
Título: Bed & Breakfast (Amor por Acaso); Ano:2010; Gênero: Comédia Romântica; Diretor: Márcio Garcia; Roteirista: Leland Douglas; Elenco: Juliana Paes ('Casa da Mãe Joana'), Jerry O'Connell ('Pânico 2'), Dean Cain ('Lois & Clark: The New Adventures of Superman'), Eric Roberts ('Os Mercenários'), Danny Gloover (2012, Os excêntricos Tenenbaums) e Rodrigo Lombardi, entre outros.
Ontem eu assisti o filme “Amor por Acaso” (Bed & Breakfast), estréia do Márcio Garcia como diretor de cinema. O filme foi rodado em 2010 tem um roteiro assinado por Leland Douglas, cuja experiência anterior como roteirista se resumia a textos escritos para filmes de TV. Atores de TV, roteiristas de TV, um filme de estreantes, podemos dizer. É ruim? Não. É uma experiência.
Aparentemente Juliana Paes gravou o filme quando estava no início de sua gravidez, porque está com um corpão de dar inveja. Já Dean Cain, o superman da série, Louis & Clark, está muito à vontade no papel de Jake, um loser bonitão que foi abandonado pela ex-mulher e tenta refazer a vida administrando uma pousada em sua cidade natal. Porém são aparentemente frustrados, quando a verdadeira herdeira (Juliana Paes) surge inexperadamente, vinda do Brasil, para tomar posse da propriedade que ele julga ser sua. Daí começa o conflito entre os dois.
Roteiro simples? Sim, mas como eu já disse por aqui no passado, não dá para julgar as comédias românticas com muito rigor, porque é um tipo de filme que usa e abusa de clichês. E reclamar do uso e abuso de clichês em comédia romântica é uma atitude clichê, portanto não vou fazer isso. Comentaram comigo que o roteiro de Leland Douglas parece ter se inspirado no livro “Um Bom Ano” (2005), de Peter Mayle. Não sei, não posso afirmar ou comparar nada nesse sentido, porque não li o livro e nem vi a adaptação para o cinema, estrelado por Russell Crowe em 2006. Deixo quieto.
O ator Dean Cain é um homem bonito e interpreta seu papel com certa desenvoltura, mas não me convenceu como par romântico de Juliana Paes. Sei lá, eles pareciam mais irmãos brincando entre si, do que um casal que sente atração um pelo outro. No que me diz respeito, acho que faltou um pouco “tensão sexual” entre os dois, apesar da interpretação de ambos estar “redondinha”. Juliana, sempre linda e simpática, fala um inglês fluente, com um sotaque bem charmoso. Já o casal japonês em lua-de-mel é forçado demais, totalmente sem graça.
No final do filme, Márcio Garcia banca o Hitchcock e faz uma aparição surpresa, porém o merchandising de xampu poderia ser menos explícito. Nos créditos finais, as personagens interpretadas pelos atores brasileiros voltam para comentar a nova vida do casal e eu também achei essa parte desnecessária. No mais o filme vale por ser uma experiência e pela aulinha básica de semântica sobre a palavra inglesa “serendipity”. Nota 5.
Nenhum comentário :
Postar um comentário