terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O lado oculto da Lua

Em agosto de 2012, se o mundo não acabar, será o cinqüentenário da morte de Marilyn Monroe. Penso que se a Diva hollywoodiana ainda vivesse nos dias atuais ficaria satisfeita em saber que não é mais ridicularizada como o protótipo da loura burra, o qual ajudou a imortalizar. Hoje em dia Marilyn é símbolo de uma época de glamour e sonho que Hollywood vendeu e que não voltará jamais. A imagem de ninfa loira e sedutora que ajudou a contruir no cinema ainda sobrevive  no inconsciente coletivo das pessoas e isso faz dela uma das atrizes do passado mais imitadas por fãs no mundo inteiro. Os transformistas adoram imitar a imagem glamourosa de Marilyn e até artistas consagradas como Madonna e Lady Gaga se inspiraram nela para compor personagens e músicas. Enfim... Morreu a atriz, o mito sobrevive.

Alguns diriam que ela era boa atriz. Desculpem, eu discordo. Na realidade, como intérprete Marilyn era medíocre e a única coisa que se salvava era o seu visual de deusa. Não gostei de nenhum dos seus filmes, inclusive os famosos e incensados: “Quanto mais quente melhor” e “Os homens preferem as louras”. Marilyn era do tipo que não precisava falar, ela seduzia pelo visual, a imagem era sua arma. A combinação de suas curvas exuberantes aliadas ao jeitinho ao mesmo tempo ingênuo e sensual, conquistava seu público. Homens e mulheres se rendiam aos seus encantos.
Porém, apesar do seu visual “vamp” a Diva era uma criatura extremamente infeliz no amor. Marilyn casou-se várias vezes, mas aparentemente não conseguiu ser feliz.
Segundo dizem, Marilyn sentia uma certa inveja de Elizabeth Taylor, tida na época como uma das mulheres mais lindas e bem casadas do mundo (Richard Burton).

E enquanto Liz Taylor era uma espécie de Angelina Jolie dos tempos "áureos" de Hollywood, casada  com um ator famoso e bonitão e expondo o sucesso de seu casamento para os olhos dos fãs, Marilyn provavelmente se afogava num poço de autopiedade.

Porém, ela nunca esteve sozinha. Marilyn teve muitos maridos. E amantes. O caso mais famoso foi com John Kennedy com o qual traia o marido, o draumaturgo Arthur Miller, antes de finalmente se divorciar dele. Elia Kazan dizia que era ninfomaníaca e, sendo isso verdade ou não, reza a lenda que o interesse sexual de Kennedy por ela era tão grande que durante uma recuperação de uma operação na coluna, teve a cara-de-pau de pedir ao irmão que pendurasse sobre a cama uma foto de Marilyn na qual ela se apresentava usando shorts e pernas abertas. Grande motivação para sarar mais rápido, eu imagino, mas isso ilustra bem como os homens da família Kennedy eram cretinos.

Há algo de muito sombrio e misterioso na morte de Marilyn  onde a máfia, disputas políticas e até memo o FBI aparecem envolvidos. Ao pensar sobre isso, aquela cena memorável onde ela canta “Feliz Aniversário Sr. Presidente” adquire tons sombrios e sangrentos de uma despedida.
Nesse momento a decisão de Kennedy em abandoná-la já estava tomada e isso se deu através de pressão política e, segundo dizem os livros que cultivam "teorias da conspiraçao", é fato comprovado que um ex-funcionário graduado do FBI tinha grampos telefônicos registrando conversas entre os amantes e usou essa informação para chantagear Kennedy.

A versão oficial para a morte de Marilyn foi uma overdose de medicamentos, mas estranhamente os amigos que tentaram investigar os fatos receberam ameaças de morte anônimas através de telefonemas. Outros fatos estranhos envolvendo sua morte é que evidências importantes como os supostos frascos de medicamentos que ela tomou, desapareceram. O relatório da autópsia foi perdido. Toda a documentação do FBI sobre sua morte foi suprimida dos arquivos. No ano seguinte, morreu o amante, John Kennedy. Mas isso é outra história...

Talvez se ela não tivesse se rendido a tentação de usar a beleza física e o sex-appeal para catalizar a fama que tanto ambicionou na vida, ainda viveria muitos anos e, quem sabe, se tornaria uma boa atriz. Infelizmente Marilyn é mais um daqueles casos onde a atriz é completamente arrasada pela imagem de "vamp glamourosa" que o Cinema ama, mas adora destruir.

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