para trás, abandonado. Ainda assim, não me ofendi, mas também desencanei e deixei de seguir o outro perfil, o que era público, porque, afinal de contas, se não fui convidada, não quero fazer parte de nenhum clubinho, cujo dono não me aceite como sócia. Um belo dia, descubro que a tal pessoa abriu o perfil, aquele do cadeado. Oh, que legal, fui até lá ler (porque eu não tenho muita vergonha na cara), mas mesmo assim eu não segui, porque... Né? Vergonha na cara aqui é pouca, mas mesmo assim nós trabalhamos.
Hoje eu tive a certeza que já deu. Fui lá, no perfil da pessoa stalkear, um stalkeamento do bem, lógico, e li uma conversa bem alienante e maniqueísta, dessas que dividem o mundo entre “nós” e “eles”, que eu simplesmente detesto. Nesse momento a imagem idealizada que eu tinha construído e que estava cheia de frestas e rachaduras, desmoronou completamente e eu finalmente percebi por trás dela o discurso vazio de alguém que nada tem a me acrescentar, pelo contrário. Naquele exato momento, tudo o que senti foi vergonha por mim e por ela, só isso. Tudo o que eu pensava era: “mas que merda eu estou fazendo aqui?” e “porquê ainda insisto em ler o que essa pessoa escreve?”.
Então, o quê posso dizer que aprendi com essa história? Que não era para ser? Realmente não era (e a pessoa percebeu isso bem antes de mim, para minha completa vergonha e mérito dela).
Deixei de existir para ela há muito tempo e não havia percebido. Hoje ela deixou de existir para mim... E ela vai continuar não percebendo.
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sábado, 4 de junho de 2011
Iconoclastias: Intimidade, cultura, sensualidade...Tudo no banheiro.
Gael Garcia Bernal pelado e sentado em uma latrina? Estou perto de entrar em combustão espontânea de tanto desejo e... Not. Pára tudo!
Alguém por favor me explica o quê de excitante existe nessas imagens que mostram celebridades simulando suas atividades fisiológicas mais básicas? Porque, né, eu posso até entender gente que se excita com cenas de filmes onde o cara tira a bingola das calças e dá aquela mijada básica. Entendo, mas também não acho graça, porém se excitar com um sujeito cagando? Poxa. Isso é muito kinky para minha cabeça.E o moço ainda está com uma revistinha na mão, reparem bem...
Olhando essa foto, eu fiquei aqui, divagando: Será que é uma Sexy? Uma Playboy? Ou será que é uma daquelas revistinhas que o povão no Brasil costuma chamar de catecismo? Meu Deus, aquele tipo que seu irmão, namorado, noivo ou até mesmo marido, costumava levar para o banheiro escondido para se masturbarem quando eram adolescentes. Será?! E se for, qual o objetivo dessa foto, qual o contexto dela? Jesus! Procurei no oráculo e não achei o contexto dessa foto, será que alguém sabe? Será que é cena de algum filme? Enfim, se descobrir me conte. Estou desesperada de curiosidade.
Agora, mudando um pouco de assunto, essa história de fazer leituras no banheiro já é tradição entre algumas pessoas. Eu sei que tem gente que tem toda uma tradição de leituras no banheiro, conheço pessoas que levam o notebook para o banheiro, outros o iphone.
Eu, por exemplo, já namorei um carinha que lia Proust no banheiro, imagina o drama. Você lá, esperando impacientemente sua vez de entrar para tomar o banho matinal, escovar os dentes, passar seus creminhos e o sujeito socado na latrina com o bendito livro no colo, lendo, enquanto ao mesmo tempo choca a “criança” que acabou de “parir”. E todo aquele “aroma” impregnando o ar ao redor... Nhé! :)
Lembro também de uma certa repórter de TV dizendo em uma entrevista que as pessoas quando fossem morar juntas deveriam só comer rosas e beber perfume, tudo para não quebrar o clima de romance pela manhã. Realmente, imagino que descobrir que a Cinderella, ou o Principe Charming, tem prisão de ventre e gases não deve ser muito romântico ou agradável, mas faz parte da vida, né? Comer, rezar, amar... E cagar. Tirando rezar, o resto é tudo processo natural. Ahaha.... Talvez até a fé seja um processo natural, né? Vai saber... Porém o momento activia é o único que incomoda um pouco nessa lista. O ser humano é cheio de não-me-toques.
Quanto a mim, desculpem, eu aceito muita coisa, mas mesmo sendo o Gael Garcia Bernal cagando e lendo no meu banheiro, não dá para não achar a atitude meio freak: cagar e ler ao mesmo tempo. E, olha, eu tenho tara antiga no Gael desde o tempo em que assisti “Y tu mamá también”; lembro que na época eu achei ele o maior pitelzinho e fiquei um bom tempo imaginando cenas eróticas entre nós dois; cenas no banheiro com ele não faltaram, mas só no chuveiro ou em uma banheira de espuma, ahah.
Só desanimei um pouco das minhas fantasias com Gael, depois que descobri que o homem era quase um anão de jardim. Sério, ele tem 1,68 cm de altura. Nada hoje contra baixinhos; alguns, eu sei disso, tem até seu charme, mas eu sou quase sete centímetros mais alta que o Gael. Para uma adolescente, naquela época, isso foi um banho de água fria em suas fantasias românticas. Não iria ornar.
Porque escrevi isso? Sei lá, falta de assunto, ou talvez porque eu goste de escrever sobre banalidades. Falar sobre coisas comuns e até mesmo meio escatológicas é uma forma de desmistificá-las. E depois eu gosto de ser um pouco iconoclasta mesmo, quebrar regras, superar paradigmas. Se acostume comigo, baby, é o meu jeitinho.
Alguém por favor me explica o quê de excitante existe nessas imagens que mostram celebridades simulando suas atividades fisiológicas mais básicas? Porque, né, eu posso até entender gente que se excita com cenas de filmes onde o cara tira a bingola das calças e dá aquela mijada básica. Entendo, mas também não acho graça, porém se excitar com um sujeito cagando? Poxa. Isso é muito kinky para minha cabeça.E o moço ainda está com uma revistinha na mão, reparem bem...
Olhando essa foto, eu fiquei aqui, divagando: Será que é uma Sexy? Uma Playboy? Ou será que é uma daquelas revistinhas que o povão no Brasil costuma chamar de catecismo? Meu Deus, aquele tipo que seu irmão, namorado, noivo ou até mesmo marido, costumava levar para o banheiro escondido para se masturbarem quando eram adolescentes. Será?! E se for, qual o objetivo dessa foto, qual o contexto dela? Jesus! Procurei no oráculo e não achei o contexto dessa foto, será que alguém sabe? Será que é cena de algum filme? Enfim, se descobrir me conte. Estou desesperada de curiosidade.
Agora, mudando um pouco de assunto, essa história de fazer leituras no banheiro já é tradição entre algumas pessoas. Eu sei que tem gente que tem toda uma tradição de leituras no banheiro, conheço pessoas que levam o notebook para o banheiro, outros o iphone.
Eu, por exemplo, já namorei um carinha que lia Proust no banheiro, imagina o drama. Você lá, esperando impacientemente sua vez de entrar para tomar o banho matinal, escovar os dentes, passar seus creminhos e o sujeito socado na latrina com o bendito livro no colo, lendo, enquanto ao mesmo tempo choca a “criança” que acabou de “parir”. E todo aquele “aroma” impregnando o ar ao redor... Nhé! :)
Lembro também de uma certa repórter de TV dizendo em uma entrevista que as pessoas quando fossem morar juntas deveriam só comer rosas e beber perfume, tudo para não quebrar o clima de romance pela manhã. Realmente, imagino que descobrir que a Cinderella, ou o Principe Charming, tem prisão de ventre e gases não deve ser muito romântico ou agradável, mas faz parte da vida, né? Comer, rezar, amar... E cagar. Tirando rezar, o resto é tudo processo natural. Ahaha.... Talvez até a fé seja um processo natural, né? Vai saber... Porém o momento activia é o único que incomoda um pouco nessa lista. O ser humano é cheio de não-me-toques.
Quanto a mim, desculpem, eu aceito muita coisa, mas mesmo sendo o Gael Garcia Bernal cagando e lendo no meu banheiro, não dá para não achar a atitude meio freak: cagar e ler ao mesmo tempo. E, olha, eu tenho tara antiga no Gael desde o tempo em que assisti “Y tu mamá también”; lembro que na época eu achei ele o maior pitelzinho e fiquei um bom tempo imaginando cenas eróticas entre nós dois; cenas no banheiro com ele não faltaram, mas só no chuveiro ou em uma banheira de espuma, ahah.
Só desanimei um pouco das minhas fantasias com Gael, depois que descobri que o homem era quase um anão de jardim. Sério, ele tem 1,68 cm de altura. Nada hoje contra baixinhos; alguns, eu sei disso, tem até seu charme, mas eu sou quase sete centímetros mais alta que o Gael. Para uma adolescente, naquela época, isso foi um banho de água fria em suas fantasias românticas. Não iria ornar.
Porque escrevi isso? Sei lá, falta de assunto, ou talvez porque eu goste de escrever sobre banalidades. Falar sobre coisas comuns e até mesmo meio escatológicas é uma forma de desmistificá-las. E depois eu gosto de ser um pouco iconoclasta mesmo, quebrar regras, superar paradigmas. Se acostume comigo, baby, é o meu jeitinho.
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Medo
De todos os sentimentos que acompanham o homem desde o seu nascimento até a sua morte, nenhum tem sido mais onipresente que o medo.
Os homens já nascem com medo, coitados, chorando aterrorizados ao serem retirados do ventre materno para um mundo que é ao mesmo tempo belo e aterrorizante. Daí para frente, a existência torna-se uma sucessão caótica de acontecimentos assustadores contra o qual lutam durante toda vida.
Quando criança o homem teme o escuro e os monstros imaginários que se escondem debaixo da cama. Crescido, o homem continua temendo, porque não conhece ou, porque não entende ou, porque, talvez, não ame verdadeiramente.
O homem teme amar acima de todas as coisas e se entrega uma orgia de prazeres venais para fugir do medo de sentir medo. O homem tem medo de ser esquecido e por isso passa a vida inteira em busca de reconhecimento, mesmo que seja póstumo e, por medo, constrói monumentos maravilhosos e dedica cada minuto do seu dia à busca de reconhecimento, qualquer um, mesmo que seja efêmero.
Por medo o homem mata, por medo o homem impõe a força sua vontade sobre outras criaturas, por medo o homem faz guerras e destrói, por medo o homem erra incessantemente. Apesar que o medo de errar também entra no rol dos terrores que atormentam o homem.
O homem constrói catedrais e templos aos deuses, mas se mantém longe desses monumentos, temendo que sejam armadilhas; o homem desperdiça seu curto tempo, venerando ou desprezando de longe o desconhecido, por medo; o homem teme se engajar a uma causa, qualquer uma; ou, por medo, se engaja demais, deturpando o que deveria ser belo e admirável.
O homem teme se olhar no espelho e ver refletido ali sua vergonha; o homem teme olhar para dentro de si e descobrir a existência um abismo tão profundo e escuro, que o próprio infinito parece pequeno diante de tal vazio.
O homem tem medo de sentir fome, de ficar doente , de ser abandonado e, talvez por isso, busca todo tempo acumular riquezas para vencer o medo da indigência. Porém, quando percebe, se encontra à mercê do medo de perder aquilo que conquistou.
O homem teme a solidão e, encontrando um amigo, teme que esse amigo lhe roube aquilo que considera mais precioso.
O homem tem medo de amar e, amando, tem medo de perder e, perdendo, tem medo de amar de novo. O homem teme o ciclo dos dias que lhe consome o tempo e lhe rouba a vida. O homem geralmente teme a morte e, se não a teme, teme a desonra do fim ignomioso . O homem teme...
O que tem sido a vida do homem, a nossa vida, senão uma sucessão de temores?
Os homens já nascem com medo, coitados, chorando aterrorizados ao serem retirados do ventre materno para um mundo que é ao mesmo tempo belo e aterrorizante. Daí para frente, a existência torna-se uma sucessão caótica de acontecimentos assustadores contra o qual lutam durante toda vida.
Quando criança o homem teme o escuro e os monstros imaginários que se escondem debaixo da cama. Crescido, o homem continua temendo, porque não conhece ou, porque não entende ou, porque, talvez, não ame verdadeiramente.
O homem teme amar acima de todas as coisas e se entrega uma orgia de prazeres venais para fugir do medo de sentir medo. O homem tem medo de ser esquecido e por isso passa a vida inteira em busca de reconhecimento, mesmo que seja póstumo e, por medo, constrói monumentos maravilhosos e dedica cada minuto do seu dia à busca de reconhecimento, qualquer um, mesmo que seja efêmero.
Por medo o homem mata, por medo o homem impõe a força sua vontade sobre outras criaturas, por medo o homem faz guerras e destrói, por medo o homem erra incessantemente. Apesar que o medo de errar também entra no rol dos terrores que atormentam o homem.
O homem constrói catedrais e templos aos deuses, mas se mantém longe desses monumentos, temendo que sejam armadilhas; o homem desperdiça seu curto tempo, venerando ou desprezando de longe o desconhecido, por medo; o homem teme se engajar a uma causa, qualquer uma; ou, por medo, se engaja demais, deturpando o que deveria ser belo e admirável.
O homem teme se olhar no espelho e ver refletido ali sua vergonha; o homem teme olhar para dentro de si e descobrir a existência um abismo tão profundo e escuro, que o próprio infinito parece pequeno diante de tal vazio.
O homem tem medo de sentir fome, de ficar doente , de ser abandonado e, talvez por isso, busca todo tempo acumular riquezas para vencer o medo da indigência. Porém, quando percebe, se encontra à mercê do medo de perder aquilo que conquistou.
O homem teme a solidão e, encontrando um amigo, teme que esse amigo lhe roube aquilo que considera mais precioso.
O homem tem medo de amar e, amando, tem medo de perder e, perdendo, tem medo de amar de novo. O homem teme o ciclo dos dias que lhe consome o tempo e lhe rouba a vida. O homem geralmente teme a morte e, se não a teme, teme a desonra do fim ignomioso . O homem teme...
O que tem sido a vida do homem, a nossa vida, senão uma sucessão de temores?
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
She's got Bette Davis Eyes
![]() |
| Bette Davis e seu olhar blasé |
Outra coisa que contribui para a confusão, suspeito eu, é a aura construída em torno de Bette Davis. Atriz talentosíssima, Bette Davis tinha aquela expressão, aquele olhar blasé, típico das pessoas consideradas pelos outros como arrogantes e (erroneamente) más. Oras, pensando bem a arrogância não é uma característica somente dos maus, mas dos bons, principalmente. Quer dizer, dos bons entre aspas, ok? Aquele tipo que meu avô costumava denominar como “santarrão”, gente que volta e meia precisa se afirmar por todos os meios possíveis, se jactando de sua virtude, sua bondade, sua... “santidade”. É como se eles precisassem recitar certos mantras para conseguir convencer os outros e a eles mesmos daquilo que tanto afirmam publicamente. Porém, o santarrão jamais é explícito - mesmo quando se jacta de sua superioridade - e a boa e velha arrogância, aquela que é para valer mesmo, precisa ser explícita para ser levada em consideração pelos críticos.
Dia desses, eu assisti o filme “All About Eve” e, confesso, me identifiquei demais com a personagem de Bette Davis, Margot Channing. Não que alguém tenha se aproximado de mim para usufruir da minha suposta popularidade, embora algumas pessoas ( na internet mesmo), já tentaram fazer algo parecido em "vidas" passadas. Porém, relevem isso, porque eu já relevei. Apenas mencionei para criar um ponto de referência. Voltando ao assunto do filme, eu me identifiquei com Margot/ Bette, porque tal como elas eu também tenho aquela expressão, aquele olhar que foi imortalizado em uma música famosa da década de 1980 (*). Pelo menos já me disseram isso antes e não tenho porquê duvidar da pessoa que fez essa afirmação, já que ela fez isso mais como crítica do que como elogio. Mas como sou arrogante, feito Bette Davis, eu assumi a crítica como elogio e continuei minha vida. :)
E se você acha que ter “Bette Davis Eyes” é algo legal, deixa eu te falar uma coisa: na maioria das vezes é, porém, deixa eu falar outra coisa: Também não é nada fácil.
Não é fácil, porque os homens até se deixam seduzir pelas Bette Davis, mas sonham mesmo é em ficar com as Marilyns Monroes. Porque Marilyn é doce e bela, Bette é forte e independente; Marilyn vai satisfazer todas as vontades deles, ser submissa, enquanto Bette vai escravizá-los à sua vontade. Pelo menos é isso o que pensam...
Resumindo, os homens temem Bette, sentem-se poderosos com Marilyn. Bette pensa e, muito embora não tenha aquela beleza infantil e graciosa (ser Bette Davis não é sinônimo de ser extremamente bela e sexy), a mulher "Bette Davis" sabe se impor, se fazer querida, ficar extremamente charmosa e até mesmo, ora veja, bela. Porém esse tipo de mulher pode ser sarcástica ou irônica em algumas ocasiões, e isso sinaliza que ela tem atividade neuronal dentro da caixa craniana. E mulher que tem atividade neural, costuma não se deixar conduzir, tal como uma dócil égua em um galope matinal pelas campinas do Rio Grande. E o medo de ser atirado com a cara no chão acaba condenando a mulher Bette Davis a momentos de solidão dignos de uma mulher "Greta Garbo".
Porém eu até entendo eles, acho que se o homem tem uma personalidade fraca, nada o assusta mais do que a sensação de que perdeu o controle sobre sua companheira. E ao lado de uma mulher "Bette Davis", os homens em geral sabem (ou pressentem) que no máximo dividirão o controle, nunca serão donos dele. E nada é tão ou mais assustador que isso. Pelo menos para uma parcela significativa do mundo masculino.
____________
* Bette Davis Eyes: Lógico que essa comparação não é de minha autoria, já que a própria música fala sobre esse tipo de olhar/mulher/whatever. E, embora hoje, depois de saber o contexto em que essa comparação foi aplicada a mim, eu até concorde em parte com ela, quero deixar claro que mesmo que a comparação fosse minha e isso parecesse arrogante para alguns leitores "caga-regras", sempre é bom deixar claro que o blog é meu e, se quiser, aqui eu me comparo até a Jesus Cristo, se isso for necessário para explicar algo que sinto. E, embora tantos já tenham se comparado a Jesus, como, por exemplo, o ex- presidente desse país, inclusive, deixo ainda claro o seguinte: Sim, você não é obrigado(a) a concordar comigo; sim, tudo o que afirmo aqui é problema meu e; sim, isso não é da conta de ninguém.
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Mutatis Mutandis
No Youtube existe um documentário da History Channel que gosto muito chamada “Life After People”. Não sei se vocês conhecem ( já falei sobre ela no blog antigo), mas essa série mostra teoricamente o que aconteceria com nossos monumentos, casas, cidades, etc. caso o homem desaparecesse da face da Terra.
Quando assisti pela primeira vez, fiquei fascinada pelos vídeos que mostravam o desaparecimento total de qualquer rastro de nossa civilização sobre a face da Terra em poucos milênios ou em apenas uma Era geológica. Apenas na Lua, talvez, caso não acontecesse uma catástrofe astronômica, sobrariam as marcas da nossa civilização (as pegadas de Armstrong, a bandeira norte-americana e o modulo lunar que o levou até lá). Pensar sobre isso, sobre o quanto somos passageiros no Universo, é um exercício de humildade e, também, um chamado a reflexão: Somos venais, somos frágeis. Nosso desaparecimento, enquanto indivíduos, despertaria no máximo a falta e saudades de uns poucos e, depois, seríamos totalmente esquecidos. Relegados no máximo a uma tênue lembrança do passado.
Nada é eterno, exceto a mudança. O universo, a vida, tudo o que conhecemos e que provavelmente viermos a conhecer no futuro estão sempre em constante transformação e, conosco, as coisas não seriam diferentes. Apesar de querermos, desejarmos e ansiarmos ardentemente pelo contrário, as mudanças são inevitáveis. Existe forte dentro de nós o desejo da perpetuação dos bons momentos, dos amores ardentes, dos sentimentos mais queridos, mas esquecemos que se não somos eternos. E, se não somos eternos, porque nossos sentimentos seriam?
Infelizmente, alguém que você admira ou ama de paixão hoje, pode se tornar alguém que só desperta indiferença amanhã. Isso já aconteceu comigo tantas vezes e certamente acontecerá de novo. E com você também, mesmo que não queira.
Pensar sobre isso, às vezes é triste, outras vezes não. É também um pouco deprimente, porém é um exercício necessário para descobrir, ou se conformar já que a vida não é estática.
Tudo é mudança, tudo é transformação. Os momentos felizes vão se tornar no futuro boas lembranças ou, infelizmente, serão completamente esquecidos. Por outro lado, também existe também o lado bom das coisas serem assim, porque de certa maneira você aprende que o sofrimento também não é eterno, que ele também vai passar e ser substituído por outra coisa, talvez algo bom: Experiência, superação, sabedoria.
Um dia, no futuro, talvez você se pegue rindo muito de um acontecimento desagradável do presente. E isso dá forças para continuarmos vivendo, apesar de tudo. Viver é ter esperança, esperança de que a mudança que fatalmente virá será para melhor e, se não for, ela também, um dia, se tornará passado e será fatalmente esquecida.
Quando assisti pela primeira vez, fiquei fascinada pelos vídeos que mostravam o desaparecimento total de qualquer rastro de nossa civilização sobre a face da Terra em poucos milênios ou em apenas uma Era geológica. Apenas na Lua, talvez, caso não acontecesse uma catástrofe astronômica, sobrariam as marcas da nossa civilização (as pegadas de Armstrong, a bandeira norte-americana e o modulo lunar que o levou até lá). Pensar sobre isso, sobre o quanto somos passageiros no Universo, é um exercício de humildade e, também, um chamado a reflexão: Somos venais, somos frágeis. Nosso desaparecimento, enquanto indivíduos, despertaria no máximo a falta e saudades de uns poucos e, depois, seríamos totalmente esquecidos. Relegados no máximo a uma tênue lembrança do passado.
Nada é eterno, exceto a mudança. O universo, a vida, tudo o que conhecemos e que provavelmente viermos a conhecer no futuro estão sempre em constante transformação e, conosco, as coisas não seriam diferentes. Apesar de querermos, desejarmos e ansiarmos ardentemente pelo contrário, as mudanças são inevitáveis. Existe forte dentro de nós o desejo da perpetuação dos bons momentos, dos amores ardentes, dos sentimentos mais queridos, mas esquecemos que se não somos eternos. E, se não somos eternos, porque nossos sentimentos seriam?
Infelizmente, alguém que você admira ou ama de paixão hoje, pode se tornar alguém que só desperta indiferença amanhã. Isso já aconteceu comigo tantas vezes e certamente acontecerá de novo. E com você também, mesmo que não queira.
Pensar sobre isso, às vezes é triste, outras vezes não. É também um pouco deprimente, porém é um exercício necessário para descobrir, ou se conformar já que a vida não é estática.
Tudo é mudança, tudo é transformação. Os momentos felizes vão se tornar no futuro boas lembranças ou, infelizmente, serão completamente esquecidos. Por outro lado, também existe também o lado bom das coisas serem assim, porque de certa maneira você aprende que o sofrimento também não é eterno, que ele também vai passar e ser substituído por outra coisa, talvez algo bom: Experiência, superação, sabedoria.
Um dia, no futuro, talvez você se pegue rindo muito de um acontecimento desagradável do presente. E isso dá forças para continuarmos vivendo, apesar de tudo. Viver é ter esperança, esperança de que a mudança que fatalmente virá será para melhor e, se não for, ela também, um dia, se tornará passado e será fatalmente esquecida.
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